dicas para usar o cartão

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou um projeto de lei que estabelece um limite aplicado para os juros em cartões de crédito. Pelo texto, os juros poderão se limitados a, no máximo, o dobro da taxa do Certificado de Depósito Bancário, o CDI.

Atualmente, a taxa mantém-se próxima à Selic, que corresponde a 14% ao ano. Ou seja, se a lei já estivesse em vigor, o limite de juros para os cartões de crédito seria de 28%. Com a decisão da comissão, o projeto segue para votação em Plenário.

Corre em paralelo na Câmara uma Proposta de Emenda à Constituição que abrange um cenário maior para a limitação da taxa de juros. Embora a PEC 160/2015 faça que o limite possa atingir o triplo da Selic, ela amplia a limitação de juros para financiamentos, como habitação e veículos.

A deputada Zenaide Maia (PR-RN) ainda espera a aprovação de sua proposta feita no ano passado. A relatora, Gorete Pereira (PR-CE), já votou pela admissibilidade do projeto e espera apreciação da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Fonte: Jornal O Globo





Olá prezada pessoa ouvinte e cidadã. Juros de quase 750% ao ano.  Já pensou se um dia a gente chegar nisso?

Pois então anote aí. Tem banco que já está cobrando isto tudo do cliente consumidor que entra no tal cartão de crédito rotativo. Parcela o pagamento, não paga a prestação, daí tem que pagar juros em cima dos juros. Tudo isto? Juro. É o tal do Custo Efetivo Total. Pega um mil, paga oito.

Sonora: “É um meio de endividamente e também de uma falência pessoal se o consumidor não tomar cuidado justamente pelos juros mais elevados que encontramos nessa modalidade vinculada à cartão de crédito.”

Palavra da coordenadora institucional Maria Inês Dolci, do Proteste-Associação de Consumidores. Está fazendo uma campanha nacional para que os bancos e empresas de cartão baixem as  taxas de juros abusivas cobradas.

O Proteste pesquisou 108 cartões de 12 instituições financeiras. Por isso, adianto a pergunta. E pode cobrar juros de quase 750% ao ano?
Sonora: “O mercado é livre para praticar os juros que deseja, é uma concorrência no mercado, mas as nossas pesquisas mostram que nessa modalidade o consumidor é inundado de ofertas de dinheiro fácil. Portanto, ele adquire uma dívida impagável.”

De qualquer forma, existe uma coisa chamada responsabilidade social de que os bancos se esquecem na hora de separar o lucro que eles continuam tendo mesmo numa época de crise na economia pela qual estamos bem no meio da travessia. Maria Inês Dolci.

Sonora: ” O Proteste entende que não podemos deixar de responsabilizar as instituições nessa questão da responsabilidade social e do papel que elas têm quando ofertam crédito de maneira inconsciente. Então, assim, temos que denunciar esses abusos justamente para que se possa reverter, se possa encontrar um meio para que o consumidor possa usufruir desse meio de pagamento sem que seja atingido no seu orçamento doméstico.”

A proposta do Proteste, nesta campanha para baixar os juros cobrados no uso do cartão de crédito parcelado e rotativo, é para regulamentar um limite máximo que seja justo para todos.

Uma das propostas é que esse limite seja o dobro do CDI, Certificado de Depósito Interbancário. Hoje está em torno dos 10% ao ano. É o que o banco paga, quando muito, quando a gente coloca dinheiro para render.

No dobro do CDI cheio daria o máximo de 21,62% de juros ao ano. É o que os países vizinhos da gente costumam cobrar.

Mas voltando ao endividamento, principalmente no cartão de crédito. Maria Inês Dolci, esta inadimplência alta prejudica toda a nossa economia já em crise. É isto?

Sonora: “O consumidor tem que tomar cuidado para que ele não entre numa bola de neve comprometendo o seu orçamento, da sua família.”

Fechando a prosa. Os bancos facilitam por demais na hora de dar um cartão de crédito. Já o consumidor, por sua vez, faz a festa. Depois, se arrepende. Então, coordenadora do Proteste, Maria Inês Dolci, fazer o quê?

Sonora: “Listar tudo o que ele deve, listar o que ele tem ainda para pagar, quais são parcelas, os valores. Já tentar renegociar essa dívida. Mas tem que tomar cuidado porque se ele renegocia a dívida, e não consegue pagar, certamente ele não vai ter uma nova oportunidade.”

 

Fonte: EBC

d3bfea81ef[1]Para ajudar o consumidor a se livrar das dívidas, o Banco Central lançou ontem, em Fortaleza, no último dia do V Fórum sobre Inclusão Financeira, um novo serviço da Calculadora do Cidadão, pelo qual é possível simular o custo de várias modalidades de crédito e escolher a linha mais barata para quitar os débitos. O foco são devedores de cartões de crédito, linha que tem taxas de juros elevadas e que muitas vezes deixa o cliente refém de uma dívida que cresce numa velocidade mais rápida do que a da capacidade de pagamento.

O serviço cartão de crédito foi incluído na Calculadora do Cidadão e está disponível no site do BC na internet e também em versões para aparelhos celulares e tablets. Para utilizar o serviço, o consumidor deve informar o saldo devedor do cartão de crédito e a taxa de juros, dados disponíveis na fatura. Além disso, é preciso informar o quanto poderá pagar do valor total da fatura.

A partir daí, a ferramenta irá dizer quanto tempo essa pessoa vai demorar para quitar integralmente o saldo devedor, considerando que a parcela será paga mensalmente e não haverá novo uso do cartão. Além de mostrar quanto ela terá desembolsado ao final, comparando o prazo e os valores com outras linhas como crédito pessoal, crédito consignado e cheque especial. Para isso, a calculadora considera a taxa média de juros praticada pelos bancos.

Por exemplo, se uma pessoa deve R$ 2 mil num cartão de crédito que cobra taxa de 8% ao mês e só pode pagar R$ 300 por mês, levará nove meses para quitar a dívida. No final desse período, terá desembolsado, R$ 2.656. Já se conseguir tomar um crédito consignado, a uma taxa média de 1,83% ao mês, poderá se livrar da dívida em sete meses e pagará R$ 2.111 no total.

Segundo Marcelo de Aragão, técnico do Departamento de Tecnologia do BC, a simulação dará uma referência para o consumidor. “É importante que ele veja também se tem algum outro custo envolvido, como uma taxa de cadastro para tomar um crédito e somar isso ao valor total para fazer comparação”, ressaltou o técnico.

 

Endividamento no CE

Segundo dados do Banco Central, de agosto de 2012 a agosto de 2013, o saldo de operações no segmento de pessoas físicas no Ceará atingiu R$ 24 bilhões, o que representou um crescimento de 17,9%. E no período de maio a agosto deste ano, o aumento foi de 4,4%.

Dentre as principais modalidades, destacou-se o crédito consignado, financiamentos automotivos e imobiliários, cartão de crédito e empréstimos. Em agosto a inadimplência das operações de crédito para pessoas físicas e pessoas jurídicas atingiu 4%, ante os 4,6% registrados em agosto de 2012. (com a Folha Press)

 

NÚMEROS

24 bi

de reais é o saldo de operações de crédito no segmento de pessoas físicas no Ceará

4%

Foi a taxa de inadimplência (pessoas físicas e jurídicas) no CE em agosto de 2013

 

SERVIÇO

Acesse todas as ferramentas da nova Calculadora do Cidadão. No site do Banco Central, você pode baixar o aplicativo para seu smartphone

http://www.bcb.gov.br/?calculadora

 

Fonte: O Povo