PayPal Holdings está recorrendo a seu velho inimigo, o cartão, para ajudar em sua expansão fora do mundo digital.

A empresa de pagamentos on-line está lançando um cartão de crédito que oferece aos clientes 2 por cento de desconto em compras — um dos maiores do setor –, sem anualidade. As recompensas aparecerão na carteira virtual dos usuários e poderão ser gastas imediatamente em outras compras efetuadas com PayPal ou transferidas para um banco.

A iniciativa faz parte do esforço do CEO Dan Schulman para transformar o PayPal, hoje um botão de pagamento em websites, em uma ferramenta financeira versátil para uso cotidiano, até mesmo em lojas físicas.

Ele fechou 24 acordos nos últimos 18 meses com empresas financeiras e de tecnologia, como Apple, Visa e JPMorgan Chase, com o objetivo de tornar o PayPal onipresente na vida de seus 210 milhões de clientes. A empresa já testou o cartão com alguns deles.

“Eles não estão apenas nos usando para fazer compras fora do PayPal, no mundo físico, também estão comprando mais no PayPal com este cartão”, disse Darrell Esch, diretor comercial de crédito global da empresa com sede em San José, na Califórnia. Alguns clientes começaram a verificar o saldo de suas carteiras digitais com mais frequência, o que gera ainda mais compras on-line.

No fim de junho, antes do lançamento integral do cartão, as transações por conta no PayPal haviam aumentado 10 por cento, para 32,3, durante os 12 meses anteriores, segundo comunicado da empresa.

Devolução de dinheiro

Entre os atrativos dos cartões de crédito, a devolução de dinheiro continua sendo a preferida. Quase 70 por cento dos consumidores afirmam que seus cartões de recompensas favoritos oferecem esses descontos, segundo pesquisa de junho da processadora de cartões Total System Services.

A entrada do PayPal pode ser um desafio para o Citigroup, que oferece o popular cartão Double Cash com devolução de 1 por cento os consumidores realizam uma compra e outro 1 por cento quando pagam a conta.

O PayPal está trabalhando com a Synchrony Financial, a maior emissora de cartões de crédito de marca própria, em seu produto.

“Você verá um foco maior nos esforços de reembolso”, disse Curtis Howse, vice-presidente sênior do grupo de clientes diversificados da Synchrony. O truque é manter a simplicidade, disse ele. “Isso é algo que temos conseguido fazer — como um primeiro passo — com essa parceria.”

EXAME



A Justiça do Rio determinou a suspensão em todo o país da comercialização do cartão de crédito Santander Free, por descumprimento de oferta. A medida se deve a uma ação coletiva movida pela associação de consumidores Proteste em junho de 2016.

Na época, a associação reuniu centenas de assinaturas de clientes do banco que foram surpreendidos pela alteração nas regras para utilização do cartão, quanto ao pagamento de anuidade. Isso porque o Santander passou a exigir, em maio do ano passado, que os clientes gastassem no mínimo 100 reais por mês no crédito para continuar isentos da taxa.

Inicialmente, os usuários do cartão precisavam apenas fazer uma operação por mês na modalidade crédito para ficar livres da anuidade. A partir de maio de 2016, todo mês em que não houvesse 100 reais de gasto no crédito, o banco passou a cobrar um valor proporcional à anuidade, que totalizava aproximadamente 270 reais.

Segundo a Proteste, “essa prática do Santander é um grave desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor, pois não cumpre o que é prometido na oferta, contrariando o próprio nome do cartão: free. Portanto, configura publicidade enganosa.”

Os argumentos da associação foram aceitos pela juíza Maria Christina Berardo Rucker, que concedeu uma liminar determinando a suspensão de novas contratações do cartão Santander Free. Além disso, a juíza determinou que o Santander deixe de cobrar anuidade dos consumidores que já possuem o cartão, sob pena de multa diária de 50 mil reais.

O banco ainda pode recorrer da decisão. Procurado por EXAME, o Santander ainda não se posicionou sobre a determinação da Justiça.

EXAME



Uma invenção brasileira criada na década de 1990 já é responsável por mais da metade das compras feitas no cartão de crédito. Criado para substituir os cheques pré-datados, o parcelamento no cartão caiu no gosto de clientes e lojistas brasileiros e a operação responde por mais da metade do valor faturado pela indústria de cartões de crédito no Brasil. Pesquisa anual do Banco Central revela que, em 50,7% das compras feitas no último trimestre de 2016, clientes optaram por parcelar em pelo menos duas vezes no cartão.Continuar lendo

Depois de abalar o sistema financeiro ao lançar um cartão de crédito sem anuidade e gerido através de um aplicativo, o Nubank se prepara para entrar no seu segundo ciclo de crescimento. A fintech já tem o seu principal produto estabelecido no mercado e agora estuda lançar novos serviços e obter novas fontes de receita. As possibilidades, segundo analistas, vão desde entrar no segmento de empréstimo a oferecer uma conta bancária digital.

O Nubank surgiu em 2013, em uma casa improvisada na Rua Califórnia, em São Paulo, e um ano depois lançou o seu cartão de crédito roxo, sem anuidade, com taxas menores do que as praticadas pelo mercado e com toda a gestão através de um aplicativo, inclusive a solicitação para ter o produto. Três anos mais tarde, a empresa passou a ocupar um prédio inteiro em Pinheiros, acumula 8 milhões de solicitações pelo seu cartão e analisa 500 mil pedidos em fila de espera.

“Quando o Nubank começou, todas as instituições financeiras estavam cobrando pelo cartão de crédito. Havia uma demanda reprimida de quem estava insatisfeito com o serviço e daqueles que não podiam pagar para ter um cartão de crédito. Tanto que quando eles lançaram o cartão foi um sucesso estrondoso, não precisaram nem fazer propaganda”, afirma a professora dos MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV) Myrian Lund.

Além dos atrativos do cartão, Sergio Favarin, diretor de operações para a região Sul da GFT, companhia especializada em transformação digital para o setor financeiro, afirma que a eficiência no modelo de negócio e na operação do Nubank é outro fator que explica o rápido crescimento da fintech.

“Existem princípios que o Nubank colocou na concepção no negócio que mostram que não é necessário você ter uma estrutura complicada e complexa para ter um produto financeiro. Eles desenvolveram algo inovador, simples e voltado para o usuário”, afirma Favarin. “É o modelo lean de trabalho: ações rápidas, proximidade entre os níveis hierárquicos e liberdade para propor ideias. Isso possibilita que eles corrijam erros rápidos e entreguem respostas muito rápidas”, completa o especialista.

Todos esses fatores levaram a uma consolidação do produto cartão de crédito Nubank. A única demanda que faltava foi atendida neste mês, com o lançamento do Nubank Rewards, programa de fidelidade da empresa que permite apagar algumas cobranças conforme o usuário acumula pontos.

Agora, com o cartão de crédito bem estabelecido e precisando apenas ser administrado e incrementado para atrair e reter clientes, o Nubank passa a se dedicar ao lançamento de novos produtos e, principalmente, obtenção de novas fontes de receita.

O Nubank tem como principal fonte de receita a taxa de operação que é descontada dos comerciantes cada vez que um cliente passa o cartão de crédito. Mas qualquer mudança no modelo de repasse aos varejistas, como a que foi ventilada pelo governo no ano passado, quando se estudou diminuir o prazo de repasse do dinheiro aos lojistas, pode afetar a operação da empresa. A cofundadora do negócio, Cristina Junqueira, chegou a falar na época que o Nubank fecharia as portas se as regras mudassem.

Para evitar que isso aconteça, a empresa – que acumula prejuízos de R$ 161,8 milhões desde a sua fundação – deu o primeiro passo rumo ao lançamento de novos produtos. A companhia anunciou no fim de julho a contratação de Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central, como consultor estratégico. A função dele será justamente a de pensar em novos produtos e fontes de receita.

“Quando uma instituição como o Nubank contrata gente de peso do mercado financeiro, como o Gustavo Franco, é porque ela pode estar cogitando ser um ainstituição financeira completa, como um banco digital”, afirma a professora da FGV Myrian Lund.

“As possibilidades são muitas porque há insatisfação dos clientes com todo o sistema financeiro, principalmente em meios de pagamento, empréstimos e aplicações financeiras. E as oportunidades de ganho nessas áreas são enormes na medida em que você trabalha com uma operação enxuta e focada em tecnologia”, completa Myrian.

O diretor da GFT, Sergio Favarin, concorda que é possível que o Nubank esteja trabalhando no lançamento de um robusto produto financeiro, como uma conta bancária digital ou empréstimo. Ele também afirma que a chegada de Gustavo Franco prepara o terreno para isso.

“Existem regras do Banco Central que você precisa cumprir para prestar um serviço financeiro. Com eles lançando uma nova linha de produtos, eles vão precisar aumentar a compliance [diretrizes de uma empresa para cumprir normas legais e regulatórias]. A vinda do Gustavo Franco demonstra essa preocupação deles em estar de acordo com as regras do regulador”, explica Favarin.

Fonte: Gazeta do Povo

Em vez de oferecer o acúmulo de pontos em programas de fidelidade para trocá-los por produtos ou milhas de passagens aéreas, a empresa trabalha com cashback. Basicamente, você ganha dinheiro, em forma de desconto nas suas faturas, conforme usa o cartão. Quanto mais você usa, maior é o desconto.

Diferentemente do modelo de negócios do Nubank, a Trigg cobra anuidade pelo cartão, que é um Visa Gold Internacional. São 118,90 reais por ano (em bancos, o preço por ano é de cerca de 300 reais). Esse valor, no entanto, pode ser praticamente abatido se o gasto mensal do usuário for de 1.400 reais. Nesse caso, o valor restituído seria de 117,60 reais.

Se o valor médio por ano for mais alto do que esse valor, o consumidor vai ganhar dinheiro no balanço financeiro do ano. Apenas os gastos mensais maiores ou iguais a 5 mil reais dão o máximo de retorno, 1,3%. O site da Trigg tem uma calculadora que permite saber quanto dinheiro será restituído de acordo com o gasto no cartão. Por isso, esse cartão é voltado para quem coloca a maioria das despesas no crédito, e não em quem usa o recurso apenas quando já não tem dinheiro na conta para pagar no débito.

Assim como o Nubank, a Trigg se define como uma fintech, ou seja, uma empresa de tecnologia que atua no setor financeiro. Por isso, tudo pode ser feito via aplicativos de smartphones Android e iPhones. Quer solicitar um cartão? Você terá que fazer isso pelo próprio app. E não é preciso esperar o cartão físico chegar, um número já é gerado para que você possa começar a usá-lo. 

EXAME

Ser super herói não deve ser nada barato. Tony Stark que o diga. Mas para a maioria dos meros mortais, nos resta as facilidades que a vida nos oferece, como os cartões de crédito.

E se esse cartão de crédito for personalizado com os seus heróis favoritos e trazer bons benefícios, melhor ainda.

Foi com essa ideia que a MasterCard se uniu com a Marvel e lançou o The Marvel Mastercard®

E entre os benefícios, os clientes tem descontos especiais de 10% em produtos da Marvel.com todos os dias, e também 1% sobre todas as compras feitas com o cartão ‘super poderoso’

Além de anuidade grátis. Só que infelizmente essa oferta é apenas para os EUA… e não tem previsão para a Mastercard trazer esse produto para os fãs brasileiros.

Ao todo, os fãs da Marvel tem à disposição 6 modelos de cartões com a imagem do Homem de Ferro, o escudo do Capitão América, o Homem Aranha, e uma fita K7 representando os Guardiões da Galáxia.

Comunicadores

O Nubank está lançando um programa de fidelidade para todos os seus clientes a partir de hoje, após quase um ano de testes. O Rewards tem uma conversão de gastos em pontos que é mais fácil de entender, porém exige o pagamento de uma anuidade. Felizmente, a própria startup mostra se isso vale a pena (ou não) para você.

Com sua pontuação, você pode “apagar” gastos deslizando-os para a direita; o Nubank lança um crédito na fatura com o mesmo valor. Isso também vale para despesas internacionais, mas você pode ser cobrado por variações cambiais.

O programa oferece trinta dias gratuitos; depois, você paga R$ 19/mês ou R$ 190/ano. Ele será liberado para todos os clientes ao longo das próximas semanas.Continuar lendo

O cartão pré-pago Cufa Card é voltado para consumidores e empreendedores das favelas e poderá ser usado em qualquer estabelecimento que aceita a bandeira MasterCard no Brasil. Os interessados não precisam ter conta em banco ou comprovar renda. Também não será realizada consulta a órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa.

O cartão poderá ser usado para saques em caixas eletrônicos. Pelo aplicativo, será possível consultar o saldo, colocar crédito no celular, pagar contas pelo celular e fazer transferências para outros cartões Cufa Card. Não serão cobradas taxas por esses serviços.

O cliente pagará uma mensalidade de R$ 8, que será revertida em um crédito de R$ 10 para celulares pré-pagos. O usuário só paga a taxa se tiver o dinheiro em conta, caso contrário, não contrai dívida alguma.

— De acordo com minha última pesquisa, 93% dos moradores de favela possuem celulares, dos quais 87% são pré-pagos. Além disso, em 100% das famílias que possuem celular, pelo menos um membro delas usa o serviço pré-pago. Logo, constamos que crédito de celular é igual dinheiro vivo nas favelas — afirma Celso Athayde, presidente da Favela Holding e um dos idealizadores do projeto.

Para ele, o programa também promete vantagens para os comerciantes: eles poderão aceitar pagamentos desses cartões sem taxa de operação, adesão e manutenção e vão receber sempre à vista.

— Esse será um dos mais expressivos projetos de inclusão financeira que o Brasil já teve.

A emissão do cartão e a entrega da maquininha Cufa Card serão iniciadas nesta terça-feira, dia 11 de julho.

Representantes em 31 favelas diferentes do Rio vão fazer o cadastro dos clientes e entregarão o cartão na hora. Algumas equipes ficarão em postos físicos, enquanto outras irão de casa em casa ou participarão de eventos nas comunidades. Um terceiro grupo vai oferecer a parceria para os empreendedores formais e informais das favelas.

As favelas são Acari, Antares, Asa Branca, Bancários, Barbante de Campo Grande, Catiri, Cidade de Deus, Chaperó, Cidade Alta, Coreia, Dendê, Fallet Fogueteiro, Grota do Surucucu, Jardim Bangu, Manguinhos, Mineira, Muquiço, Parque União, Pedreira, Penha, Rio das Pedras, Rocinha, Sapo de Camará, Seropédica, Serrinha, Vidigal, Vigário Gera, Parada de Lucas , Vila Aliança, Vila Vintém, Vila Kenedy.

Pessoas de todo o país podem pedir o cartão pelo site www.cufacard.com.br.