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Pagando muitas taxas em banco? Veja opções para cortar ou zerar esse gasto

publicado em:8/02/18 4:19 PM Dicas

Começo de ano é sempre uma boa época para revisar o orçamento e cortar despesas desnecessárias. Que tal começar pelas tarifas que você paga no banco e muitas vezes nem percebe?

Em alguns casos, é possível gastar menos, sem precisar trocar de banco. Mas, dependendo dos serviços que você usa com mais frequência, pode valer a pena mudar de instituição e optar por uma conta corrente digital com tarifa zero. Veja mais abaixo algumas sugestões.

Pacote essencial gratuito em qualquer banco

Todos os bancos são obrigados a oferecer o pacote essencial gratuito e também quatro pacotes de serviços básicos. Os serviços inclusos em cada pacote são determinados pelo Banco Central.

Não importa se você é um cliente comum, especial, premium, máster ou qualquer outra designação. Você tem direito a escolher qualquer um desses pacotes, inclusive o essencial, que é sempre gratuito.

Levantamento do UOL Economia mostra que, atualmente, o pacote essencial é a única opção com tarifa zero para quem possui conta corrente nos bancos Bradesco, Caixa, Itaú e Santander.

No pacote essencial, estão incluídos os seguintes serviços por mês: quatro saques, duas transferências entre contas do mesmo banco, dois extratos impressos e fornecimento de até 10 folhas de cheques.

Nos demais pacotes básicos do Banco Central, cada banco tem liberdade para cobrar o valor que bem entender. No entanto, os valores geralmente são mais baixos do que os demais pacotes de tarifas oferecidos pelas instituições, como mostra um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Os preços variam de R$ 12,10 mensais no caso do Pacote I na Caixa a R$ 39,00 para o Pacote IV no Itaú.

“É um direito do consumidor exigir a troca de pacote”, explica Ione Amorim, economista do Idec. Ela recomenda que o consumidor preste atenção no extrato anual de tarifas para saber exatamente quanto está gastando. O extrato de 2017 deve ser fornecido gratuitamente pelos bancos até o próximo dia 28 de fevereiro.

Conta-salário tem tarifa zero, mas só faz saques e transferências

Outra forma de não pagar tarifas à toa é solicitar uma conta-salário. Esse formato é interessante para quem recebe salário em um banco, mas está acostumado ou prefere manter conta em outra instituição.

Você pode sacar o dinheiro no caixa ou terminal eletrônico, ou ainda transferir todo o salário de uma vez para outro banco, por meio de TED ou DOC.

Porém, esse formato de conta tem limitações bem claras. A conta-salário serve exclusivamente para receber os valores pagos pelo empregador. Ela não pode ser usada para realizar depósitos, pagar contas, nem para emitir cheques. Também não pode ser conjunta com outra pessoa.

Além disso, os bancos limitam a quantidade de saques a quatro ou cinco por mês sem cobrança de tarifa. No caso do TED ou DOC, só é possível fazer uma operação gratuita por mês.

BB tem opção grátis para movimento de até R$ 5.000/mês

O Banco do Brasil oferece a Conta Fácil, que permite realizar saques, depósitos, transferências e pagar contas, sem limite de uso dos serviços. Porém, esse tipo de conta apresenta restrições.

A soma dos depósitos em um mês não pode superar R$ 5.000. A conta também não pode apresentar saldo superior a esse valor. Se o cliente estourar os R$ 5.000 de movimentação mensal, terá que migrar para outro pacote oferecido pelo banco.

Nesse caso, o cliente pode mudar para o pacote essencial gratuito estipulado pelo Banco Central. Porém, o novo pacote estará sujeito ao limite mensal de uso dos serviços.

Bancos digitais nem sempre são os melhores em custo

Os bancos digitais, aparentemente, possuem a melhor relação custo-benefício para quem movimenta bastante a conta corrente e não quer pagar tarifas abusivas. Graças aos avanços da tecnologia, praticamente todas as operações são feitas por meio de aplicativos para celular. Mas é preciso ter atenção, porque nem sempre todos os serviços são gratuitos. Algumas instituições impõem limites de uso.

Veja abaixo quais são os bancos digitais que oferecem conta a custo zero e também quais são as “pegadinhas” por trás desse formato de conta corrente:

Banco Inter

O cliente do Banco Inter (antigo Intermedium), com sede em Belo Horizonte (MG), tem à disposição todos os serviços básicos, como pagamentos de contas, transferências, depósitos e saques, sem limites de uso. A conta digital é realmente isenta de tarifas. O cliente também pode realizar investimentos nos produtos oferecidos pelo banco ou solicitar um cartão de crédito internacional, da bandeira Mastercard, com anuidade gratuita.

Agibank

A instituição do grupo Agiplan, de Porto Alegre (RS), lançou no início deste ano a sua conta digital. O banco não cobra tarifa fixa, mas impõe limitações na quantidade de serviços gratuitos. O cliente pode realizar mensalmente até dois saques em lotéricas (acima disso é cobrado R$ 2,90 a cada saque extra) e dois saques na rede Banco 24 Horas (R$ 6,49 por saque extra). Também são permitidas até quatro transferências para outros bancos (TEDs) por mês (R$ 1,90 por operação extra). O cliente pode solicitar um cartão de crédito internacional, de bandeira Mastercard. A mensalidade é de R$ 12,99, cobrada a partir do segundo ano de uso do cartão.

Neon

O Neon foi pioneiro ao lançar o formato de conta digital no Brasil. Apesar da facilidade de uso do App, há uma grande limitação na quantidade de serviços gratuitos. Apenas o primeiro saque no mês é gratuito. A partir da segunda operação, o cliente paga R$ 6,90 por saque. O mesmo acontece com o segundo TED (R$ 3,50) ou depósito via boleto (R$ 2,90).

NuConta

A fintech Nubank, famosa pelo cartão de crédito roxo com anuidade zero, resolveu lançar sua conta corrente digital no fim do ano passado. O principal diferencial da NuConta é que o dinheiro não fica parado.

A empresa remunera o saldo com um rendimento equivalente ao da Selic, ou seja, acima da poupança (que hoje paga 70% da Selic), durante o tempo em que o cliente deixar o dinheiro na conta corrente. A empresa também não cobra nenhum tipo de tarifa.

No entanto, o produto recém-lançado ainda apresenta sérias limitações. Não é possível realizar saques, pagar boletos, nem realizar despesas em lojas porque ainda não há um cartão de débito. A Nubank explicou que a NuConta está em fase de testes e que espera resolver essas limitações nos próximos meses.

Conta digital não atende quem faz muitos saques e depósitos

Quem optar por uma conta digital deve abrir mão de algumas facilidades que somente os grandes bancos conseguem proporcionar. Como os bancos digitais não possuem rede de agências, o simples ato de sacar dinheiro não é uma tarefa tão simples.

Nos bancos Inter e Neon, os clientes precisam procurar um quiosque da rede Banco 24 Horas, que normalmente só está disponível em grandes cidades. A NuConta, por enquanto, nem sequer oferece esse serviço básico.

O recém-lançado Agibank parece ter encontrado a melhor solução, ao permitir que os clientes façam saques em qualquer lotérica do país, além da rede Banco 24 Horas.

Mas o Agibank cobra um valor salgado para quem realiza mais de dois saques por mês no Banco 24 Horas (R$ 6,49 por saque) ou nas lotéricas (R$ 2,90). No Neon, a cobrança acontece já a partir do segundo saque (R$ 6,90). O Inter não cobra pelo saques.

Porém, vale ressaltar que o modelo de conta digital representa uma aposta dessas instituições em um futuro próximo, em que será possível realizar qualquer compra sem dinheiro, apenas usando cartão ou aplicativo para celular.

Devido à ausência de agências, os bancos digitais foram obrigados a achar uma solução para permitir que os cientes façam depósitos em cheque ou dinheiro nas próprias contas. No caso do cheque, basta tirar uma foto do documento usando o aplicativo do banco para efetuar o depósito.

Para depósito em dinheiro é preciso emitir um boleto por meio do aplicativo, que pode ser pago em qualquer banco ou lotérica do país. É como se você pagasse uma conta qualquer, utilizando o código de barras informado. O valor “pago” é transformado em um depósito na sua conta.

UOL Economia










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