Posted by : Marcelo Barros in (Notícias, Segurança)

Saiba como se prevenir durante as compras pela internet no Natal

Tagged Under : , , , , ,

Portal BAND

CNT_EXT_233566 A Norton divulgou nesta quinta-feira (3) uma lista com medidas para os consumidores se prevenirem na hora de realizar compras pela internet. De acordo com a empresa especializada em segurança, a conveniência e rapidez foram alguns dos fatores que contribuíram para que o comércio eletrônico no Brasil aumentasse 27% no 1º semestre de 2009 em relação ao mesmo período de 2008.
A receita gerada com o crescimento foi de R$ 4,8 bilhões, segundo uma pesquisa divulgada pela e-bit. Para o Natal, a companhia espera que o volume de vendas online cresça 30% em comparação ao mesmo período em 2008. Confira abaixo as dicas para garantir a tranquilidade no bolso e na virada do ano.

A loja é confiável? – não compre em uma loja virtual que você desconheça ou não tenha referência. Não se baseie apenas no número de opiniões positivas de usuários de sites de pesquisa de preços, pois algumas lojas turbinam os próprios números criando comentários positivos sobre vendas que nunca ocorreram. Dê preferência sempre por comprar em lojas que forneçam um selo de certificação confiável ou que permitam avaliar sobre seus serviços logo após efetuar a compra.~

Papai Noel com tapa-olho? – cuidado com as “lojas” pouco confiáveis: um levantamento realizado pela Symantec com sites de língua inglesa aponta que 24% dos sites de comércio eletrônico listados como resultados (excluídos anúncios) em ferramentas de pesquisa estão propensos a vender produtos falsos ou piratas.

De olho no cadeado – comece a fazer compras apenas em sites que ofereçam transações seguras. Esses sites possuem um “certificado de segurança” geralmente exibido pela imagem de um cadeado de segurança no navegador de internet. Jamais forneça seu número de cartão de crédito ou dados de qualquer outro meio de pagamento se a conexão não for segura.

Parece, mas não é – técnicas de phishing são usadas por golpistas para roubar suas informações financeiras pessoais, como o número do cartão de crédito, reproduzindo falsos sites das lojas ou enviando e-mails. Não clique em correios eletrônicos com “ofertas imperdíveis” e promoções de lojas que você não solicitou receber.

“Promoção exclusivas”? – atenção redobrada com o "pharming", tática que direciona o internauta para um site falso após digitar o endereço correto da loja. Por se tratar de uma página muito parecida com o website original, o golpe é bem convincente. Verifique se os logotipos estão no mesmo local, se há erros de gramática, ortografia ou concordância, ou se o site está pedindo algo que normalmente não solicitaria – seu CPF, por exemplo.

O que vão fazer com meus dados? – busque uma política de privacidade antes de comprar. Certifique-se de que a loja não vende suas informações pessoais para terceiros.

Guarde o comprovante – mantenha um registro de todas suas transações online: ele é a prova no caso de algum problema surgir. A maioria das lojas fornece uma página de resumo quando você completa uma transação. Basta imprimir essa página ou salvá-la em seu disco rígido.

Não gostei e quero outro – conheça as políticas de troca. Isso tende a ser ainda mais importante em compras online do que no mundo real, uma vez que a sede pode estar bem distante. Algumas lojas custeiam o envio do produto que será trocado; outras exigem pagamento de novo envio.

"Gift cards" – estes estão caindo cada vez mais no gosto das pessoas e podem ser uma grande ajuda para as compras de última hora. Certifique-se de rever as políticas para cada cartão. Algumas empresas trazem datas de expiração em seus cartões de presente, que podem inutilizá-los caso o presenteado não o use imediatamente.

"Sai olho gordo" – de forma semelhante ao que ocorre em caixas eletrônicos, certifique-se de que não é observado ao digitar em local público o número do seu cartão de crédito no notebook. A fim de evitar espiões e programas que roubam dados pessoais, faça suas compras em casa ou então em um computador com uma solução de segurança instalada e ativa.

Posted by : Marcelo Barros in (Notícias)

Lojistas criam opções para reduzir os custos com o cartão de crédito

Tagged Under : , ,

No primeiro semestre do ano, o volume de cartões de crédito bateu recorde e chegou a 100 milhões em circulação. O movimento chegou a R$ 176 bilhões e o ano deve terminar com um acréscimo de 24%.

No maior comércio popular do País, a Rua 25 de Março, centro de São Paulo, um cartão personalizado começa a engrossar as vendas da região. Ali, comerciantes da União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências (Univinco) lançaram um produto com taxas diferenciadas.”Oferecemos um cartão que pode ser adaptado ao negócio de comerciantes com faturamentos menores, que normalmente não interessam às grandes bandeiras”, disse Kleber Oliveira, gerente de marketing da Validata, administradora do cartão.

Lançado em setembro do ano passado, o Cartão 25 de Março já contabiliza 200 mil usuários e é oferecido por 300 lojistas. Conforme estimativa da administradora, existe potencial para pelo menos 1 milhão de cartões, 25% deles para pessoas jurídicas. Segundo o diretor executivo da Validata, Márcio Salomão, vantagens não faltam. “O cartão não cobra anuidade. Sua taxa de crédito rotativo é menor (6%) que a do mercado. Além disso, não exige comprovante de renda do cliente”, enumera.

Do outro lado do balcão, os comerciantes também registram benefícios. Daniel Ouakil, dono da Katmandu, loja de artigos asiáticos, conta que o aluguel da máquina POS (Point of Sale) para uso do cartão começou a ser cobrado somente seis meses após a introdução do equipamento no estabelecimento. “Agora o aluguel mensal é de R$ 15, bem inferior ao das outras bandeiras tradicionais, cerca de R$ 80.” A VisaNet informou que a locação varia de R$ 39 a R$ 135, dependendo da tecnologia utilizada. A taxa de administração é outro chamariz. “Pagamos 2,5%, enquanto as demais chegam a cobrar mais que o dobro”, diz Ouakil.

Outra loja que aderiu ao cartão foi o Rei do Armarinho. “Recebemos clientes que convivem com uma falta grande de capital de giro e nem sempre têm acesso aos cartões”, diz Pierre Sarruf, diretor do estabelecimento. “Ao ter crédito, eles passam a comprar um volume maior “, conta. Sem revelar o faturamento, o diretor do Rei do Armarinho afirma que o cartão aumentou os gastos dos clientes. “Quem gastava R$ 1 mil em uma compra passou para R$ 1.350″, calcula.

Há dois anos, empresários de uma cidade no sul de Minas Gerais também descobriram uma forma de alavancar os negócios locais com economia. Por meio da Cooperativa de Crédito de Monte Sião (Credmalhas), eles criaram um cartão exclusivo da região, administrado pela Harmonia Cards, nascida também da comunidade local e conveniada à Credmalhas.

O produto é restrito às compras dos cooperados e dos funcionários das malharias filiadas. Mas um pedido ao Banco Central para transformar o grupo em uma cooperativa de livre admissão poderá abrir oportunidades para outros segmentos. Para Marcos de Andrade, gerente da Cremalhas, o desempenho do produto, com 3 mil cartões emitidos, ocorreu graças a alguns diferenciais: seu custo chega a ser 70% menor que o cobrado pelas bandeiras dominantes. Não há anuidade. A taxa administrativa (3%) é menor que a dos concorrenteso e a dívida pode ser refinanciada. Caso o usuário não possa pagar a fatura, a Cooperativa faz empréstimos com juros de, no máximo, 2,5% a 3% ao mês. O empresário paga por mês R$ 35 pela máquina. Em 2007, o cartão movimentou R$ 4,5 milhões.

Usado nas lojas conveniadas, o Credmalhas Shop também chegam a outros comerciantes, mesmo não-filiados, caso do Supermercado Shimoda. “O cartão contribuiu para reduzir a inadimplência,”, comemora o proprietário do estabelecimento, Issao Shimoda. A falta de pagamento caiu de 3% para quase 1%.

No Rio de Janeiro, o dono da Bibi Sucos, rede de dez lojas, Sérgio Couto, usa desde 2006 o serviço de mobile payment da operadora Oi, o OiPaggo, que dispensa o dinheiro vivo ou o uso de cartão de crédito. Segundo ele, o uso do serviço ainda carece de uma adesão maior dos clientes, mas é prático e simples. “A transação é efetuada por meio de mensagem SMS”, explica. O pagamento vale até para o delivery.

O pagamento é feito entre o celular do cliente e o aparelho do estabelecimento, que possui um chip diferenciado. A cada venda, a Oi fica com 2,99% de comissão. Ainda não há programa de juros. Além disso, não é preciso pagar pelo aluguel de uma máquina nem pelo SMS das transações. Basta ser assinante da Oi, ter o chip Lojista e ser credenciado na Paggo.

O cliente paga R$ 2,50 por mês quando utiliza o serviço. O crédito é avaliado quando o usuário liga e faz o cadastro. A fatura é separada da conta do Oi. Mais de 1,3 milhão de clientes estão cadastrados no serviço, aceito em mais de 45 mil estabelecimentos em 14 Estados. São Paulo ainda não integra a lista.

Para ajudar empresários a reduzir os custos com cartões de crédito, o senador Adelmir Santana (DEM-DF) apresentou propostas para a regulamentação do setor. O Projeto de Lei 213/2007, já aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), propõe a fixação de preços diferenciados na venda de bens ou na prestação de serviços à vista, em dinheiro ou cheque, em relação ao valor pago via cartão de crédito.

“Nossa intenção é diminuir o custo final dos produtos e serviços ao consumidor, que hoje paga mais caro porque arca, sem saber, com as despesas do empresário junto às operadoras de cartões de crédito”, explica.

Já o Projeto de Lei 213/2007, que trata do compartilhamento das máquinas POS como forma de reduzir os custos dos comerciantes e lojistas, tem como principal justificativa as abusivas taxas, principalmente quando comparadas com outros países no mundo. “São 70% superiores às praticadas nos Estados Unidos e em alguns países europeus. Por que obrigar os empresários a locar máquinas diferentes?”, questiona. O projeto tramita no Senado.

As informações são do O Estado de S. Paulo/Sua Empresa