O cartão pré-pago Cufa Card é voltado para consumidores e empreendedores das favelas e poderá ser usado em qualquer estabelecimento que aceita a bandeira MasterCard no Brasil. Os interessados não precisam ter conta em banco ou comprovar renda. Também não será realizada consulta a órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa.

O cartão poderá ser usado para saques em caixas eletrônicos. Pelo aplicativo, será possível consultar o saldo, colocar crédito no celular, pagar contas pelo celular e fazer transferências para outros cartões Cufa Card. Não serão cobradas taxas por esses serviços.

O cliente pagará uma mensalidade de R$ 8, que será revertida em um crédito de R$ 10 para celulares pré-pagos. O usuário só paga a taxa se tiver o dinheiro em conta, caso contrário, não contrai dívida alguma.

— De acordo com minha última pesquisa, 93% dos moradores de favela possuem celulares, dos quais 87% são pré-pagos. Além disso, em 100% das famílias que possuem celular, pelo menos um membro delas usa o serviço pré-pago. Logo, constamos que crédito de celular é igual dinheiro vivo nas favelas — afirma Celso Athayde, presidente da Favela Holding e um dos idealizadores do projeto.

Para ele, o programa também promete vantagens para os comerciantes: eles poderão aceitar pagamentos desses cartões sem taxa de operação, adesão e manutenção e vão receber sempre à vista.

— Esse será um dos mais expressivos projetos de inclusão financeira que o Brasil já teve.

A emissão do cartão e a entrega da maquininha Cufa Card serão iniciadas nesta terça-feira, dia 11 de julho.

Representantes em 31 favelas diferentes do Rio vão fazer o cadastro dos clientes e entregarão o cartão na hora. Algumas equipes ficarão em postos físicos, enquanto outras irão de casa em casa ou participarão de eventos nas comunidades. Um terceiro grupo vai oferecer a parceria para os empreendedores formais e informais das favelas.

As favelas são Acari, Antares, Asa Branca, Bancários, Barbante de Campo Grande, Catiri, Cidade de Deus, Chaperó, Cidade Alta, Coreia, Dendê, Fallet Fogueteiro, Grota do Surucucu, Jardim Bangu, Manguinhos, Mineira, Muquiço, Parque União, Pedreira, Penha, Rio das Pedras, Rocinha, Sapo de Camará, Seropédica, Serrinha, Vidigal, Vigário Gera, Parada de Lucas , Vila Aliança, Vila Vintém, Vila Kenedy.

Pessoas de todo o país podem pedir o cartão pelo site www.cufacard.com.br.



Com zero anuidade ou taxa de manutenção de conta e 100% digital, o Banco Neon anunciou nesta quarta-feira (19) que vai lançar um cartão de crédito. Até então, a fintech só oferecia um cartão de débito da bandeira Visa.

O novo produto deve estar disponível nos próximos meses, segundo a companhia. Assim como o plástico de débito, o cartão de crédito será da bandeira Visa, com zero anuidade. A fintech promete cobrar juros mais baratos do que os grandes bancos de quem atrasar o pagamento da fatura.

“Vamos deixar claro todas as taxas cobradas, pois não queremos que as pessoas se endividem”, disse o CEO da empresa, Pedro Conrade. Oferecer cheque especial está fora dos planos. “É a maior sacanagem que existe”, disse.

O Banco Neon também está desenvolvendo produtos em parceria com empresas para oferecer seguros, câmbio e recarga de celular e transporte no aplicativo. “Se já existem bons produtos no mercado, por que não integrá-los ao Neon?”, disse o CEO.

A fintech também está testando oferecer contas digitais sem taxa de manutenção para pessoa jurídica, com foco em pequenas empresas.

Como outras fintechs, o Banco Neon vende a ideia de que cobra tarifas mais baixas, com mais transparência e atendimento mais fácil do que os bancos tradicionais. O Neon acaba de completar um ano, com 180 mil clientes, e pretende ter 1 milhão até o final de 2018.

Focada em “millenials”, a fintech lançou serviços como transferências via Siri, a assistente pessoal do iPhone que entende comandos de voz, e autenticação por selfie em vez de senha.

O aplicativo também tem uma ferramenta de planejamento financeiro que permite criar objetivos e agendar aplicações automáticas em um CDB que paga 90% do CDI. Por enquanto, o app não oferece outros investimentos.

EXAME

O Nubank anunciou nesta quinta-feira, 6, que o Nubank Rewards está prestes a ser lançado. A empresa liberou um cadastro para que os interessados possam ser alertados assim que o serviço estiver disponível.

A empresa não informou a data precisa de quando isso deve ocorrer, mas afirmou que deve ser dentro de pouco tempo. A proposta do serviço, que já está em testes há algum tempo com uma pequena fração dos usuários, é atribuir uma pontuação para gastos no cartão, que poderia ser usada para eliminar alguns itens da fatura. Para ter acesso ao serviço, usuários precisarão pagar anuidade, mas o recurso é opcional.

Durante a fase de testes, o Nubank cobrava R$ 190 de anuidade à vista ou R$ 19 por mês (total de R$ 228 por ano) para que seus usuários tivessem acesso ao Rewards. Cada R$ 1 gasto com o cartão equivale a um ponto na conta.

No entanto, vale ser observado que a conversão de um ponto não serve para apagar R$ 1 da sua fatura. Durante a fase de testes, o Nubank informava que eram necessários 2.709 pontos para apagar da fatura uma mensalidade do Spotify. Ou seja: seria preciso gastar R$ 2.709 por mês para conseguir eliminar uma mensalidade que custa R$ 16,90. Segundo a empresa, os valores foram revistos para a versão final do serviço, mas que ainda não é possível antecipar qual será o verdadeiro valor dos pontos.

Quem se interessar pelo Nubank Rewards pode se cadastrar para receber acesso prioritário no lançamento neste link.

Sempre vemos notícias sobre problemas na economia, mas um item que poucas pessoas prestam atenção é nas tarifas bancárias, mesmo elas variando bastante de uma instituição para outra.

O comentarista de economia do Hora 1, Samy Dana, diz que é possível escapar dessas taxas, algumas são de serviços que usamos bastante, mas outros, nem tanto.

O Banco Central, que é o órgão do governo que regula todos os bancos, tem uma resolução sobre um tipo de conta chamada de ‘serviços essenciais’, que não tem tarifa, ou seja, o consumidor não paga nada por ela.

Todo banco tem a obrigação de oferecer este serviço, que conta com as seguintes facilidades:
– Fornecimento de cartão com função débito;
– Realização de até quatro saques, por mês;
– Realização de até duas transferências de recursos entre contas na própria instituição, por mês;
– Fornecimento de até dois extratos, por mês;
– Consultas pela internet;
– Fornecimento de até 10 folhas de cheques por mês.

Esse tipo de pacote resolve a vida de muita gente e não tem custo.

Hoje no Brasil existem mais de 100 milhões de contas correntes e a tarifa média que se paga é de R$ 25 por mês, mas em certos casos esse valor pode passar de R$ 200.

G1

Os bancos estão cortando os cartões de crédito dos clientes que julgam ser de maior risco, especialmente os das classes mais baixas. Só os dois maiores do País – Banco do Brasil e Itaú Unibanco – retiraram de circulação 1,2 milhões de cartões nos primeiros quatro meses deste ano, segundo dados informados pelas próprias instituições.

Na comparação com os quatro primeiros meses de 2016, a queda foi ainda maior. A base de cartões do BB caiu de 22,2 milhões para 17,2 milhões e a do Itaú recuou de 32,1 milhões para 28,9 milhões. Bradesco e Santander não abrem os números sobre a emissão e retirada dos cartões, mas executivos dizem que as instituições passaram a excluir clientes mais arriscados para diminuir os juros e as taxas do crédito parcelado, a nova modalidade que o governo impôs no lugar do crédito rotativo.

Símbolo da ascensão da classe C ao mundo do consumo, o uso de cartão de crédito dá sinais de exaustão diante da recessão e da cautela dos operadores com o calote que chegou aos 40% no crédito rotativo. “A gente vem observando redução da base total de cartões porque há uma maior seletividade por perfil de risco. Nós temos abdicado dos clientes de maior volatilidade e focamos em clientes com menor risco. Além disso, temos visto muita gente saindo do mercado por inadimplência”, diz o diretor-executivo de cartões do Itaú Unibanco, Marcos Magalhães.

O mesmo fenômeno acontece em outras instituições financeiras, especialmente as que mais sofreram com a inadimplência. Banco do Brasil e Santander preferiram não se pronunciar oficialmente. A Caixa é a única exceção porque ainda sofre para aumentar a adesão dos clientes aos cartões do banco. Teve alta ligeira de 200 mil cartões de crédito nos quatro primeiros meses deste ano e de 700 mil na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Mesmo assim, o banco estatal tem ainda uma carteira de apenas 7,2 milhões de cartões de crédito, a menor entre as grandes instituições.

No Bradesco, o número de clientes ativos não chegou a cair, mas cresceu o bloqueio de cartões por atraso no pagamento. “Esses clientes não conseguem fazer compras até que voltem a pagar. Se o atraso atingir 60 dias, a gente cancela o cartão”, diz o diretor de cartões do Bradesco, Cesario Narihito Nakamura. O problema de atraso no pagamento aconteceu inicialmente entre clientes de menor renda ou sem renda fixa.

Surpresa no caixa

Joe Weider Ferreira, encanador autônomo de Sorocaba, teve uma surpresa no caixa do supermercado semanas atrás. “Meu cartão antigo venceu e fiquei esperando o novo. Fomos ao mercado com o cartão da minha mulher e, ao tentar pagar a conta de R$ 50, vimos que o dela também estava bloqueado.” Sem aviso prévio, o cartão emitido pelo supermercado tinha sido cancelado e, naquele momento, não passava de um plástico colorido sem função.

“Foi chato. Eu tinha há dez anos. Já comprei televisão, máquina de lavar e celular com ele.” Uma década atrás, quando Ferreira recebeu o cartão oferecido pelo supermercado, o setor vivia uma época de ouro. Dados do Banco Central mostram que, entre 2008 e 2010, operadoras emitiram e enviaram quase 27 milhões de cartões aos brasileiros. Nessa época, o Brasil emitia quase um novo plástico a cada dois segundos.

Os dados mais recentes do estoque de cartões ainda são de 2015. Segundo o Banco Central, no acumulado, naquele ano, havia 165,2 milhões de plásticos no Brasil, número recorde desde o início da série, em 2008. O BC, porém, ainda não divulgou os números do ano passado.

Pressão

Embora os clientes relatem que estão sendo feitos cancelamentos sem aviso prévio, os grandes bancos afirmam que só cancelam os cartões por razões previstas em contrato, como atraso no pagamento. Mesmo sem cancelar unilateralmente, algumas operadoras usam de outras estratégias para pressionar o cliente a desistir do cartão, como diminuir o limite ou aumentar a cobrança da taxa de anuidade.

O diretor-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito (Abecs), Ricardo Vieira, reconhece que o cenário macroeconômico afeta o setor como outras áreas da economia.

O executivo explica, porém, que a entidade não tem dados sobre o número de cartões em circulação e prefere observar indicadores como faturamento e volume de transações. “Esses indicadores vão na contramão e continuam crescendo, mas isso não indica que não poderia estar acontecendo essa redução do número de cartões”, disse, ao comentar que alguns bancos podem estar “realizando movimento de limpeza da base de clientes”.

Fonte: CORREIO DO POVO

Após dois anos em gestação na Cidade de Deus – conjunto de edifícios que abriga a sede do Bradesco, em Osasco –, o projeto Next, um novo banco 100% digital, chegará ao mercado hoje, ao lançar seu aplicativo na AppStore e Google Play. O projeto é o mais recente movimento do banco em um cenário agitado para o setor, marcado pela chegada de várias fintechs – startups da área financeira – e pela expansão das corretoras independentes, culminando na aquisição de 49,9% da XP pelo Itaú, em um negócio de R$ 5,7 bilhões, no mês passado.

Em seu projeto, o Bradesco tentou garantir que a cultura do Next não fosse “contaminada” pelos vícios de um grande banco, ao criar uma estrutura independente para o novo negócio. O vice-presidente executivo da instituição, Maurício Minas, diz que os 100 funcionários do Next – que funciona num andar de um dos edifícios da sede do Bradesco – têm um perfil diferente do geralmente encontrado em instituições financeiras.

Para colocar o projeto em pé, o Next muniu-se de uma equipe multidisciplinar que incluiu antropólogos, cientistas sociais e matemáticos. “Era importante que entendêssemos o comportamento das pessoas e pudéssemos gerar a inteligência para estabelecermos um diálogo com o público jovem e conectado”, explica Minas. “O banco foi criado do zero, em dois anos.”

Como o time do Next é relativamente pequeno, o banco digital usará a estrutura de apoio do Bradesco – pequenos times foram formados na instituição para dar suporte ao Next. Embora tenha operação independente e uma linha de comunicação própria com seus clientes, o banco digital vai ofertar produtos financeiros do Bradesco.

A instituição não revela o quanto investiu especificamente no Next, mas o Estado apurou que foram cerca de R$ 120 milhões. O vice-presidente da instituição lembra, porém, que o projeto foi viabilizado graças a investimentos feitos no Bradesco, entre eles um aporte de US$ 1 bilhão no setor de tecnologia.

Estilo. Para fazer frente a startups financeiras que já viraram referência, como a NuBank, especializada em cartão de crédito, o Next aposta em um leque completo de serviços bancários oferecidos sem necessidade de o cliente comparecer a uma agência ou assinar qualquer documento.

O Next também incentivará o cliente a definir metas financeiras que pretende cumprir, como a aquisição de um determinado bem. O acompanhamento desses objetivos se dará por meio de uma ferramenta que fará a gestão automática dos gastos do usuário, de forma semelhante ao app Guia Bolso.

Apesar de ser um banco, o Next tentará se inserir na vida do cliente em outros momentos – assim, espera se tornar essencial ao cliente. A oferta de descontos é focada no público mais jovem, com parcerias já firmadas com Uber, iFood e Cinemark. Para ter acesso às vantagens, o usuário terá de acessar essas plataformas pelo Next.

Desafios. O diretor de inovação da Accenture, Guilherme Horn, afirmou que foi acertada a decisão do Bradesco de criar uma estrutura independente para tocar o projeto Next – desta forma, evitou-se a criação de uma “filial” da instituição.

Ao se apresentar como um banco completo, no entanto, o Next concorrerá tanto com serviços financeiros especializados – como corretoras e fintechs – quanto com líderes de mercado, incluindo o próprio Bradesco. “O Next cria um produto novo que pode canibalizar o Bradesco. E é assim que deve ser: se toda a empresa tiver medo de fazer isso, a inovação não vai acontecer nunca”, diz Pedro Waengertner, presidente da aceleradora de startups Ace.

É no dia a dia da operação, no entanto, que o Next poderá ganhar ou perder o jogo. Uma fonte do setor financeiro, que pediu anonimato, afirma que estabelecer a relação próxima que startups como o NuBank têm com os consumidores é difícil.

Na opinião de Waengertner, resta saber se a execução do dia a dia do Next vai refletir, no fim das contas, o estilo matricial dos grandes bancos ou o pensamento “fora da caixa” típico das startups de sucesso.

Estadao

O que é uma carteira digital?

Uma carteira digital (digital wallet) é um software que armazena chaves públicas e privadas e interage com uma cadeias de blocos (blockchain) para permitir que o usuário envie e receba uma moeda digital, e monitorar seu saldo. Se você quiser usar Bitcoin ou qualquer outra criptomoeda, você precisará ter uma carteira digital.

Como elas funcionam?

Milhões de pessoas usam carteiras digitais, mas há um considerável mal entendido sobre como elas funcionam. Ao contrário das tradicionais carteiras de bolso, as carteiras digitais não armazenam moeda. Na verdade as moedas não são armazenadas em um local, nem existem em forma física. Tudo o que existe são registros de transações armazenadas na blockchain.

Carteiras digitais são programas que armazenam suas chaves públicas e privadas e interage com a blockchain, para que os usuários possam checar o saldo, enviar e receber fundos, e realizar outras operações. Quando uma pessoa envia bitcoins ou qualquer outro tipo de moeda digital, eles são basicamente assinando a propriedade das moedas para o seu endereço da carteira. Para poder gastar essas moedas e desbloquear os fundos, a chave privada armazenada em sua carteira deve corresponder ao endereço público que a moeda é atribuída. Se as chaves públicas e privadas corresponderem, o saldo da carteira digital aumentará e dos remetentes irá diminuir de acordo. Não há troca real de moedas. A transação é meramente um registro no blockchain, e uma mudança no saldo das carteiras digitais.

Quais são os tipos de carteiras digitais?

Existem vários tipos de carteiras que fornecem diferentes maneiras de armazenar e acessar sua moeda digital. Carteiras podem ser divididas basicamente em três categorias distintas – software, hardware e papel. Carteiras tipo software podem ser para desktop, móveis ou online.

  • Desktop: as carteiras são baixadas e instaladas em um PC ou laptop. Elas só são acessíveis a partir do único computador no qual elas são baixadas. Carteiras para desktop oferecem um dos mais altos níveis de segurança, no entanto, se o computador é hackeado ou pegar um vírus, existe a possibilidade de que você possa perder todos seus fundos.
  • Online: são carteiras executadas “na nuvem”, e acessíveis a partir de qualquer dispositivo em qualquer local. Esse tipo é o mais fácil de usar e acessar, porém carteiras online armazenam suas chaves privadas, e são controladas por uma terceira parte. Isso as torna vulneráveis à ataques hacker e a roubo.
  • Móvel: são carteiras executadas em um aplicativo para smartphone ou tablet. São úteis porque elas podem ser usadas em qualquer lugar, incluindo em lojas no comércio. São geralmente mais compactas e simples do que carteiras para desktop, por causa do espaço limitado disponível em um celular.
  • Hardware: a diferença dessa carteira para as tipo software, é que ela armazena as chaves privadas em um dispositivo hardware tipo um USB. Embora as carteiras hardware façam transações on-line, as chaves são armazenadas offline, o que proporciona maior segurança. Carteiras de hardware podem ser compatíveis com várias interfaces web e podem suportar moedas diferentes. É bem simples fazer uma transação. Os usuários simplesmente conectam seu dispositivo em qualquer computador ou dispositivo com internet, digita um pin (senha), seleciona o envio da moeda, e confirma. Carteiras hardware são fáceis de usar, mantendo seu dinheiro offline e longe de perigo.
  • Papel: são carteiras não tão praticas de se usar no dia a dia, mas proporcionam um alto nível de segurança. A carteira de papel (paper wallet) é basicamente uma cópia física ou impressão das suas chaves públicas e privadas, também pode se referir ao software que é usado para gerar com segurança um par de chaves, que são então impressas. Usar uma carteira de papel é relativamente simples. Para enviar bitcoin ou qualquer outra moeda, basta transferir para o endereço público mostrado em sua carteira de papel. Se você quiser retirar ou gastar os fundos, tudo que você precisa fazer é transferir de sua carteira de papel para sua carteira software. Esse processo pode ser feito manualmente digitando suas chaves privadas ou digitalizando o código QR na carteira de papel.

 

Carteiras digitais são seguras?

Carteiras são seguras em graus variados. O nível de segurança depende do tipo de carteira que você usa (desktop, móvel, online, papel, hardware) e do provedor de serviços. Um servidor web é um ambiente intrinsecamente mais arriscado para manter a sua moeda em comparação com offline. Carteiras online podem expor os usuários a possíveis vulnerabilidades na plataforma da carteira, que pode ser explorada por hackers para roubar seus fundos. As carteiras offline por outro lado, não podem ser hackeadas porque simplesmente não estão conectadas a uma rede online e não confiam em terceiros para segurança.

Embora as carteiras online provaram ser as mais vulneráveis e propensas a ataques de hackers, devemos ter precauções com segurança ao usar qualquer carteira. Lembre-se que não importa qual carteira você usa, se você perder suas chaves privadas, você perde seu dinheiro. Se sua carteira é hackeada, ou você envia dinheiro para um golpista, não há nenhuma maneira de recuperar o dinheiro ou reverter a transação. Você deve tomar precauções e ter muito cuidado!

  • Faça backup da sua carteira. Armazene apenas pequenas quantidades para uso diário, em seu computador, celular ou online. Sempre mantendo a maioria de seus fundos em um ambiente mais seguro. Opções de armazenamento offline para o backup, como papel ou USB irá protegê-lo contra falhas do computador, e permite que você recupere sua carteira se perdida ou roubada. Isso não vai te proteger contra hackers maliciosos. A realidade é que se você optar por usar uma carteira online, sempre existirá um risco inerente.
  • Atualize o software. Mantenha seu software atualizado para que você tenha os mais recentes aprimoramentos de segurança disponíveis. Você deve atualizar regularmente não apenas em seu computador, mas em todas as plataformas que você usa.
  • Adicione camadas extras de segurança. Quanto mais camadas de segurança, melhor. Definir senhas longas e complexas e garantir qualquer retirada de fundos solicite uma senha é básico. Use carteiras que tenham uma boa reputação e forneçam camadas de segurança extra como autenticação de dois fatores (2FA), e solicite o código PIN sempre que o aplicativo da carteira for aberto. Você também pode querer considerar uma carteira que oferece transações com multi assinaturas (multisig), como Coinbase, Armory ou Copay. Uma carteira multisig requer a permissão de outro(s) usuário(s) antes que uma transação possa ser feita.

Carteira Bitcoin ou multi-moedas?

Embora Bitcoin seja de longe a moeda digital mais conhecida e popular, surgiram centenas de novas criptomoedas (referidas como altcoins), cada uma com um ecossistema e infra-estrutura distintas. Se você estiver interessado em usar uma variedade de criptomoedas, a boa notícia é que você não precisa configurar uma carteira separada para cada moeda. Em vez de usar uma carteira que suporta uma moeda única, pode ser mais conveniente para configurar uma carteira multi-moeda que permite que você use diversas moedas da mesma carteira.

Existe alguma taxa de transação?

Não há uma resposta direta aqui.

Em geral, as taxas são uma fração minúscula das taxas bancárias tradicionais. Às vezes, as taxas precisam ser pagas para certos tipos de transações para os mineradores da rede, como uma taxa de processamento, enquanto algumas transações não têm qualquer taxa. Também é possível definir sua própria taxa. Em média, uma transação de 226 bytes resultaria em uma taxa de 18.080 satoshis ou U$ 0,12. Em alguns casos, se você optar por definir uma taxa baixa, sua transação pode ter uma baixa prioridade, e você pode ter que esperar horas ou mesmo dias para a transação ser confirmada. Se você precisar que sua transação seja concluída e confirmada rápida, então você pode precisar aumentar a quantidade que você está disposto a pagar. Qualquer carteira que você acabar usando, as taxas de transação não são algo que você deve se preocupar. Você pagará taxas baixíssimas, e existem vários serviços que pagam as taxas dos clientes, como a carteira da Xapo ou a Smart Wallet da coinBR.

 

As carteiras de criptomoedas são anônimas?

Sim e não. As carteiras são pseudônimos. Embora as carteiras não estejam vinculadas à identidade real de um usuário, todas as transações são armazenadas publicamente e permanentemente na blockchain. Seu nome ou endereço pessoal não vai estar lá, mas dados como o endereço da carteira podem ser rastreados para sua identidade de várias maneiras. Embora existam esforços em andamento para tornar o anonimato e a privacidade mais fáceis de se alcançar, há desvantagens óbvias para o anonimato total. Confira o projeto DarkWallet que está trabalhando para reforçar a privacidade e o anonimato através de endereços disfarçados e mistura de moedas.

Qual é a melhor carteira digital?

Existe uma lista cada vez maior de opções. Antes de escolher uma carteira, você deve considerar como você pretende usá-la.

  • Você precisa de uma carteira para compras diárias ou apenas comprar e manter moeda digital para um investimento?
  • Você planeja usar várias moedas ou uma moeda única?
  • Você precisa acessar a sua carteira digital de qualquer lugar ou apenas de casa?
  • Tire algum tempo para avaliar suas necessidades e, em seguida, escolha a carteira mais adequada para você.

Bread Wallet

Bread Wallet é uma carteira móvel de bitcoin que torna o envio de bitcoins tão fácil quanto o envio de um e-mail. A carteira pode ser baixada da App Store ou na Google Play. No seu conjunto, a interface limpa da Bread Wallet, o design leve e o compromisso de melhorar continuamente a segurança tornam o aplicativo seguro, rápido e agradável, tanto para principiantes como para usuários experientes.

  • Prós: Boa privacidade e segurança, fácil para iniciantes, simples e limpo, software de código aberto, gratuito.
  • Contras: Nenhuma interface web ou desktop, carece de recursos, é online.

Mycelium

Usuários avançados que procuram uma carteira de bitcoin móvel, esta é a opção. A carteira móvel Mycelium permite que os usuários de iPhone e Android mantenham controle completo sobre os bitcoins. Nenhuma terceira parte pode congelar ou perder seus fundos! Com uma segurança de nível empresarial superior à maioria dos outros aplicativos e recursos como armazenamento offline, backups  criptografados, um scanner de código QR integrado, bate-papo seguro, entre outros. Você pode entender por que Mycelium tem sido considerado como uma das melhores carteiras no mercado.

  • Prós: Boa privacidade, segurança avançada, software de código aberto, gratuito.
  • Contras: Nenhuma interface web ou para desktop, online, não indicada para novatos

Exodus

Exodus é uma carteira digital relativamente nova e desconhecida, que atualmente só está disponível para desktop. Permite o armazenamento e o comércio de Bitcoin, Ethereum, Litecoin, Dogecoin e Dash através de uma interface incrivelmente fácil de usar, intuitiva e bonita. Exodus também oferece um guia muito simples para fazer backup de sua carteira. Um diferencial é que ele foi construído na plataforma da exchange shapeshift, que permite aos usuários trocar altcoins por bitcoins e vice-versa, sem sair da carteira.

  • Prós: Boa privacidade e segurança, indicado para inciantes, intuitivo, fácil de usar, suporta várias moedas, software de código aberto, grátis.
  • Contras: É online, sem interface web ou aplicativo para dispositivos móveis

Copay

Criado pela Bitpay, a Copay é uma das melhores carteiras do mercado. Se você está procurando conveniência, o Copay é facilmente acessado por meio de uma interface amigável em computadores, celulares ou online. Uma das melhores coisas sobre a Copay é que é uma carteira multi assinatura, para que amigos ou parceiros de negócios possam compartilhar fundos. É simples o suficiente para usuários iniciantes, mas tem muitos recursos adicionais que irão impressionar os mais experientes também.

  • Prós: Boa privacidade e segurança, transações multisig, múltiplas plataformas e dispositivos, armazenamento em multiplas carteiras, amigável para iniciantes, software de código aberto, grátis.
  • Contras: Pode ser lento e sem resposta, suporte limitado ao usuário.

 

Jaxx

Jaxx é uma interface de usuário e carteira multi moedas com suporte de Ethereum, Ethereum Classic, Dash, Litecoin, REP, Zcash, Rootstock e Bitcoin. Foi projetada para oferecer uma experiência suave. Ela está disponível em uma variedade de plataformas e dispositivos (Windows, Linux, Chrome, Firefox, OSX, Android e  iOS) e se conecta com sites através do Firefox e extensões do Chrome. A Jaxx permite a conversão entre Bitcoin e Ethereum via Shapeshift e a importação de carteiras de papel Ethereum. Com uma variedade de recursos e a contínua integração de novas moedas, a Jaxx é uma excelente opção para quem precisa de uma carteira com variedade de moedas.

  • Prós: Boa privacidade e segurança, multi moedas, carteira lingada através de plataformas múltiplas, excelente suporte ao usuário, fácil uso, grátis.
  • Contras: Não é de código aberto, pode ser lento para carregar.

Armory

Armory é uma carteira de bitcoin para desktop, de código aberto, perfeita para usuários experientes que colocam ênfase na segurança. Algumas das características da Armory incluem armazenamento a offline, multisig, backups impressos, interface de carteiras múltiplas, criptografia de carteira resistente à GPU, importação de chaves, varredura de chave e muito mais. Embora é demorado para entender e usar o seu total potencial, é uma ótima opção para mais bitcoiners que buscam manter seus fundos seguros e protegidos.

  • Prós: Boa privacidade, grandes recursos de segurança, opções multi-assinatura, opções de armazenamento offline, grátis.
  • Contras: Apenas acessível através do cliente desktop, não é fácil para iniciantes.

Ledger

Ledger é uma carteira Bitcoin tipo hardware, que é ideal para armazenar grandes quantidades de bitcoins. Ledger não pode ser infectado por malware e nunca expõe suas chaves privadas, o que torna tão seguro quanto segurar o dinheiro nas próprias mãos. Ledger  é de código aberto e transparente, com todas as decisões técnicas beneficiando a comunidade. É fácil de usar, tem uma interface intuitiva e é compatível com Windows, OS X e Linux. Uma das poucas desvantagens da carteira Ledger é que ela precisa estar com você para enviar bitcoins. Isso torna a Ledger melhor para usuários inativos, investidores ou pessoas que querem manter grandes quantidades de bitcoin com uma alta segurança.

  • Prós: Boa segurança e privacidade, armazenamento offline, fácil de usar uma interface web, software de código aberto, fácil para iniciantes.
  • Contras: Custam a partir de R$ 320, é necessário um dispositivo para enviar bitcoins. Outros modelos podem ser encontrados a partir de R$ 200 aqui. (frete grátis)

Green Address

Green Address é uma carteira de bitcoin fácil de usar, e uma excelente escolha para iniciantes. É acessível via desktop, online ou móvel, com aplicativos disponíveis para Chrome, iOS e Android. Os recursos incluem endereços multisig e autenticação de dois fatores (2FA) para maior segurança, backup de carteira de papel e confirmação de transação instantânea. Uma desvantagem é que Green Address precisa aprovar todos os pagamentos, logo que você não tem controle total sobre seus gastos.

  • Prós: Segurança sólida, multi plataforma, multisig, fácil para iniciantes, software de código aberto, grátis.
  • Contras: Online, privacidade média, uma terceira parte deve aprovar os pagamentos.

Blockchain.info

Blockchain.info é uma das carteiras de bitcoin mais populares. Por favor, não confunda a tecnologia Blockchain, com esse serviço de carteira. O acesso pode ser feito a partir de qualquer navegador ou smartphone. A plataforma fornece duas camadas adicionais diferentes. Para a versão de navegador, os usuários podem ativar a autenticação em dois fatores, enquanto os usuários móveis podem ativar uma solicitação de código PIN sempre que o aplicativo da carteira for aberto. Embora sua carteira seja armazenada online e todas as transações precisarão passar pelos servidores da empresa, Blockchain.info não tem acesso às suas chaves privadas.

  • Prós: Fácil de usar, interface web e móvel, bem conhecida, fácil para iniciantes, grátis.
  • Contras: É online, privacidade fraca, depende de uma terceira parte, já teve interrupções e usuários relatando problemas.

 

 

Criptomoedasfacil

Wences Casares, CEO da Xapo, fez uma previsões para o preço do Bitcoin durante a Conferência Consensus 2017 em Nova York.

Em comentários no evento, Casares previu que uma unidade do Bitcoin valerá 1 milhão de dólares em dez anos, tendo deixado os participantes da conferência surpresos.

As previsões de preços do Bitcoin têm sido cada vez mais ousadas nos últimos meses, já que a Bitcoin passa uma barreira atrás da outra, chegando aos atuais mais de 2 mil dólares.

Em abril, o CEO da Blockchain, Peter Smith, juntou-se ao investidor da Snapchat, Jeremy Liew, dizendo que 500 mil dólares seriam o custo por Bitcoin até 2030. Na época, o Bitcoin custava cerca de US $ 1.170 – cerca de metade do preço atual.

“Acreditamos que a conscientização do Bitcoin, a alta liquidez, a facilidade de transporte e o contínuo desempenho do mercado, à medida que os riscos geopolíticos se elevam, farão da Bitcoin um forte candidato ao investimento para o consumidor e para o investidor”, disse o executivo.

CoinTelegraph e Portaldobitcoin