O Intermedium vai lançar ainda no primeiro semestre a conta gratuita para pessoas jurídicas. O lançamento será feito em etapas, para que o banco consiga atender toda a demanda pelo produto, que promete ser alta. “No início vamos priorizar quem já tem conta pessoa física conosco”, diz Menin.

Mesmo disponibilizando mais serviços e sendo mais complexa do que a conta pessoa física, a gratuidade da conta PJ é sustentável, de acordo com o executivo. “O cliente pessoa jurídica deixa muito dinheiro na conta (float) e também consome mais serviços, pagam mais contas. Muitas empresas importam e exportam então precisam fazer câmbio”, justifica. E o banco ganha com todas essas operações.

O processo para abrir a conta pessoa jurídica será um pouco mais trabalhoso do que a física, mas ainda totalmente digital. “É possível abrir a conta PF em até 10 minutos. A abertura da conta PJ vai ter etapas diferentes, com uma parte documental mais exigente. É um tipo de conta mais complexo”, diz o presidente do Intermedium.

InfoMoney



Não restam dúvidas de que possuir uma conta bancária tem se tornado uma das grandes necessidades nos dias atuais, seja para pessoa física ou jurídica.

Trabalhar com dinheiro em espécie está “fora de moda”. Muitas pessoas optam pelo cartão de crédito ou débito, talão de cheques, entre outros. Esse comportamento se deve, principalmente, à comodidade, praticidade e segurança.

Transportar dinheiro, ainda que em pequena quantia, representa um enorme risco, devido ao aumento da violência e da criminalidade no país.

O fato é que há um custo para manter uma conta corrente aberta, custo esse que, às vezes, é bastante elevado. São as chamadas taxas que os bancos costumam titular de “taxa de manutenção”. Quando na verdade, essas taxas se referem aos pacotes de serviços oferecidos pelos bancos, que levam em consideração o perfil de cada pessoa. Mas, esses pacotes de serviços não são obrigatórios.

O que poucos sabem é que todo cidadão brasileiro tem direito a possuir uma conta corrente livre de taxas. É isso mesmo, você não precisa pagar nada!

Esse é um direito garantido pela resolução nº 3.518/2007, em vigor desde 30 de abril de 2008 e atualizada pela Resolução nº 3.919/2010, do Banco Central do Brasil.

O artigo 2º da Resolução nº 3.919/2010 proíbe as instituições bancárias de cobrar tarifas pela prestação de serviços bancários essenciais a pessoas naturais, isto é, à pessoa física.

São considerados serviços essenciais um número limitado de transações que você tem direito a fazer no mês. Caso você ultrapasse esse limite, será cobrada uma tarifa à parte para cada serviço extra utilizado.

De acordo com a Resolução do Banco Central, esse tipo de conta corrente disponibiliza os seguintes serviços mensais:

  • Um extrato anual;
  • Dois extratos mensais contendo a movimentação dos últimos trinta dias;
  • Duas transferências de saldo entre contas do mesmo banco;
  • Quatro saques;
  • Dez folhas de cheques;
  • Fornecimento de cartão com função débito;
  • Compensação de cheques;
  • Consultas ilimitadas pelo Internet Banking.

Além disso, os bancos devem fornecer, gratuitamente, a segunda via do cartão de débito quando o atual estiver vencido ou próximo do vencimento. Nos casos de perda, roubo, furto, danificação e outros motivos não imputáveis à instituição emitente, os pedidos de reposição formulados pelo correntista serão tarifados.

Mas, atenção: Haverá uma resistência muito forte por parte dos bancos que, normalmente, não cumprem as normas impostas pelo Banco Central. Os bancos sempre irão insistir em vender seus pacotes de serviços caríssimos.

Se você vai abrir uma conta corrente ou apenas alterar o pacote de serviços tarifado para os serviços essenciais, demonstre que você conhece seus direitos.

Não se deixe intimidar pela insistência do atendente ou gerente que lhe oferecerá um pacote de serviços com tarifa. Se for necessário, leve o texto da Resolução impresso e garanta o seu direito de ter uma conta livre de taxas!

JusBrasil por Jacira Brito



Por falta de controle ou planejamento financeiro, muitas pessoas acabam consumindo mais do que podem e, quando estão altamente endividadas, costumam colocar a culpa do seu desequilíbrio financeiro no cartão de crédito. Assim, o cartão de crédito é considerado por muitos o maior inimigo das finanças pessoais.

Antes de qualquer julgamento, é interessante termos a consciência de que o cartão nada mais é do que uma ferramenta. Toda ferramenta, se for mal utilizada, é capaz de provocar grandes estragos. Porém, se for utilizada com sabedoria, proporciona ao seu usuário enormes vantagens e benefícios.

Com o cartão de crédito não é diferente! Se for utilizado sem disciplina e planejamento, esse “dinheiro de plástico” provavelmente irá causar descontrole financeiro e dívidas exorbitantes, que serão muito difíceis de serem quitadas.

Porém, se usado com consciência, o cartão de crédito certamente será um grande aliado de suas finanças, e lhe permitirá ter acesso a grandes benefícios e facilidades. A seguir, são apresentadas 10 dicas valiosas para que você faça um uso inteligente do seu cartão de crédito, evitando juros altos e despesas desnecessárias, e aproveitando as principais vantagens dessa ferramenta.

10 dicas para usar melhor seu cartão de crédito

1 – Elabore seu planejamento financeiro

É recomendável que você faça seu planejamento financeiro antes de utilizar o cartão de crédito. Agindo assim, você poderá se programar e saberá quanto pode gastar no cartão de forma a ter dinheiro para pagar o valor total da fatura na data do vencimento. 
Além disso, ao fazer seu planejamento financeiro, você evitará andar com o cartão sem necessidade e, consequentemente, deixará de gastar em itens supérfluos. Para as despesas do dia a dia, prefira comprar sempre com dinheiro, pois ao ver o dinheiro saindo do bolso você refletirá mais sobre a necessidade da comprar. 

2 – Limite do cartão deve ser de, no máximo, 50% do seu salário

Ao utilizar o cartão de crédito, você tem a falsa sensação de que o dinheiro não está saindo da sua conta. Isso pode ser definido como “a prazerosa ilusão de comprar sem gastar um centavo”. Entretanto, o pesadelo começa no momento em que a fatura chega à sua residência ou email.

Por isso, o educador financeiro Reinaldo Domingos dá uma dica preciosa para quem costuma gastar além da conta: o limite do cartão de crédito deve ser, no máximo, 50% da sua receita líquida, ou seja, daquilo que você ganhar após todos os descontos.

3 – Registre todas as despesas

Você tem que saber e analisar como o seu dinheiro foi gasto. Dessa maneira, é imprescindível que você anote todas as despesas realizadas no cartão de crédito. A maneira mais fácil de fazer isso é utilizando um aplicativo de finanças pessoais, como o Mobills.
Contudo, se você não gosta de utilizar a tecnologia para facilitar a sua vida, o extrato detalhado do cartão pode ser o seu instrumento de controle. Nesse caso, você vai ter que usar uma planilha ou o velho caderninho para realizar o controle financeiro e analisar a qualidade dos seus gastos. De um jeito ou de outro, é fundamental que você veja para onde está indo seu dinheiro, para que você possa tomar as atitudes necessárias para melhorar sua situação financeira.

4 – Utilize apenas um cartão

Ter apenas um cartão de crédito facilita bastante nosso planejamento e controle de gastos. O ponto que merece mais destaque é a impulsividade na hora de gastar. Quem tem mais de um cartão, fica mais propício a exagerar nas comprar e acaba gastando mais do que pode.

Quando o limite de um cartão é atingido, algumas pessoas passam a utilizar o outro cartão, e depois o outro… Enfim, só vão perceber o estrago no outro mês, quando as faturas chegarem. Além disso, cada cartão de crédito apresenta custos de anuidade, que às vezes não são nada baratos. Quem tem só um cartão, certamente deixará de gastar um bom dinheiro com essas taxas.

Outra vantagem é que, tendo só um cartão, com certeza você perderá menos tempo na hora de checar a fatura para analisar todas as despesas daquele mês.

5 – Negocie as taxas de anuidade. Sempre!

Alguns cartões de crédito, principalmente aqueles que oferecem os melhores programas de vantagens e descontos, costumam cobrar taxas de anuidade bem elevadas. Algumas dessas anuidades chegam a até R$ 300,00. É um dinheirão. Se você usa seu cartão de crédito constantemente, saiba que está numa posição de vantagem para negociar essas taxas.

A cada compra que você faz, a operadora do cartão de crédito recebe um percentual referente ao valor da compra. Você pode utilizar esse argumento, dizendo que já é um bom cliente, que usa o cartão constantemente e já garante à operadora um bom repasse dos valores que você compra.

Há pouco tempo, usei esse argumento e ainda negociei mais um pouco e acabei conseguindo um desconto de 50% na minha anuidade. Nada mal!

Outra dica para evitar despesas elevadas com anuidade é analisar se você realmente usa todos os benefícios que o cartão oferece. Cartões internacionais costumam apresentar anuidades mais elevadas, e algumas pessoas possuem esses cartões, mesmo sem estar em condições ou ter a intenção de viajar para o exterior.

6 – Jamais pague somente o mínimo!

Pagar somente o valor mínimo pode tornar a sua dívida simplesmente impagável! Isso se deve ao fato do cartão ser uma das modalidades mais caras de financiamento, perdendo apenas para as financeiras. Sendo assim, evite pagar o valor mínimo ou parcelar a dívida.

Se tiver dificuldades para pagar o valor total da fatura, é melhor tomar dinheiro emprestado no crédito pessoal, pagar o cartão à vista e parcelar esse novo empréstimo, pois os juros costumam ser bem menores. 

Contudo, o ideal mesmo é você seguir a dica 1 e elaborar seu planejamento financeiro antes de comprar qualquer coisa no cartão de crédito. Você não pode tratar o cartão de crédito com uma renda extra e se endividar pela falta de controle financeiro.

7 – Consulte o saldo do cartão frequentemente, para evitar sustos na hora da fatura.

Por não ver o dinheiro saindo do bolso na hora de pagar, algumas pessoas relaxam bastante com o cartão de crédito, e muitas vezes acabam gastando mais do que podem. Acredite, isso é bastante comum de acontecer.

Quando o dinheiro não sai do bolso, é fácil de nos confundirmos e acabamos saindo um pouco do controle na hora de gastar. E quando a fatura chega é um susto!

8 – Evite pagar contas de água, luz e telefone no cartão 

Algumas pessoas acham muito interessante concentrar todos os pagamentos no cartão de crédito, pela facilidade de ter que se preocupar apenas com uma fatura.

Entretanto, pagar as contas de concessionárias (água, luz e telefone) no cartão não costuma ser um bom negócio, pois as administradoras dos cartões normalmente cobram tarifas para prestar esses serviços. Assim, é necessário se informar sobre o valor das tarifas cobradas e analisar se vale a pena gastar a mais para comprar este “benefício”.

9 – Fique atento aos programas de descontos e vantagens.

Hoje em dia, é fácil encontrar cartões de crédito com programas de recompensa e vantagens. Um bom exemplo é o programa de milhas. Quando você compra com determinado cartão, acumula pontos que podem posteriormente trocados por milhas e passagens aéreas. Há também pontos que podem ser trocados por combustíveis ou outros produtos em geral, como eletrodomésticos, bicicletas, etc.

Além disso, alguns cartões oferecem descontos de até 50% em cinemas, teatros, jogos de futebol ou em compras feitas em redes de lojas parceiras. Dessa maneira, quem fica atento a essas vantagens, tem a chance de economizar uma boa grana em algumas compras, e ainda consegue juntar pontos suficientes para comprar passagens de avião ou abastecer o carro. Com certeza é uma boa!

Vale alertar para não cair no erro de achar que vale a pena gastar mais para acumular os pontos. NÃO! Os pontos são um benefício extra para comprar através daquele cartão de crédito. Não ache que é vantajoso comprar cada vez mais pensando em ganhar os pontos.

10 – Evite fazer cartões de loja

É bastante comum que as lojas ofereçam cartões de crédito para os consumidores, visando fidelizar os clientes. Porém, você deve tomar muito cuidado e refletir sobre a real necessidade de fazer cartões de lojas.

Apesar de existirem alguns benefícios nas compras com os cartões da lojas, várias delas só permitem o pagamento da fatura dentro da própria loja, o que pode incentivar o consumo desnecessário e fazer você gastar mais. 

 

Para ver outras dicas financeiras, você também pode acessar o blog Receita Financeira, do consultor financeiro Davi Augusto (coautor deste texto).

Mobills

O WhatsApp vai realizar um teste importante na Índia nos próximos meses. O aplicativo de mensagens mais usado do mundo está prestes a introduzir uma funcionalidade de pagamento, que deverá mudar a forma como os indianos (o maior mercado do WhatsApp do mundo) usam o aplicativo.

A mídia indiana reportou que o WhatsApp deverá usar um sistema apoiado pelo governo para começar a realizar trocas de dinheiros simples entre as pessoas. No Brasil, tal sistema poderia ser substituído por TEDs automáticas ou até mesmo PayPal e afins.

Essa é uma mudança significativa para o aplicativo, que pode se transformar em uma carteira digital nos próximos meses. Na Índia, o governo declarou uma “guerra informal” contra o dinheiro físico, como forma de reduzir a gigantesca sonegação de impostos que lá existe. Para eles, fica claro que a tecnologia pode ser uma forma de ajudar nessa cruzada.

O WhatsApp já tinha demonstrado interesse em entrar no mercado de comunicação entre empresas e consumidores. Além disso, ele pode ajudar milhares de pessoas que possuem conta no banco, mas não cartão de crédito, a serem incluídas no mercado de consumo digital.

A tendência é que só precisemos de um celular para realizar as grandes tarefas nos próximos anos, não mais tendo que carregar uma carteira para segurar fisicamente nossos cartões e dinheiro. Várias empresas já tentaram popularizar o conceito de carteira digital, mas falharam.

Startse

Acontece com frequência: você está comprando alguma coisa que custa dez parcelas de R$ 10, tenta um desconto à vista com o vendedor, mas não adianta, sai por R$ 100. Mas o Nubank lançou nesta terça-feira (1º) um recurso que deve facilitar a vida de quem gosta de se livrar das compras parceladas: é possível antecipar o pagamento das próximas mensalidades e obter desconto.

A taxa de desconto é dinâmica, variando de acordo com a demanda de usuários solicitando adiantamento e a quantidade de pagamentos recebidos pelo Nubank no dia. Você pode adiantar quantas parcelas quiser; assim que confirmar a antecipação, o valor com desconto é lançado na sua fatura atual e não pode mais ser cancelado.

No momento em que escrevo este parágrafo, o desconto está em 7,46% ao ano. Ao optar por antecipar totalmente uma compra a prazo de R$ 69,57 (ainda faltam nove parcelas), por exemplo, pagarei R$ 67,51. Se escolher adiantar apenas a próxima parcela, de R$ 7,73, ela sairá por R$ 7,32.

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Esse desconto é possível porque, mesmo se você adiantar o pagamento de uma compra, o lojista só receberá uma parcela de cada vez — ou seja, enquanto seu dinheiro não é “repassado” ao vendedor, o montante fica parado nas mãos do Nubank, rendendo juros. Num país em que a taxa básica de juros está em 14% ao ano, é perfeitamente possível oferecer um desconto de 7,46% ao ano.

Claro que você pode obter o mesmo resultado (ou até melhor) se fizer uma compra a prazo e deixar o resto do dinheiro em algum investimento rendendo juros, mas na prática isso exige bastante disciplina, então é bom ver que alguma empresa está se preocupando em deixar as coisas mais simples. Além disso, quando você antecipa o pagamento de uma compra a prazo, o limite é liberado para novas compras.

Por enquanto, a novidade está disponível apenas na versão mais recente do aplicativo do Nubank para Android. O recurso será lançado “em breve” para usuários de iOS.

Tecnoblog

Como sabemos as taxas de juros para cartões de crédito são as maiores do mercado. Mas, se você souber usá-lo com cuidado e responsabilidade, poderá ter grandes vantagens. Além da comodidade e versatilidade, o cartão de crédito pode oferecer até 40 dias para o pagamento de suas compras.

A escolha do cartão pode até parecer um processo fácil, devido às várias opções que o mercado apresenta. Mas, fique atento: nem sempre é tão simples assim. Antes de fechar negócio, você deve tomar alguns cuidados que podem evitar futuras dores de cabeça:

• Sempre escolha a data para o vencimento próxima ao dia em que você recebe. Isso evita que você gaste o dinheiro com outras despesas;
• Faça uma pesquisa e veja qual instituição oferece mais vantagens (caso você use muito o cartão, algumas operadoras oferecem programas de pontos/milhagem);
• Fique atento para o valor da anuidade e quando ela será cobrada. Alguns cartões dão a anuidade grátis na hora da compra, mas em compensação, no ano seguinte cobram valores exorbitantes;
• Procure ter apenas um cartão de crédito. Isso evita o descontrole e assim, você pode adquirir vantagens na hora da negociação.

Ao escolher o cartão de crédito, avalie suas necessidades. Se você usa pouco, busque cartões nacionais com isenção de anuidade. De que adianta ter um cartão internacional se você nunca foi e nem pretende fazer compras no exterior?

Existem vários tipos de cartões, veja aquele que se adapta melhor à sua necessidade:

Cartão institucional: Geralmente são oferecidos na abertura de uma conta corrente e o limite depende muito do saldo que você tem em conta e de outros produtos contratados. Esses cartões também podem ser usados como cartão de crédito ou de débito ao mesmo tempo.

Cartão co-branded: Este tipo de cartão é como uma parceria entre vendas e marketing, onde o objetivo é fidelizar o cliente. O cartão carrega o logotipo da empresa associada e pode trazer algumas vantagens, como descontos progressivos nas compras.

Cartão pré-pago: Neste tipo de cartão é o próprio associado quem determina seu limite, é ele também quem credita uma determinada quantia no cartão de crédito. A vantagem, neste caso, é que você pode planejar seus gastos com o cartão.

Foregon

As novas regras do rotativo do cartão de crédito entram em vigor nesta segunda-feira. Estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), as novas regras tem como objetivo diminuir o endividamento no cartão de crédito, que possui as taxas mais altas para o consumidor – juros chegam a 490% ao ano.

A partir de agora, os consumidores que não conseguirem pagar integralmente a tarifa do cartão de crédito só poderão ficar no crédito rotativo por 30 dias.

 

 

Abaixo, o Idec responde a algumas perguntas sobre a mudança:

O que é crédito rotativo do cartão de crédito?

É uma modalidade de crédito com taxa pré-fixada, que incide sob o saldo. O crédito é renovado a cada 30 dias quando o cliente efetua apenas o pagamento mínimo da fatura.

 

Como ele funciona?

O consumidor efetuava a compra e ao fazer o pagamento mínimo na data do vencimento, entrava no crédito rotativo. O saldo restante ficava no rotativo. No próximo vencimento, o saldo restante é corrigido pela taxa do crédito rotativo.

 

 O que muda a partir deste mês de abril?

O pagamento mínimo com uso do rotativo só poderá ser usado uma única vez. Se o cliente não pagar integralmente a fatura, o saldo remanescente deverá ser quitado integralmente ou parcelado. Do contrário, será considerado inadimplente e o valor da conta, acrescida de encargos.

 

O que acontece com quem está acostumado a rolar dívida no cartão de um mês para outro?

Esses clientes devem ficar atentos ao vencimento da fatura para decidir o tipo de parcelamento, a não manifestação dará ao banco a decisão automática de parcelar. A dívida será corrigida por juros menores do que o rotativo, reduzindo o potencial de crescimento da dívida. Mas é preciso cuidado, longos parcelamento também encarecem as dívidas.

 

O parcelamento da dívida é uma boa escolha?

O parcelamento da dívida é uma alternativa menos cara que o rotativo, mas não é a melhor opção, o consumidor deve sempre tentar pagar a fatura integralmente. O banco nem sempre oferece a melhor opção para o cliente, então é preciso fazer uma pesquisa prévia das taxas de juros.

 

É melhor escapar do rotativo ou parcelamento?

Sim, é importante evitar essas linhas de crédito. Mesmo que a taxa de juros do parcelamento seja inferior ao do rotativo, ela ainda é alta. O consumidor não deve demorar muito tempo para quitar a dívida. Quanto mais tempo de exposição, mais fácil é chegar ao endividamento. A diferença é que no rotativo o endividamento é de curto prazo e no parcelamento, a médio ou longo prazo.

 

Como os bancos estão se adaptando à mudança?

Os bancos terão liberdade para criar suas próprias regras, a maioria oferece uma opção de parcelamento automático para quem não quita todo o saldo do cartão naquele mês.

 

Para o Idec, a mudança prejudica ou beneficia o consumidor?

A mudança é necessária, mas precisa de aprimoramento. A gestão da fatura fica mais complexa. E o parcelamento, por exemplo, tem lógica próxima ao pagamento mínimo. É preciso um estudo mais aprofundado do perfil do consumidor que usa essa modalidade para que se possa melhorar as normas

Daqui a duas semanas, o rotativo do cartão de crédito como todo brasileiro conhece deixará de existir. Ele passará a valer por apenas 30 dias e, depois desse prazo, o consumidor terá de optar por um parcelamento caso não quite o saldo devedor. Segundo especialistas, a mudança é positiva, uma vez que os juros do rotativo são hoje os maiores do mercado, acima de 15% ao mês, em média, e os principais bancos vão cobrar de 1% a 10% ao mês no parcelamento. O problema é que a dívida poderá ser esticada por até dois anos — uma armadilha de longo prazo para pessoas que já estão com as finanças descontroladas, o que pode representar um pagamento ainda maior de juros ao fim do período.Continuar lendo

Já é uma realidade sair só com o seu smartphone Samsung e pagar contas em bares, restaurantes e postos de gasolina. Mas a Visa teve uma ideia ousada para tornar a tecnologia de pagamentos ainda mais invisível: óculos escuros.

A empresa anunciou no festival de cultura e tecnologia South By Southwest (SXSW), realizado nos Estados Unidos, e colocou a novidade em testes durante um campeonato de surf na Austrália na última terça-feira (14).

Funciona assim: os óculos têm uma tecnologia chamada NFC (que permite comunicação por proximidade). Em maquininhas de pagamentos com suporte para isso – já há muitas dessas no Brasil –, basta encostar os óculos para realizar um pagamento.

Você precisa carregar (com dinheiro) o cartão pré-pago vinculado ao chip NFC embutido nos óculos. Dessa forma, se você, por exemplo, perder seu acessório, quem encontrá-lo não poderá estourar seu limite do cartão de crédito.

A Visa não deixou explícita a necessidade ou não se senhas. Porém, outras iniciativas semelhantes da empresa dispensavam o uso de códigos de verificação comuns. Era só tocar, pagar e ir embora.

Os óculos usados pela Visa nessa fase inicial são da Ray Ban. Vale notar que não é preciso recarregar o gadget, o chip NFC não precisa de energia para funcionar.

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Não é a primeira vez que a Visa tenta transformar acessórios em meios de pagamento. Durante a Olimpíada Rio-2106, a companhia distribuiu entre atletas, influenciadores e jornalistas uma pulseira com chip NFC e um cartão pré-pago vinculado.

EXAME