Por Heloisa Valente

(06/08/08) – Os cartões de crédito do banco Itaú responderam por um volume transacionado de R$ 11,8 bilhões no segundo trimestre deste ano. O montante representa alta de quase 20% sobre as operações feitas em igual período de 2007. Os cartões dos clientes correntistas responderam por R$ 6,3 bilhões e os não-correntistas por R$ 5,4 bilhões entre abril e junho deste ano. Com isso, o market share da instituição financeira no segmento foi de 21,9%. no período.

Em base de cartões, o Itaú contabilizou em junho 16,2 milhões de plásticos. O número corresponde a 8,2 milhões de cartões de crédito não-correntistas e a 8 milhões de unidades dos correntistas. A expansão em 12 meses é de 19%. Ao tomarmos como base, somente os clientes correntistas, o lucro líquido gerado pelo subsegmento foi de R$ 142 milhões no segundo trimestre de 2008, volume 8,1% menor em relação ao trimestre anterior.

De acordo com o balanço da instituição financeira, as principais variações no resultado foram atribuídas ao maior volume de financiamento aos titulares de cartão e de receita com antecipações de pagamentos aos lojistas; e a maiores despesas de provisão para créditos duvidosos em função do maior valor de recebíveis (compras à vista e parceladas) e de financiamentos.

Além destes itens, formaram o resultado do período, maiores receitas de anuidades devido ao aumento da base de cartões e de interchange – decorrentes do maior valor transacionado – e maior receita de processamento de cartões na Orbitall, advinda do maior volume de transações. No sexto mês do ano, o Itaú atingiu – no segmento de cartões correntistas – um índice de contas ativas (que receberam fatura) de 70,9%. Dentre elas, 85,9% efetuaram transações no último mês, movimentando em média, no trimestre, R$ 1.636,00 por conta.

No balanço do semestre, o lucro líquido total consolidado da instituição financeira foi de R$ 4,1 bilhões, alta de 1,7% sobre o mesmo período de 2007. Os ativos totais somaram R$ 343,9 bilhões ao final de junho, expansão de 34,6% na mesma base de comparação. Já a carteira de crédito livre voltada à pessoa física avançou 38,3%, atingindo R$ 62,3 bilhões. Apenas no segundo trimestre de 2008, o lucro líquido foi de R$ 2,041 bilhões.

* Com informações do balanço financeiro do Itaú

A VisaNet Brasil, empresa responsável pelo relacionamento com estabelecimentos comerciais afiliados ao sistema Visa, fechou uma parceria com a Oi. A partir de agora, os portadores de cartões Visa que realizarem recargas diretamente pelo celular (sem cartão físico), terão 10% de bônus em créditos na primeira recarga.

Além disso, todos os clientes Visa (novos ou antigos) que realizarem recargas acima de R$ 20,00 ganharão brindes como ringtones ou papéis de parede. Os benefícios são validos somente durante o período da promoção (01 de agosto até 31 de dezembro /08).

Para efetuar uma recarga utilizando o cartão de crédito Visa, o cliente precisa apenas acessar o Menu Oi ou Mundo Oi do seu aparelho. Em seguida, selecionar a opção “Visa” e efetuar um cadastro dos dados pessoais e do cartão. Após a conclusão desse processo, basta apenas voltar ao menu inicial e escolher a opção de “Recarga”.

“Essa parceria é mais um canal para chamar a atenção das pessoas sobre a facilidade existente na hora de recarregar o celular pré-pago. Isso significa que o portador de cartões Visa nunca corre o risco de ficar sem crédito e ainda ganha bônus a cada recarga”, ressalta Eduardo Gouveia, diretor executivo comercial e marketing da VisaNet Brasil.

*Fonte: Assessoria da Visanet do Brasil, Convergencia Digital

UAI – Belo Horizonte,MG,Brazil, Prática comum no comércio brasileiro é a diferenciação de preço para pagamento à vista em dinheiro ou no cartão de crédito e débito. Geralmente, os valores para quitação nos cartões são mais altos que os feitos em papel-moeda. Trata-se de atividade ilegal, prevista no Código de Defesa do Consumidor. O cliente, no ato da compra ou via órgãos de proteção, pode até buscar esclarecimento sobre os direitos previstos na lei, mas o resultado é quase sempre um debate de opiniões. De um lado, o consumidor não pode ser compelido a pagar taxas adicionais, não informadas, como condição para a conclusão da transação. De outro, os empresários se deparam com custos operacionais exigidos das administradoras de cartão, com juros para o uso das máquinas.

Como explica a coordenadora do Procon Municipal, Stael Riani, apenas o papel-moeda tem curso forçado, ou seja, aceitação obrigatória pelos comerciantes, que não precisam receber outras formas de pagamento, mas devem informar os modos aceitos de forma clara. “Mas, se o comerciante aceita cartão ou cheque, não pode cobrar a mais quando o pagamento é à vista. Se um produto custa R$ 350 à vista, o valor deve ser o mesmo em dinheiro, cheque ou cartão. Se a loja dá descontos em dinheiro, é obrigada a dar o mesmo desconto no cartão. Apenas para compras parceladas pode haver juros”, afirma.

A dona-de-casa Elma da Silva Lacerda viveu essa situação em abril, quando tentou comprar um botijão de gás com cartão de crédito, à vista. “Na Ligeirinho Gás, o preço era R$ 34 para pagamento em dinheiro. Quando perguntei se aceitavam cartão, disseram que sim, mas era R$ 2 mais caro.” Ciente de que a cobrança era indevida, Elma procurou outra distribuidora, a Chame Gás, mas teve o mesmo problema. “O valor em dinheiro era um, que falaram estar na promoção, e, com cartão, mais alto”, lembra. A dona-de-casa acabou pegando dinheiro emprestado e comprou o gás em outro lugar. Alguns dias depois, recorreu ao Procon no Barreiro e aguarda o andamento do processo.

Em viagem ao estado do Rio de Janeiro, ela teve outra surpresa. Ao procurar uma loja de recarga de celular, assustou-se com a cobrança de 10% a mais no cartão de crédito e 2,5% no débito para a compra de um cartão de R$ 10. “Como não tinha dinheiro e precisava usar o telefone, paguei mais.” Recentemente, a história repetiu-se em uma loja de materiais de construção em Belo Horizonte. “Fui comprar um produto, e o funcionário falou que tinha desconto à vista. Mas no cartão o preço era normal”. Dessa vez, Elma discutiu com o gerente e conseguiu o abatimento no preço, ressaltando que muitas vezes os próprios comerciantes são ignorantes em relação à lei. “Alguns não sabem, mas outros querem tirar vantagem. Se pagam para aceitar cartão, o preço não pode ser repassado para o consumidor”, diz, atenta.

PARA EVITAR DESGASTE

A empresária Luciana Mota Silva deparou-se com o mesmo problema quando foi comprar uma sanduicheira no Magazine Luiza, em Belo Horizonte, quinta-feira. Conforme anúncios publicitários veiculados na televisão, o valor do produto era R$ 39,90. “Perguntei se poderia pagar com cartão de débito. Eles disseram que sim, mas o preço passaria para R$ 42”, conta, dizendo que resolveu não reclamar por causa da burocracia, mas estava ciente da ilegalidade da cobrança. “Estava com pressa e preferi deixar assim mesmo, mas sei que não podia. O cartão de débito, crédito ou o cheque à vista são a mesma coisa que dinheiro vivo”, completa.

Já o consultor em marketing Ivagner Ferreira ficou indignado ao pagar a conta do almoço num restaurante na Savassi, Zona Sul da capital, que sempre freqüenta. “A funcionária do caixa me ofereceu desconto de 5% se pagasse em dinheiro. Falei que essa prática é ilegal, pois corresponde a sobretaxar o pagamento com cartão de crédito, e ela me disse, no entanto, que isso era usual no estabelecimento. Não é transgressão às leis cobrar adicional para pagamento com cartão? Cadê a fiscalização?”, indigna-se.

A distribuidora Ligeirinho e a Chame Gás informaram que o preço é diferenciado para o botijão à vista, pago em dinheiro ou cartão, por causa dos custos envolvidos nas operações com a moeda eletrônica. Já o Magazine Luiza alegou que não há diferença nos valores à vista em dinheiro, cheque ou cartão, para todos os produtos, e que a cobrança de juros incide apenas nas compras parceladas.

Recibo serve de prova contra abuso

A cobrança diferenciada nos pagamentos à vista está enquadrada no artigo 39, inciso V, do Código de Defesa do Consumidor, na seção que trata de práticas abusivas dos fornecedores de produtos e serviços. A vantagem manifestamente excessiva que a norma procura vedar, em linhas gerais, se dá quando o fornecedor exige do consumidor uma prestação que foge do razoável em relação ao que se espera do negócio, seja por ofensa a princípios ou direitos fundamentais, seja por configurar gasto exagerado.

Como os custos adicionais para as empresas tornam o problema mais comum do que se imagina, a orientação do presidente da Associação Brasileira dos Consumidores (ABC), Danilo Santana, é procurar economizar para pagar em dinheiro, que dá condição aos comerciantes de estabelecer descontos reais, quando há boa circulação de produtos e papel-moeda. “Se houver incômodo, o consumidor deve exigir um recibo que contenha o valor da taxa diferente para forma de pagamento alternativa. Se conseguir provar que houve propaganda enganosa ou cobrança indevida, pode registrar até ocorrência policial e o recomendável é procurar os órgãos de defesa e juizados especializados pouco tempo depois”, salienta. O prazo máximo para reclamação e instauração de processo judicial é de 30 dias.

No Brasil, a situação é mais comum em casas comerciais de menor porte, de lojas de roupas, chocolates, tecnologia, bancas de revista, postos de gasolina e restaurantes e onde a fiscalização é mais difícil, como explica Santana. Mas, do ponto de vista dos comerciantes, ele frisa que isso ocorre porque os empresários pagam taxas para operar com os cartões de crédito e débito (também indevidas), e recebem o valor 30 dias depois, para o crédito, e em cinco dias, para o débito, o que pode afetar seu ciclo financeiro. A lei existe, mas a realidade é outra. Para Santana, houve uma descaracterização da função do cartão no país, que em outros lugares é usado igualmente ao dinheiro, pois há a consciência de que o objetivo é facilitar a vida dos consumidores.

“Por isso, juízes e autoridades têm tolerado a prática nos processos que chegam aos órgãos competentes, considerando a taxação pelas administradoras para operações em cartão e o prazo real que leva para o empresário receber. Mas as administradoras são proibidas de taxar o serviço. No Brasil, os juros para os empresários variam em torno de 3% a 5%. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, que têm juros mais baixos (1%) ou nenhum, é claro o entendimento de que esse custo já deve estar embutido no preço do produto e não pode onerar o consumidor, e que a função do cartão é facilitar e substituir o dinheiro igualmente”, alerta. (JG)

O QUE DIZ O CÓDIGO

“Seção IV – Das práticas abusivas:

• Artigo 39: É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

V – exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva. “

Fonte: Código de Defesa do Consumidor

A China deve tornar os cartões de créditos “verdes” o principal diferencial para o setor. Essa é a previsão dos especialistas da TNS Ficance para o país, que possui cerca de 40 milhões de cartões de crédito em circulação. O número é pequeno, se levar em conta que o Brasil, com uma população sete vezes menor, deve chegar à marca de 105 milhões de plásticos no final do ano, segundo dados da Itaucard.

Segundo a TNS Finance, o consumidor chinês ainda não valoriza as marcas de cartões de créditos e costumam trocar facilmente uma bandeira por outra. O posicionamento sustentável seria a melhor solução encontrada pelos bancos.

Pesquisas da TNS apontam que, entre outros dados, 76% dos consumidores adultos chineses ouvidos estão dispostos a pagar 10% a mais em produtos que não agridem o meio ambiente.
Mundo do Marketing

da Efe

A Mastercard anunciou nesta quinta-feira (31) uma perda líquida de US$ 300 milhões no primeiro semestre de 2008, o que influiu na desvalorização de quase 10% ontem em suas ações na Bolsa de Nova York.

A perda no primeiro semestre fiscal, encerrado em 30 de junho, contrasta com o lucro de US$ 467,2 milhões no mesmo período do ano anterior.

A queda por ação foi de US$ 2,29 por título, comparado com um ganho de US$ 3,42 nos seis primeiros meses de 2007. Excluídas verbas extraordinárias, a companhia teria contabilizado um ganho semestral de US$ 674 milhões –ou US$ 5,13 por ação.

As receitas nesse período aumentaram 27% em relação a 2007 e alcançaram os US$ 2,4 bilhões, informou a companhia em comunicado.

Já entre abril e junho, a empresa teve uma perda líquida de US$ 747 milhões ou US$ 5,74 por ação, ao contrário do ganho de 252,3 milhões ou 1,85 dólares por ação no ano anterior.

A companhia contabilizou nesse trimestre despesas de US$ 1 bilhão após impostos, relacionadas ao acordo alcançado em junho com sua rival American Express, que a processou por supostas práticas de monopólio.

No segundo trimestre, o lucro aumentou 25% e chegou a US$ 1,24 bilhão, devido, em parte, a mudanças favoráveis de divisas como o euro e o real frente ao dólar.

A companhia registrou no segundo trimestre um aumento de 13,6% no número de transações processadas, que no total foram de US$ 5,2 bilhões.

Em 30 de junho, as instituições financeiras emitiram 951 milhões de cartões MasterCard, o que representa um aumento de 11% em relação à mesma data em 2007.

Robert Selander, presidente e executivo-chefe da empresa, disse que mais de 50% das receitas da companhia são geradas fora dos Estados Unidos, “o que ajuda a moderar o efeito de uma queda da atividade econômica em uma região em particular”.

As ações da MasterCard fecharam ontem o pregão regular na Bolsa de Nova York com o preço de US$ 244,15, 9,8% a menos que no dia anterior.

O resultado líquido da Visa, a maior empresa de cartões de crédito do mundo, aumentou 41% para os 422 milhões de dólares (ou 270,3 milhões de euros), num trimestre em que o crescimento da utilização dos cartões de débito duplicou o dos cartões de crédito.

A Visa registou um lucro líquido de 422 milhões de dólares (o equivalente a 270,3 milhões de euros), no terceiro trimestre fiscal. Este montante representa um crescimento de 41% face ao mesmo período do ano passado, no qual o resultado líquido situou-se nos 299 milhões de dólares (ou 191,5 milhões de euros).

A significativa melhoria dos resultados da empresa norte-americana, que se estreou em bolsa há quatro meses, foi suportada pelo crescimento do volume de compras com cartões de débito, que duplicou a subida das aquisições com cartões de crédito.

No terceiro trimestre fiscal, as compras com recurso ao débito atingiram os 193 mil milhões de dólares (ou 123,6 mil milhões de euros), valor a que corresponde uma subida de 16% face ao período homólogo. Já as aquisições a crédito, subiram 8,1% para os 195 mil milhões de dólares (ou 194,9 mil milhões de euros).

No mercado alemão, as acções da Visa encontram-se a valorizar 3% para os 51,35 euros.

Fonte: Jornal de Negocios Online

No primeiro semestre do ano, o volume de cartões de crédito bateu recorde e chegou a 100 milhões em circulação. O movimento chegou a R$ 176 bilhões e o ano deve terminar com um acréscimo de 24%.

No maior comércio popular do País, a Rua 25 de Março, centro de São Paulo, um cartão personalizado começa a engrossar as vendas da região. Ali, comerciantes da União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências (Univinco) lançaram um produto com taxas diferenciadas.”Oferecemos um cartão que pode ser adaptado ao negócio de comerciantes com faturamentos menores, que normalmente não interessam às grandes bandeiras”, disse Kleber Oliveira, gerente de marketing da Validata, administradora do cartão.

Lançado em setembro do ano passado, o Cartão 25 de Março já contabiliza 200 mil usuários e é oferecido por 300 lojistas. Conforme estimativa da administradora, existe potencial para pelo menos 1 milhão de cartões, 25% deles para pessoas jurídicas. Segundo o diretor executivo da Validata, Márcio Salomão, vantagens não faltam. “O cartão não cobra anuidade. Sua taxa de crédito rotativo é menor (6%) que a do mercado. Além disso, não exige comprovante de renda do cliente”, enumera.

Do outro lado do balcão, os comerciantes também registram benefícios. Daniel Ouakil, dono da Katmandu, loja de artigos asiáticos, conta que o aluguel da máquina POS (Point of Sale) para uso do cartão começou a ser cobrado somente seis meses após a introdução do equipamento no estabelecimento. “Agora o aluguel mensal é de R$ 15, bem inferior ao das outras bandeiras tradicionais, cerca de R$ 80.” A VisaNet informou que a locação varia de R$ 39 a R$ 135, dependendo da tecnologia utilizada. A taxa de administração é outro chamariz. “Pagamos 2,5%, enquanto as demais chegam a cobrar mais que o dobro”, diz Ouakil.

Outra loja que aderiu ao cartão foi o Rei do Armarinho. “Recebemos clientes que convivem com uma falta grande de capital de giro e nem sempre têm acesso aos cartões”, diz Pierre Sarruf, diretor do estabelecimento. “Ao ter crédito, eles passam a comprar um volume maior “, conta. Sem revelar o faturamento, o diretor do Rei do Armarinho afirma que o cartão aumentou os gastos dos clientes. “Quem gastava R$ 1 mil em uma compra passou para R$ 1.350”, calcula.

Há dois anos, empresários de uma cidade no sul de Minas Gerais também descobriram uma forma de alavancar os negócios locais com economia. Por meio da Cooperativa de Crédito de Monte Sião (Credmalhas), eles criaram um cartão exclusivo da região, administrado pela Harmonia Cards, nascida também da comunidade local e conveniada à Credmalhas.

O produto é restrito às compras dos cooperados e dos funcionários das malharias filiadas. Mas um pedido ao Banco Central para transformar o grupo em uma cooperativa de livre admissão poderá abrir oportunidades para outros segmentos. Para Marcos de Andrade, gerente da Cremalhas, o desempenho do produto, com 3 mil cartões emitidos, ocorreu graças a alguns diferenciais: seu custo chega a ser 70% menor que o cobrado pelas bandeiras dominantes. Não há anuidade. A taxa administrativa (3%) é menor que a dos concorrenteso e a dívida pode ser refinanciada. Caso o usuário não possa pagar a fatura, a Cooperativa faz empréstimos com juros de, no máximo, 2,5% a 3% ao mês. O empresário paga por mês R$ 35 pela máquina. Em 2007, o cartão movimentou R$ 4,5 milhões.

Usado nas lojas conveniadas, o Credmalhas Shop também chegam a outros comerciantes, mesmo não-filiados, caso do Supermercado Shimoda. “O cartão contribuiu para reduzir a inadimplência,”, comemora o proprietário do estabelecimento, Issao Shimoda. A falta de pagamento caiu de 3% para quase 1%.

No Rio de Janeiro, o dono da Bibi Sucos, rede de dez lojas, Sérgio Couto, usa desde 2006 o serviço de mobile payment da operadora Oi, o OiPaggo, que dispensa o dinheiro vivo ou o uso de cartão de crédito. Segundo ele, o uso do serviço ainda carece de uma adesão maior dos clientes, mas é prático e simples. “A transação é efetuada por meio de mensagem SMS”, explica. O pagamento vale até para o delivery.

O pagamento é feito entre o celular do cliente e o aparelho do estabelecimento, que possui um chip diferenciado. A cada venda, a Oi fica com 2,99% de comissão. Ainda não há programa de juros. Além disso, não é preciso pagar pelo aluguel de uma máquina nem pelo SMS das transações. Basta ser assinante da Oi, ter o chip Lojista e ser credenciado na Paggo.

O cliente paga R$ 2,50 por mês quando utiliza o serviço. O crédito é avaliado quando o usuário liga e faz o cadastro. A fatura é separada da conta do Oi. Mais de 1,3 milhão de clientes estão cadastrados no serviço, aceito em mais de 45 mil estabelecimentos em 14 Estados. São Paulo ainda não integra a lista.

Para ajudar empresários a reduzir os custos com cartões de crédito, o senador Adelmir Santana (DEM-DF) apresentou propostas para a regulamentação do setor. O Projeto de Lei 213/2007, já aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), propõe a fixação de preços diferenciados na venda de bens ou na prestação de serviços à vista, em dinheiro ou cheque, em relação ao valor pago via cartão de crédito.

“Nossa intenção é diminuir o custo final dos produtos e serviços ao consumidor, que hoje paga mais caro porque arca, sem saber, com as despesas do empresário junto às operadoras de cartões de crédito”, explica.

Já o Projeto de Lei 213/2007, que trata do compartilhamento das máquinas POS como forma de reduzir os custos dos comerciantes e lojistas, tem como principal justificativa as abusivas taxas, principalmente quando comparadas com outros países no mundo. “São 70% superiores às praticadas nos Estados Unidos e em alguns países europeus. Por que obrigar os empresários a locar máquinas diferentes?”, questiona. O projeto tramita no Senado.

As informações são do O Estado de S. Paulo/Sua Empresa

SÃO PAULO – Na intenção de fidelizar seus clientes, várias seguradoras estão trabalhando com cartões de crédito bandeirado, os chamados cartões híbridos. De forma geral, o cliente que possui tal cartão pode usufruir de diversas vantagens por meio do acúmulo de pontos.
A seguradora do Unibanco, Unibanco AIG, foi uma das primeiras a investir no mercado de cartões. De acordo com a assessoria de imprensa da entidade, o cartão de crédito Unibanco Aig está no mercado há mais de 15 anos e foi relançado em 2005.
A cada compra com o plástico, 2% do valor gasto são convertidos em pontos que serão acumulados pelo cliente e convertidos em descontos ou até levar à isenção de pagamento de prêmio em novos seguros da companhia.
Para ter acesso ao benefício, o segurado deve pagar o seguro com o cartão da seguradora e não precisa ser correntista do banco. Além disso, os clientes são isentos de anuidade e têm até 70 dias para pagar suas despesas em postos de gasolina sem custo adicional.
Outras empresas
A Porto Seguro foi outra companhia que investiu no cartão bandeirado. Em dezembro de 2007, a empresa lançou o Porto Seguro Visa, que oferece aos consumidores serviços exclusivos, por meio de uma Central de Conveniência, e resgate de pontos em diversos tipos de benefícios, como troca por milhas aéreas, produtos eletrônicos e descontos no seguro.
O cliente ganha pontos no cartão tanto via gastos quanto pelo tempo de relacionamento com a seguradora. O cartão é emitido e gerenciado pela própria financeira da Cooperação e tem por objetivo fidelizar e facilitar a vida dos clientes, conforme explica o diretor financeiro da Porto Seguro, Marcelo Picanço:
“O nosso objetivo é fidelizar o cliente e proporcionar novas oportunidades para que ele utilize nossos serviços e conheça ainda mais o nosso atendimento, visto que se trata de um cartão 100% Porto Seguro”, explica.
A Mapfre, grupo segurador espanhol, também possui um cartão de crédito com bandeiras Visa e Mastercard, que oferece a isenção permanente de anuidade para clientes classic e programa de pontos onde as compras se revertem em descontos no seguro.
Fonte: InfoMoney

A Câmara analisa o Projeto de Lei Complementar (PLP) 381/08, do Senado, que proíbe o saque em espécie com cartão de crédito corporativo da administração pública. Somente em casos excepcionais previamente definidos o saque será permitido, e o valor não poderá ser superior a 30% do limite do cartão. O projeto foi apresentado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos.

De acordo com a proposta, o cartão será usado exclusivamente pelo portador, para a contratação de bens e serviços enquadrados como suprimento de fundos. Apesar de o dirigente máximo do órgão ou entidade do setor público ser um dos responsáveis pela emissão dos cartões, a titularidade só poderá ser concedida a um servidor de cargo efetivo ou em comissão. Assim, o próprio dirigente máximo não poderá possuir um cartão corporativo.

Extratos na internet
O projeto determina que os extratos das despesas realizadas com os cartões sejam divulgados mensalmente pela internet. Entretanto, quando a despesa da Presidência da República exigir sigilo para segurança do Estado, a divulgação será feita em valores agregados até o término do mandado presidencial. Um ano depois, a despesa deverá ser divulgada.

Ainda de acordo com o projeto, os tribunais de Contas da União, dos estados e dos municípios terão que fiscalizar a emissão e o uso dos cartões.

Tramitação
O projeto tramita em regime de prioridade e será examinado pelo Plenário.

Íntegra da proposta:
– PLP-381/2008

Fonte: Agência Câmara