banco neon

A proposta do banco digital é trabalhar, na medida do possível, sem taxas e de maneira totalmente independente de operações físicas. Tudo funciona através do aplicativo e o banco trabalha com o menor número de tarifas possíveis, sem anuidades e com algumas cobranças pontuais, como taxas a partir do segundo boleto e saque na rede 24 Horas no mês e em transferências para outros bancos.

A empresa aproveita o bom momento das fintechs no Brasil e tenta trazer um conceito que considera totalmente novo no Brasil – para o CEO, Pedro Conrade, todos os que poderiam ser considerados seus concorrentes não são “digitais”, mas “digitalizados”.

Criação da conta

Os 5 mil clientes que foram liberados estão, aos poucos, recebendo seus aceites. Para criar uma conta, os interessados precisaram baixar o app, fotografar seus documentos, inserir alguns dados pessoais e tirar uma “foto de segurança”. Nos testes, essa ferramenta mostrou-se segura: apenas o rosto do usuário de fato funcionou para desbloquear o aplicativo.

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Durante o período de espera pela liberação da conta, o Neon envia e-mails, notificações no app e até SMS para explicar a demora. Quando autorizado o cadastro, esses meios de contato também são utilizados e o banco convida o cliente a “fazer parte de uma revolução”.

Uma vez liberada a conta, é preciso fazer um depósito de pelo menos R$ 100 para ativar o cartão digital e receber em mãos o cartão físico com bandeira Visa – ambos de débito. Assim que o dinheiro cai, a primeira forma de pagamento é apresentada, enquanto o cartão de plástico chega em cerca de 5 dias.

Funções

O aplicativo é bastante limpo e intuitivo e travou poucas vezes durante o uso – nada anormal. Caindo o depósito, pede uma senha para o cartão, cuja criação é validada em diversos passos de segurança. Entre eles, um SMS com código alfanumérico e uma validação através da câmera que exige que o usuário pisque para avançar (ou seja, não adianta alguém ter uma foto sua).

Na função virtual, o Neon funciona como um cartão de crédito no e-commerce. Usando número e código de segurança, é possível comprar itens em sites e apps normalmente – a diferença é que é preciso ter o dinheiro em conta para que a transação seja aprovada.

A aprovação do pagamento pela loja, entretanto, demorou mais que o normal durante os testes do InfoMoney, embora o valor tenha sido descontado imediatamente após a confirmação do pedido.

Tanto em compras virtuais como físicas, o aplicativo envia imediatamente uma notificação com valor e nome do estabelecimento. Todos os gastos são divididos automaticamente em categorias, como “Bares e restaurantes”, “Vestuário”, “Lazer” e “Mercado”. É possível editar essas etiquetas a qualquer momento.

Para consultar todos os recebimentos e gastos do cartão, basta acessar o menu “saldo” no app. Cada lançamento também mostra, em um mapa, o local exato onde a transação foi realizada.

Transferências podem ser feitas rapidamente usando os contatos salvos no seu telefone. É possível incluir dados de contas bancárias para todos os seus contatos, e aqueles que também possuem conta no Neon são sinalizados.

Há um leitor de códigos de barras que funciona bem através da câmera do celular, ou o cliente pode digitar o número para realizar pagamentos. O horário de pagamento (para que ele não caia apenas no dia seguinte) é das 7h30 às 20h30.

Atendimento

Caso precise falar com o banco, o usuário pode enviar mensagens através do próprio aplicativo. O caminho é “Meu Neon”/”Precisa de ajuda?” e o ícone de chat no canto superior direito. Automaticamente é aberta uma janela de conversa entre cliente e algum responsável pelo atendimento no momento.

A resposta no app demora apenas alguns minutos e o usuário recebe uma notificação no smartphone. No caso da dúvida enviada, a questão não pôde ser resolvida imediatamente, mas a atendente se mostrou solícita.

Objetivos

Ainda não ativada, essa função do aplicativo pretende ajudar os usuários a fazer o dinheiro render. O cliente poderá inserir o valor que pretende guardar em determinado período e, a partir disso, o próprio Neon passará determinada quantia mensalmente da conta do usuário para um investimento apropriado.

Fonte: InfoMoney



banco neon

E o mercado de fintechs continua recebendo novos players no Brasil. Depois de Nubank e Original ganharem destaque, chega o banco digital Neon, uma espécie de upgrade da startup Controly e que mistura recursos e características desses nomes citados acima.

Com uma proposta ousada de “mudar a forma como os jovens lidam com dinheiro”, o Neon é fruto também de uma mente jovem, Pedro Conrade, de 24 anos, que é CEO e criador da empresa.

“Cerca de 70% das dívidas do jovem são com cartão de crédito. E muitas vezes esses gastos com o cartão não são para algo essencial na sua vida. Assim geralmente você está um mês atrasado na sua vida financeira. E os bancos comuns não fazem questão nenhuma de ajudar o cliente nisso. A gente propõe uma melhora de gestão financeira”, explica o executivo, que diz que prefere .

Tudo pelo celular

Como se trata de um banco digital, o Neon não possui agência física, mas oferece um cartão físico internacional com bandeira Visa. Para criar uma conta, basta baixar o aplicativo para iOS ou Android e fornecer apenas dados pessoais e uma foto, tudo em poucos minutos.

Depois disso, é preciso aguardar uma confirmação da empresa que fornecerá os dados de agência e conta do cliente. Com isso em mãos, o usuário poderá fazer operações diversas pelo celular, como verificar saldo, realizar transferências, pagar contas, receber pagamentos. A chegada do cartão físico, de bandeira Visa, acontece em cerca de cinco dias úteis, podendo ser até no dia seguinte para o caso de clientes de São Paulo, por exemplo.

Uma curiosidade. Para fazer um depósito para a conta, o Neon recorre ao bom e velho boleto. Quando a transação é solicitada, o app gera um boleto que o usuário pode pagar em qualquer lotérica.

Sem mensalidade, mas com taxas

Um dos principais atrativos do Neon é o fato de não possuir uma mensalidade fixa, como costuma acontecer com as chamadas “cestas de serviços” dos bancos tradicionais. Os usuários podem fazer um saque (pela rede 24horas) e um TED por mês de graça – os demais custam 6,90 reais e 3,50 reais cada, respectivamente.

Além disso, o Neon cobra taxa de 2,50 reais por boleto e IOF+4% para gastos internacionais.

Apenas débito

No entanto, ao contrário do Nubank, por exemplo, o cartão do Neon só permite compras na função débito atualmente. Ou seja, é preciso ter o dinheiro na conta para poder fazer a transação desejada.

De acordo com Pedro, isso faz parte justamente da ideia da companhia de melhorar a gestão financeira dos clientes. No entanto, o banco não descarta lançar a função de crédito no futuro.

SAC 24 horas

Como não poderia deixar de ser, o atendimento ao cliente do Neon tem uma grande presença nas plataformas digitais, incluindo o chat dentro do próprio aplicativo, além da presença de atendentes nas principais redes sociais, incluindo Facebook, Twitter, Instagram e LinkedIn.

E a companhia também conta com o tradicional atendimento via telefone pelo número 0800 326 0844.

Vale destacar que tanto os canais digitais quanto o 0800 funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana.

100 mil em 12 meses

Atualmente, a companhia conta com 60 funcionários, sendo 35 em São Paulo e o restante em Belo Horizonte. Mas esse número deve crescer em breve. Isso por causa da grande procura inicial que fez com que as cinco mil contas inaugurais fossem esgotadas em apenas 48 horas. Por isso, e também para agilizar o processo de liberação de novos clientes, a startup começou a contratar mais gente para atender tamanha demanda.

O objetivo do Neon, segundo Pedro, é ter 100 mil clientes nos próximos 12 meses. “Mas queremos 100 mil clientes retidos, o que é muito diferente de apenas clientes cadastrados. Muitas vezes empresas do mercado de fintech divulga números gigantescos, mas que dizem respeito apenas a cadastros. Nós queremos 100 mil pessoas recorrentes”, destaca.

Fonte: IDGNOW