Anuidade Zero

Você esta cansado de todo mês ter que pagar aquela taxa enjoada no seu cartão de crédito? Faça como eu… Pra que pagar anuidade se existem vários cartões que não cobram essa taxa. Só paga anuidade de cartão de crédito quem quer.


É só você pensar que qualquer compra que você faz, o comerciante/loja paga uma taxa para utilização do serviço e você ainda também ter que pagar mais uma outra taxa?? É facilidade demais pros bancos. Vamos começar nossa campanha. ANUIDADE ZERO


OBS: Após a nova resolução do Banco Central, a grande maioria dos cartões passou a cobrar anuidade. Atualmente somente o Santander Free, Petrobras, Saraiva e Hipercard continuam totalmente isentos de taxas. Os demais cartões listados possuem anuidade, só que eles oferecem vantagens que como seguros automáticos e serviços para o lar. Mas sempre leia com atenção os termos antes de solicitar ao banco.



Não achou o cartão desejado? Faça outra busca



Como usar Nubank: convite, limite e outras dicas sobre o cartão de crédito

O Nubank chegou com uma proposta diferente no mercado brasileiro: ser um cartão de crédito totalmente integrado a smartphones. Com apps para iOS e Android, o serviço financeiro promete maior facilidade no gerenciamento dos gastos. A fatura é atualizada em tempo real e pode ser consultada a qualquer momento através do aplicativo.

A empresa também se orgulha de seus canais de comunicação diretos, que permitem ao cliente resolver questões via chat e SMS, por exemplo. Confira abaixo tudo o que é preciso saber para ter um cartão de crédito Nubank e aproveitar o sistema.

1nubank-cartao-de-credito-controlavel-via-smartphoneNubank, cartão de crédito controlável via smartphone (Foto: Divulgação)

Funcionamento

O Nubank é um cartão de crédito licenciado pela bandeira MasterCard. A diferença para os cartões comuns é que ele pode ser gerenciado pelo smartphone, através de aplicativo próprio, disponível para iOS e Android.

A ligação com o celular permite ao cliente acompanhar a fatura e o limite em tempo real, receber notificações quando uma compra é efetuada, entre outros recursos interessantes. O sistema também tem como diferencial os canais de comunicação digitais, especialmente o chat, que proporciona um diálogo mais rápido com o consumidor.

2nubank-opera-com-bandeira-mastercardNubank opera com bandeira MasterCard (Foto: Divulgação)

Tarifas

O cartão de crédito não tem anuidade nem cobra pela realização do saque, embora esta operação receba incidência de impostos. Os juros, que podem ser aplicados em caso de atraso do pagamento ou financiamento da fatura, é de 7,75% ao mês.

Como solicitar

É possível solicitar o Nubank através do botão “Pedir meu convite”, no aplicativo móvel ou no site da empresa. Você precisa informar apenas o seu nome completo, CPF e e-mail, pressionando em seguida o botão “Entrar na lista de espera”. As únicas exigências da administradora são que o cliente tenha idade mínima de 18 anos, more no Brasil e possua um smartphone Android (4.0.3 ou superior) ou iOS (7.1 ou superior).

3processo-de-solicitacao-do-cartao-nubankProcesso de solicitação do cartão Nubank (Foto: Reprodução/Raquel Freire)

O pedido passa por uma análise cadastral e de crédito, depois disso a liberação do cartão é aprovada ou recusada. Os desenvolvedores alegam que, por estarem no início de suas atividades, apenas um número limitado de cartões é emitido semanalmente. Não há prazo estipulado para que a solicitação seja atendida.

Desbloqueio e cancelamento

O desbloqueio do cartão deve ser solicitado na central de atendimento, que atende no número 0800 056 2509. O cancelamento do serviço deve ser feito no mesmo telefone.

Pagamento da fatura

O Nubank envia a fatura final ao cliente por e-mail, mas ela pode ser conferida a qualquer momento pelo app. O boleto pode ser pago pela Internet, pelo app do banco ou em lotéricas e agências bancárias, se o usuário preferir imprimir o documento.

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Fatura pode ser consultada pelo app e é enviada por e-mail (Foto: Divulgação)

Swatch lançará relógio que substituirá o cartão de crédito no Brasil

Usar o celular como um cartão de crédito para pagar contas já é uma realidade nos Estados Unidos e em alguns países da Europa. No Brasil, embora já seja possível efetuar pagamentos pelo smartphone, a tecnologia é bastante limitada e plataformas como Android Pay e Apple Pay ainda não têm previsão de lançamento no país.

De olho na falta de adoção ao mercado brasileiro, a fabricante suíça de relógios Swatch anunciou uma novidade: no início de 2016, lançará, em parceria com a Visa, o modelo Swatch Bellamy que, entre outras funções, permite comunicação com maquininhas de cartão. De acordo com a companhia, os primeiros países a receber o acessório serão os EUA, Suíça e o Brasil. Lançado em outubro na China, o Bellamy tem em sua estrutura um componente específico para pagamentos mobile.

Ele ainda conta com um adesivo NFC que faz a comunicação entre o gadget e o dispositivo do comerciante. Inclusive, esse mesmo adesivo já é usado por alguns bancos norte-americanos e pode ser facilmente colado em chaveiros e pulseiras para facilitar transações bancárias.

Fora isso, o Swatch Bellamy não tem nada de tão tecnológico assim, funcionando como um relógio comum. Contudo, é interessante notar que, aos poucos, algumas fabricantes percebem o quanto a possibilidade de pagar contas sem precisar de dinheiro ou uma infinidade de cartões pode ser bastante atrativa no mercado brasileiro. Vamos esperar para ver se outras empresas tomarão a mesma iniciativa, uma vez que a tecnologia será disponibilizada no país – pelo menos através da MasterCard.
(com informações do site Canal Tech)

Nubank: O cartão de crédito sem anuidade e com juros menor

Por que o Nubank é tão cobiçado?

Um cartão de crédito que não cobra anuidade e oferece taxas de juros menores do que as cobradas no mercado tem atraído cada vez mais brasileiros. Meio milhão de pessoas já utilizam o produto, e outras 250 mil aguardam na fila para garantir o seu.

Cobiçado especialmente pelos mais jovens, o Nubank MasterCard Platinum é emitido pela administradora de cartões Nubank, uma start-up criada em 2014 com o objetivo de reduzir custos para os consumidores com a ajuda do smartphone. Em um mercado em que os juros atingiram 414,3% ao ano no rotativo do cartão, de acordo com dados de setembro do Banco Central, a Nubank cobra taxa máxima de 144,9% ao ano. E mantendo benefícios da categoria Platinum, como assistência pessoal 24 horas e descontos em cinemas, bares e restaurantes –que geralmente estão acessíveis ao público do varejo alta renda dos bancos.

Isso é possível, diz Cristina Junqueira, diretora e cofundadora da Nubank, porque a empresa tem custo de operação bem menor que os bancos, pois existe unicamente no mundo virtual. Não há, por exemplo, agências físicas. Toda pendência é resolvida pelo aplicativo. Sem anuidade e outras tarifas, a principal fonte de receita da companhia é uma parcela da taxa obtida nas operações com cartões que é repassada aos emissores. A empresa também lucra com a taxa de juro cobrada no parcelamento de faturas, mesmo que com alíquotas menores. O crédito concedido pela Nubank também é fruto de investimentos realizados pelas empresas Sequoia Capital, que tem Apple, Google e YouTube no portfólio– e Kaszek Ventures. “Não temos um colchão de emergência. Se muita gente ‘der calote’, falimos. Por isso nossa análise de crédito é conservadora e pode levar até três meses para que um cliente seja aprovado”, diz a diretora da Nubank.

Usuário do cartão de crédito há quatro meses, o publicitário Bruno Padovam, 27, procurou o Nubank para fugir da anuidade. “Cancelei três cartões que cobravam mais de R$ 300 cada um em taxas por ano. E eles não eram Platinum”, diz Padovam. A também publicitária Laís Sturaro, 26, foi uma das mais de 40 pessoas indicadas por Padovam para se cadastrar no site do Nubank e solicitar o produto. “O que falta é um programa de pontuação. Há os benefícios da bandeira MasterCard, mas que não são tão amplos quanto os oferecidos por empresas especializadas”, diz. “Se houvesse, pontuaria bastante porque parcelo muitas compras. Mas, em alguns casos, utilizo outros cartões por causa do baixo limite do Nubank.” A definição do limite de crédito do cliente é feita com base nas informações de renda fornecidas pelo usuário e na checagem em empresas de informações financeiras, como a Serasa e a Boa Vista SCPC.

O próprio cliente também pode regular seu limite, diminuindo ou aumentando o valor dentro de uma faixa estabelecida pelo Nubank. Tudo via aplicativo. Mesmo com juros menores, é preciso evitar o uso indiscriminado do cartão. “É necessário lembrar que o crédito representa um dinheiro que você ainda não tem. É uma dívida”, afirma o consultor financeiro Erasmo Vieira. “Se você vai ao mercado com uma nota de R$ 100, esse é o seu limite para gastar. Se vai com o cartão, poderá comprar mais que isso, mas terá de pagar a conta lá na frente.” O planejador financeiro Valter Police Júnior orienta o consumidor a testar o novo produto antes de se desfazer dos cartões antigos. “Como requer conhecimento de tecnologia, para o uso do aplicativo, as pessoas mais conservadoras podem não se adaptar ao Nubank.” Isso se reflete no público que o cartão tem atraído até agora: de acordo com Cristina Junqueira, cerca de 80% dos clientes da Nubank têm menos de 35 anos.

Peça seu Nubank clicando no link: https://conta.nubank.com.br/#/invitation?id=8sHYlU84wEYAAAFNrIpR8A

Fonte: Netdiario

Por que o consumidor é punido ao não usar cartão de crédito?

Você já deve ter feito alguma compra em que o lojista ofereceu desconto caso pagasse em dinheiro vivo, certo? Pois é. Mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que esse tipo de transação é ilegal.

É proibido no Brasil cobrar preços diferentes de modalidades distintas de pagamento, como dinheiro e cartão de crédito ou crédito.

O STJ não inventou a roda. Simplesmente negou recurso da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte, entidade favorável aos descontos para pagamentos em cash.

Esse veto a cobranças diferentes já constava no Código de Defesa do Consumidor e algumas entidades de direitos do consumidor condenam a prática.

Elas dizem que dar desconto para compras em dinheiro significa cobrar mais de quem usa cartão. Entendem que, se o consumidor já paga a anuidade do cartão, não deve gastar mais por isso.

Mas será? Será mesmo que essa medida protege o consumidor?

Engana-se quem acha que os custos do cartão (para o consumidor) se resumem às taxas de anuidade. Para entender, precisamos olhar para a outra ponta: o lojista.

Para ele, o pagamento via cartão é mais custoso: ele precisa (1) dar uma fatia do retorno das vendas às operadoras de cartões; (2) pagar pelo aluguel das maquininhas; e (3) arcar com o custo da espera para receber a grana das vendas, que não cai imediatamente no seu caixa.

Parte desses custos são repassados para os preços finais de todo produto. Ou seja, parcela dos gastos é bancada justamente pelo consumidor. E a lei, portanto, não livra o consumidor de gastar mais que a anuidade que já paga quando decide comprar com cartão.

Mas aqui tem uma questão adicional: como a lei não permite cobrar preços diferentes, o repasse de custos pelos lojistas ocorre para todos – e não só para quem usa o cartão. Desse modo, quem prefere dinheiro também acaba afetado pelos preços mais altos.

Isso parece justo para você?

E agora? E os consumidores que compram com dinheiro? Quem poderá defendê-los?

Outro aspecto ainda precisa ser considerado: as operadoras de cartão têm um poder de mercado considerável.

São poucas, contra muitos lojistas. Mas se permitirmos aos lojistas a cobrança de preços diferenciados, eles podem ganhar força nessa queda de braço.

Por quê?

Se os comerciantes pudessem dar descontos para pagamentos em dinheiro vivo, alguns consumidores poderiam ser incentivados a largar mão do cartão.

Isso diminuiria a dependência dos lojistas em relação às operadoras e, de quebra, poderia livrá-los, em certa medida, de alguns fatores desfavoráveis colocados por essas empresas. Veja só:

1) Os lojistas ganhariam poder de barganha;

2) A capacidade de operadoras cobrarem taxas muito altas seria reduzida;

3) Quando isso acontece, existem menores custos para os lojistas;

4) Esse processo seria traduzido em alguma redução de preços finais;

5) E isso seria bom para o consumidor.

Detalhe importante: a cobrança de preços diferenciados nem mesmo precisaria ser de fato efetivada para beneficiar o consumidor.

Bastaria que os lojistas tivessem a mera opção de cobrar preços diferentes, de acordo com o meio de pagamento, para esse efeito ser alcançado. Mas… Isso é proibido pela lei.

STF e entidades de direito do consumidor, parabéns: as operadoras de cartão agradecem.

Fonte: EXAME

Para especialista, cartão de crédito é a melhor opção. Aprenda a usar

Visto por muitas pessoas como vilões, principalmente por conta das altíssimas taxas de juros, os cartões de crédito podem ser usado com inteligência, virando a melhor opção para realizar pagamentos no geral, de acordo com o professor de finanças da PUC-Campinas Eli Borochovicius.

Apesar de anuidade – onde é possível conseguir isenção – e cobranças de 400% ao ano no uso do crédito rotativo assustarem os leigos, o especialista afirma que, para pagar melhor e gastar o mínimo possível, utiliza o cartão de crédito em absolutamente todas suas compras: “uso todos os dias, inclusive sábado e domingo, para pagar tudo – até a conta de gás e telefone. Para mim é uma maravilha.”

O professor lista, entra as vantagens na prática, a segurança de não precisar manter dinheiro na conta corrente e a possibilidade de postergar os pagamentos: “isso é importante principalmente para profissionais autônomos, que não tem certeza do salário fixo mental.” Além disso, as opções de crédito muitas vezes oferecem milhas e promoções, que podem ser trocadas por passagens aéreas e produtos variados.

Mas o que significa esse “saber usar”? E por que o cartão de crédito é a melhor opção de todas? O especialista nos deu umas dicas e motivos para deixar as outras opções de lado e sempre responder crédito à pergunta mágica dos caixas de lojas.

1. Negocie suas taxas – até chegar a zero

De acordo com Eli, os bancos só cobram anuidades até que o consumidor reclame. “A taxa é cobrada na sua fatura, com o valor mais alto possível, porque o banco espera você reclamar para diminuir ou abolir. Do ponto de vista comercial, é meio errado, mas é uma prática muito comum aqui no Brasil”.

Ele afirma que, a partir do momento em que você passa a usar o seu cartão com regularidade, o banco provavelmente aceitará que sua anuidade seja zero: “isso significa que o lojista já está pagando pela operação, então ele [o banco] não precisa receber o dinheiro de você”.

O mesmo vale para as taxas de parcelamento: “quando você faz uma compra parcelada, existe um limite de número de meses que você pode fazer sem pagar taxas”. Para ele, o erro é usar o crédito rotativo – quando o consumidor não tem dinheiro para pagar a fatura do mês e usa a opção de pagamento mínimo – ou o parcelamento de fatura: “nesses casos, você vai estar sim pagando as maiores taxas do mercado, de até 400% no rotativo”.

2. Faça o dinheiro render

Eli afirma que não mantém mais de R$300 na conta corrente. “Além de ser mais seguro, deixo aplicado, rendendo. Na conta corrente o dinheiro não rende”.

Já que você não usará o dinheiro agora, o melhor a se fazer é aproveitar as opções. Deixar o dinheiro todo em aplicações, rendendo juros, é uma maneira de aproveitar o uso do cartão de crédito para otimizar as finanças.

3. Parcele, desde que sem juros

Se o seu dinheiro estiver rendendo em uma aplicação, seja a poupança ou qualquer outra, é bom parcelar o máximo possível – sem cair nos juros, claro: quanto mais tempo o seu dinheiro passa rendendo, melhor. “No comércio eletrônico, por exemplo, é possível parcelar em até doze vezes sem juros”, diz. “Isso otimiza o fluxo”.

4. Controle com atenção

“Todos os dias eu entro no site do banco para controlar minhas operações”, garante o professor, que afirma que, no uso do débito, esse controle pode ser muito mais difícil. Usar o crédito sem monitoramento pode ser desastroso, “assim como qualquer outra forma de gastar dinheiro”.

A maior parte dos bancos oferece a opção de monitorar os gastos online, e isso é feito em tempo real: assim que a compra é efetuada, ela já é computada, então não tem desculpa. Para o especialista, a única falha desse sistema é a falta de organização por categorias: “faço uma planilha manual para categorizar meus gastos: alimentação, vestuário… Se os bancos oferecessem isso automaticamente, seria muito melhor. Mas, para quem não tem familiaridade com planilhas, isso também pode ser feito através do uso de alguns apps.

Use todos esses tipos de controles para garantir que a sua fatura nunca será maior do que o que você pode gastar. “Se você não vai ter o dinheiro, não está gastando no cartão de crédito, está simplesmente se endividando”, reflete Eli.

5. Aproveite pontos, seguros e promoções

Segundo o especialista, uma das maiores vantagens de usar o cartão de crédito é a possibilidade de acumular pontos que podem virar descontos em passagens aéreas e produtos. Além disso, algumas marcas e lojas oferecem promoções para usuários de cartão de crédito. “Eu recebo diversas promoções por e-mail, é vantagem para os vendedores que os clientes usem o crédito, porque gera fluxo de caixa antecipado”. Para ele, é um “dinheiro que a gente não vai vendo e vai acumulando”.

Os cartões de crédito também oferecem normalmente a opção de seguro viagem. “Se você for uma pessoa que viaja muito, é interessante não precisar contratar esse serviço separadamente em todas as vezes que for ao exterior. É outra vantagem”.

6. Compre o que for mais barato no exterior

Apesar do IOF (Imposto Sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro), ainda há produtos que são mais baratos quando encomendados de fora do país. “E não dá para fazer compras fora do país usando cartão de débito, só o crédito”, aponta o professor. Só é importante pesquisar e fazer as contas, principalmente em um momento de real desvalorizado.

7. Escolha a operadora do cartão com sabedoria

Apesar de todas as vantagens, um dos problemas de lidar quase exclusivamente com o crédito é a aceitação em estabelecimentos. “Se você for uma pessoa que viaja muito, por exemplo, fique atento a cartões que não são aceitos em determinados países ou regiões”, aconselha Eli.

Saiba consultar possíveis anuidades, parcerias com programas de pontos que mais te agradam como consumidor e qualidade do atendimento antes de contratar um serviço de pagamento, para não passar por dores de cabeça e usar da melhor maneira as vantagens oferecidas. E negocie um limite que se encaixe nas suas possibilidades sem passar por apertos: “para mim, a única possível desvantagem possível é a facilidade de crédito, mas isso só é um problema para quem não sabe usar”.

Fonte: Infomoney

Quais são os benefícios escondidos dos cartões de crédito?

Para fidelizar seus clientes, bancos e empresas de cartões de crédito e débito costumam oferecer alguns mimos, mas alguns deles não são tão explícitos e acabam sendo ignorados. No vídeo de finanças pessoais de hoje, o consultor financeiro André Massaro fala sobre os benefícios escondidos dos cartões.

Crédito da foto: Thinkstock/leekris

Fonte: EXAME

STJ proíbe preço maior para pagamento com cartão de crédito

A PROTESTE sempre defendeu que cartão de crédito é igual a dinheiro, o que foi reforçado por decisão da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que entendeu que os lojistas  mineiros não podem conceder desconto para pagamento em dinheiro ou cheque e, assim, restringir o uso de cartão de crédito.

Os ministros consideraram que a discriminação de preços seria uma “infração à ordem econômica”, com base na Lei nº 12.529, de 2011, que reformulou o sistema brasileiro de defesa da concorrência.  Isto abre um precedente para ações semelhantes.

O relator, ministro Humberto Martins entendeu que o cartão de crédito também é uma modalidade de pagamento à vista, uma vez que a administradora assume inteiramente a responsabilidade pelo pagamento.

Portanto, segundo ele, seria descabida qualquer diferenciação. Acompanhando o voto, os demais ministros da 2ª Turma consideraram a prática abusiva. Com a decisão, o colegiado se alinhou à posição das turmas de direito privado do STJ.

Até então, a jurisprudência dominante nas turmas que compõem a 1ª Seção (1ª e 2ª) era de que não havia impedimento legal para a prática. O entendimento era o de que não caracterizaria abuso de poder econômico. A decisão de agora foi tomada ao analisar um recurso da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte contra o Procon do Estado.

No caso, os lojistas recorreram ao tribunal superior para impedir a aplicação de penalidades pelo Procon de Minas Gerais. Mas a decisão foi que o valor do produto tem que ser o mesmo no cartão, no dinheiro ou no cheque. A decisão do STJ é restrita às partes envolvidas no caso, mas serve como precedente.

Os Procons  podem multar as lojas  que praticarem a diferenciação de preços nos pagamentos com cartões. O consumidor não deve aceitar preço diferente ao usar o cartão para pagar suas compras. Não pode haver qualquer mudança que permita cobrança diferenciada por conta da forma de pagamento escolhida: dinheiro, cheque ou cartão.

A orientação é trocar de loja se o lojista tentar cobrar preço diferenciado quando for usado este meio de pagamento. Hoje é ilegal a diferenciação de preços de acordo com a forma de pagamento utilizada pelos consumidores.
A cobrança de preços diferentes nas compras com cartão (crédito e débito) e dinheiro é proibida pela Portaria 118/94, do Ministério da Fazenda, que considera a compra com cartão como sendo pagamento à vista. A maioria das decisões judiciais emitidas no País desde 1990 caminham no mesmo sentido. Mas o consumidor tem sido estimulado pelos comerciantes a pagar com cheque ou dinheiro para obter desconto na hora do pagamento.

Ao aderir a um cartão de crédito o consumidor já paga anuidade, ou tem custos com outras tarifas e paga juros quando entra no rotativo. Por isso, não tem porque pagar mais para utilizá-lo.

O custo do lojista para trabalhar com cartão faz parte do risco do negócio e cabe a ele negociar com a credenciadora o aluguel de máquinas e taxa de administração cobrada sobre o valor de cada compra, sem envolver o consumidor.

A cobrança de preço diferente no cartão é abusiva porque o pagamento com cartão de crédito é um pagamento à vista e qualquer benefício oferecido pelos lojistas ao pagamento com dinheiro e cheque deve também ser aplicado às compras com cartão de crédito. Ao trabalhar com cartão, o lojista aceita as condições estabelecidas em que cartão é igual a dinheiro.

Fonte: PROTESTE

Novas regras dos cartões de crédito visam ampliar concorrência

As mudanças anunciadas pelo Banco Central na regulamentação no setor de meios de pagamentos na última sexta-feira, 25, visam ampliar a concorrência no segmento, mas não devem trazer grandes mudanças, na visão de analistas.

As novas regras são marginalmente negativas para as líderes do segmento de adquirência, Cielo e Rede, à medida que reforçam a sua abertura, mas facilitam a vida de novos entrantes.

“O Banco Central continua a buscar maior transparência, eliminação de acordos anti-concorrência, práticas para impulsionar a eficiência (ou seja, redução de custos)”, avaliam Eduardo Rosman e Gustavo Lobo, do BTG Pactual.

Dentre as mudanças anunciadas na semana passada pelo regulador, estão a possibilidade de arranjos de pagamentos permanecerem fechados caso tenham menos de R$ 20 bilhões de movimentação anual, centralização da compensação e liquidação das transações com cartões em uma empresa neutra, mais prazo para empresas de menor porte se adequarem às regras do BC. Neste caso, o prazo passou de 2016 para 2018.

Como arranjos de pagamentos ainda fechados ou exclusivos, o BC citou a Cielo que captura a bandeira Elo, de Bradesco, Banco do Brasil e Caixa, a Amex e a Hiper/Hipercard que passa exclusivamente nas máquinas da Rede, do Itaú Unibanco.

“O mercado está agora passando por fases de teste para abrir o negócio de adquirência para as marcas exclusivas de cartão e pode-se ver que as novas medidas de BC são notícias negativas para Cielo”, avalia Alexandre Spada, do Itaú BBA.

Hoje, pilotos já estão sendo feitos para a abertura do mercado de credenciadoras.

Conforme a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), até o final de outubro, começo de novembro, mais de 200 mil estabelecimentos comerciais vão aceitar diferentes bandeiras de cartões em uma mesma máquina (POS, na sigla em inglês).

Para analistas do mercado, o Banco Central, como regulador do mercado de cartões, tende a ajustar as regras do setor com mais frequência, atuando de forma mais ativa quando o segmento não cumprir as metas exigidas por si só.

Safra

Spada, do BBA, cita ainda a entrada do banco Safra no mercado de adquirência programada para 2016, antecipada na semana passada pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

“Como a parceira em adquirência do Safra é a Rede, se esse novo entrante for bem-sucedido, pode impactar mais a Rede do que a Cielo”, avalia o especialista.

 

Fonte: Revista EXAME

Título de Capitalização não é investimento e sim jogo de azar

Tenho R$ 50 mil aqui para sortear. Todo mês. E de graça – não precisa comprar bilhete, rifa, nada. Na verdade, é melhor do que de graça: você ganha dinheiro para participar dos meus sorteios. E aí? Está dentro? “Lógico”, qualquer um responderia. Não aceitar uma proposta dessas parece insanidade.

Justamente por isso, esse tipo de jogo existe na vida real. São os títulos de capitalização, aqueles que qualquer banco tem, e que 11 entre 10 gerentes tentam empurrar para os clientes de vez em sempre. À primeira vista, o título parece mesmo um negócio bacana. Você paga uma mensalidade pequena, R$ 20, por exemplo, e ganha o direito de participar de vários sorteios – um por semana, um por mês, um de R$ 10 mil, um de R$ 50 mil, eventualmente um especial de R$ 2 milhões; depende do banco. Aí, quando você não quiser mais participar da brincadeira, beleza: pega de volta o dinheiro todo que colocou ali. Corrigido.

Por esse ponto de vista, nem parece jogo. Parece investimento, e, ainda por cima, com emoção. Uma amizade financeira with benefits. A coisa é tão atraente que, só no ano passado, todos os títulos de capitalização do País captaram, juntos, R$ 21,8 bilhões. Uma cachoeira de dinheiro. Dá quase a captação líquida que a poupança teve no mesmo ano (ou seja, a quantidade que os brasileiros depositaram a mais do que retiraram das cadernetas, que foi de R$ 24 bilhões em 2014). Só tem um problema. Se você for pedir um conselho para um economista sobre títulos de capitalização, ele provavelmente vai começar a conversa com um verbo no imperativo: “Foge”. Porque a coisa é uma roubada mesmo, pelo menos para quem pretende proteger o próprio dinheiro – e proteção é justamente o que as pessoas procuram num banco; quando elas querem outra coisa, vão para Las Vegas, ou para a lotérica.

A pegadinha dos títulos de capitalização é justamente a “capitalização”. O dinheiro que você coloca ali vai render, na melhor das hipóteses, um pouco menos que a poupança, que já toma pau da inflação. Na pior das hipóteses, rende bem menos. É que alguns títulos corrigem o dinheiro aplicado só pela TR, a Taxa Referencial. No ano passado, ela foi de 0,8%. Neste, deve fechar o ano em pouco mais de 1,5%, contra quase 10% só de inflação. Ou seja: seu dinheiro evapora.

E até para tirar o dinheiro evaporado é difícil. Para entrar num título de capitalização, você firma um contrato longo – quatro anos, por exemplo, nos quais precisa pagar religiosamente a mensalidade para poder participar dos sorteios. Se você tiver que cortar essa despesa da sua vida e pegar o dinheiro de volta, vai pagar multas pesadas. Nos primeiros meses, ela pode chegar a 90% de tudo que você aplicou. Mesmo depois de dois anos, a multa ainda pode ser altíssima, na faixa dos 30%. O resgate total você só consegue, neste cenário de um título com contrato de quatro anos, justamente quatro anos depois de ter entrado na jogada. E o seu dinheiro virá com um rendimento pífio, bem abaixo da inflação, até porque acabam descontadas as despesas administrativas e o custeio das premiações – aquelas que você provavelmente não terá ganhado.

Sim, porque a chance de ganhar, na melhor das hipóteses, é de uma em 10 mil. É a mesma de ganhar na Mega-Sena marcando 15 números no bilhete. E igual a de você ser atingido por um raio uma vez na vida. Ou seja: se o seu gerente pedir para que você leve um título desses em troca da liberação de um empréstimo, procure outro banco. E, se você quiser diversão, melhor arriscar na loteria mesmo. Afinal, é mais caro imobilizar R$ 20 por mês durante quatro anos para concorrer a R$ 2 milhões do que gastar R$ 3,50 num dia para tentar R$ 100 milhões na Mega-Sena. O sonho, ao menos, é maior.

Se títulos de capitalização fazem o seu dinheiro evaporar, rolar dívida do cartão de crédito equivale a tocar fogo na sua grana, e depois jogar gasolina para ver se apaga o incêndio. Quando você não tem dinheiro para quitar a fatura e faz só aquele pagamento mínimo, entra no “cartão rotativo” – o nome popular para o ato de pagar dívida do cartão de crédito com o crédito do próprio cartão.

Em qualquer país do mundo, isso é a pior coisa que você pode fazer com o seu dinheiro, fora picá-lo para produzir confete. Mas no Brasil é pior: fazer confete com as notas pode ser uma alternativa mais atraente. É que os nossos juros do cartão são os maiores do mundo, de longe. Dá 378% ao ano. Isso em média, porque, dependendo do banco e do tipo de cartão, a brincadeira pode sair a 600%, 700% ao ano. É juro de fazer agiota corar. Na Colômbia, que não é nenhuma Suíça, a média do rotativo está em 62%. Na Argentina, que tem a nota mais baixa possível no ranking de bons pagadores da Standard & Poors e, portanto, tenderia a praticar juros altos em todos os ramos da economia, o rotativo não passa de 37%/ano. Nos EUA, 22%. Na Suíça, 15%.

Por aqui, levando em conta só a média, R$ 1.000 no rotativo viram R$ 4.780 em um ano. Em cinco anos, a dívida cresce para R$ 3 milhões. Em 14 anos, dá o PIB do Brasil. Mais encargos. É suicídio financeiro num país cujos estudantes ocupam a 58ª posição de 65 em matemática no Pisa, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. Tanto que 96% das pessoas não sabem quais são as taxas de juros cobradas quando optam por pagar o mínimo, segundo uma pesquisa da SPC.

Talvez por isso mesmo 61%, dos inadimplentes no Brasil, ainda de acordo com a Sociedade de Proteção ao Crédito, estão com o nome sujo porque deixaram de pagar a fatura do cartão. Falta de planejamento? Sem dúvida. Mas não dá para apontar só para a irresponsabilidade financeira dos inadimplentes. Quando você vai pagar seu cartão pela internet, o pagamento mínimo surge na tela com tanto destaque quanto o valor de fato da fatura. Para quem está pendurado, venden­­­do o carro para pagar a gasolina, isso induz ao endividamento. E pode garantir um passaporte para o Mundo Fantástico dos Maiores Juros da Terra.

Para escapar desse trem fantasma, o jeito é ir até o banco, pedir um empréstimo pessoal, e usar o dinheiro para pagar a fatura. Nisso os juros podem cair de 400%, 500% ao ano para algo menos nocivo. Alguns bancos já dão essa opção na própria fatura do cartão, até – se não puder pagar tudo nem quiser cometer o erro de entrar no rotativo, eles parcelam a dívida a juros menos escorchantes. Já é alguma coisa. Mas cuidado: se você pedir para o banco errado, pode sair mais caro ainda. Aqueles que oferecem crédito (extremamente) fácil, chegam a cobrar mais de 700% ao ano nos empréstimos.

Seja como for, entidades civis como a Associação Brasileira de Defesa ao Consumidor pedem é a extinção dos juros galácticos no rotativo. Querem que os bancos se atenham aos valores terráqueos que o resto do mundo já pratica para quem fica devendo no cartão. Bacana, mas falta combinar com os bancos, porque ninguém, em nenhum ramo da economia, gosta de mexer em time que está ganhando.

As vitórias ali, por sinal, são só de goleada, amigo da SUPER: no ano passado, nossos maiores bancos tiveram uma rentabilidade de 18,23% sobre o próprio patrimônio – nos EUA, que não são exatamente um país antipático aos bancos, eles rendem apenas 7,68%. Das quatro empresas de capital aberto mais lucrativas da América Latina, três são bancos brasileiros: Itaú-Unibanco (US$ 7,6 bilhões em 2014), Bradesco (US$ 5,6 bilhões) e Banco do Brasil (R$ 4,2 bilhões).

A explicação para esses números está no aumento acelerado da demanda por crédito, o famoso empréstimo de dinheiro. No início do século 21, só 28% dos brasileiros tinham conta bancária. Hoje, são 60%. Em 2003, o saldo de crédito oferecido pelos bancos era de 21,8% do PIB. Quando Lula passou a faixa presidencial para Dilma, em 2010, era de 44%. Hoje, de 54%. Bom, do mesmo jeito que uma siderúrgica vende aço e uma petroleira vende petróleo, banco vende crédito. Nossos bancos, então, estão vendendo mais. Natural. Só que eles vendem mais caro também, e não só no rotativo. Olha só. Os brasileiros gastam, em média, 9,5% dos seus salários pagando juros. Nem parece tanto. No Canadá, aquela maravilha da civilização ocidental, é quase a mesma coisa: eles gastam 7% da renda mensal só com juros. Então estamos até bem, certo?

Certo. Mas falta um detalhe aí. O endividamento médio das famílias no Brasil equivale a 46,3% da renda anual delas. Ou seja: uma família que ganha R$ 100 mil por ano tende a ter R$ 46 mil em dívidas. Nos Canadá, são 167%. Um canadense que faz o equivalente a R$ 100 mil por ano deve R$ 167 mil. Uma bica. E, mesmo assim, o canadense típico gasta só 7% com juros. Nós, quase 10%.

E não é só com crédito que banco ganha. Também tem as taxas. Se você coloca o seu dinheiro num fundo DI, por exemplo, o rendimento dele vai acompanhar a Selic (tirando IR e tudo o mais, dá um pouco menos que a taxa básica de juros, mas já ganha da poupança). Bom, os bancos têm cobrado taxas na faixa de 2% ao ano no DI. Isso significa que, se você colocar R$ 10.000 num DI desses, R$ 200 (2% do total) já vão direto para o bolso do banco.

Não faz sentido. Um fundo DI de banco investe em títulos públicos que pagam a Selic. Se você comprar esses títulos por conta própria, via Tesouro Direto, vai pagar 0,5% ao ano (0,3% que a Bovespa cobra mais algo em torno de 0,2% para a corretora). Mais um pouco de numeralha: essa diferença de 1,5% ao ano no rendimento faz diferença. Em 20 anos, o 1,5% a mais se transforma em 35% a mais, graças à magia dos juros compostos. É aí que o banco ganha forte no longo prazo, e você perde. Pois é: um fundo DI comum costuma ter patrimônio na casa dos R$ 250 milhões em dinheiro de clientes. 1,5% disso dá R$ 3,8 milhões ao ano. O banco fica com essa diferença basicamente para comprar títulos públicos por você, coisa que não dá muito trabalho. Tanto que poderia ser feita por você mesmo. Até porque é divertido investir por conta própria. Com a vantagem de que, nesse caso, você não gasta dinheiro. Ganha.

Fonte: Revista EXAME