Posted by : Marcelo Barros in (Dinners, MasterCard, Notícias, RedeCard)

Ações da Redecard disparam com maior uso de cartões

As ações da Redecard, que processa as transações com cartões das bandeiras Mastercard e Diners, registram forte alta nesta segunda-feira na Bovespa. Às 15h29, as ações ordinárias da empresa subiam 4,45%, para 27,42 reais. Durante o pregão, os papéis chegaram a avançar 8,2% e liderar as altas do Ibovespa. A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) divulgou nesta segunda-feira que as compras com cartões de crédito e débito subiram 24% em 2008 na comparação com o ano anterior e atingiram 388,7 bilhões de reais.

O crescimento superou a previsão da própria Abecs e da corretora Link, que estimavam uma alta de 22% no ano passado. O forte crescimento do setor de cartões deveu-se principalmente à expansão do consumo e da atividade comercial, à substituição do cheque e do dinheiro por meios eletrônicos de pagamento e à maior emissão de cartões por bancos e varejistas.

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Posted by : Marcelo Barros in (Aura, Dinners, MasterCard, Notícias, american express, hiper, visa)

Consumidor pode ser alertado sobre limite do cartão

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Laycer Tomaz

Dr. Talmir quer evitar situação humilhante para o consumidor

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3632/08, do deputado Dr. Talmir (PV-SP), que obriga as empresas administradoras de cartão de crédito a informar o consumidor sempre que ele utilizar 90% de seu limite de crédito. A comunicação deverá ser feita por carta.

O objetivo do autor é evitar que o consumidor enfrente situações humilhantes no momento da aquisição de bens ou serviços. Ele argumenta que, na maioria dos casos, o limite de crédito preestabelecido pela adminsitradora é ultrapassado inadvertidamente.

Administração eficiente
Na avaliação de Dr. Talmir, é praticamente impossível ao consumidor administrar de modo eficiente seu limite de crédito, em razão da falta de clareza dos extratos fornecidos ao consumidor, especialmente em relação aos débitos parcelados e aos prazos para inclusão de despesas na fatura.

O parlamentar considera uma situação “desconfortável e humilhante” para o consumidor ser surpreendido com a informação de que não tem crédito no momento de uma compra. Ele argumenta que o caso se torna mais grave quando o bem ou serviço que se pretendia adquirir é urgente ou de primeira necessidade, como a compra no supermercado ou de serviços hospitalares.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
- PL-3632/2008

Reportagem – Newton Araújo Jr.
Edição – Regina Céli Assumpção

Agencia Camara

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Cartões de lojas movimentam R$ 44 bilhões

Cristiane Bomfim
Do Diário do Grande ABC

“Você tem o cartão da loja?” Essa é a pergunta que o motorista José Geraldo dos Santos, 40 anos, ouve toda vez que vai pagar pela compra de um produto. Considerados ferramenta de fidelização de clientes, os cartões próprios estão presentes em quase todos os setores de venda varejista, como hipermercados, lojas de departamento, material para construção e farmácias. “Todo mundo tem na carteira um, dois ou três cartões de loja. É facilidade para a gente”, avalia o motorista.

Comum entre os brasileiros, em 2007, os cartões próprios das lojas – também chamados de private labels – movimentaram R$ 44 bilhões em todo o País. Foram 800 milhões de transações realizadas por 144 milhões de plásticos, quase um por habitante. O último levantamento da Abecs (Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) mostra que entre janeiro e abril deste ano, foram emitidos 8 milhões de unidades, totalizando 152 milhões de cartões com a marca de lojas.

O sucesso do cartão está nas facilidades oferecidas no momento da compra, como a pré-aprovação de crédito e a possibilidade de ter até 40 dias para o pagamento à vista e sem juros. A possibilidade de parcelar em maior número de vezes do que com o cartão de crédito ou cheque também estimula o consumo. “Sempre que compro um eletroeletrônico uso o cartão da loja, porque posso pagar em mais vezes sem juros”, comenta a aposentada Vilma Ribeiro, de 58 anos.

De olho neste nicho de mercado, a Coop lançou o cartão próprio em julho de 2006. Hoje, a empresa acumula 250 mil cartões em sua base de clientes. A gestora de cartões da Coop, Maria de Lourdes Basso Moreno, afirma que a medida também reduziu o número de operações com cheques, que, até então, representavam 40% dos pagamentos.

Em dois anos, os cartões já respondem por 14% de participação nas vendas e a utilização do cheque caiu para 25%. “Nossa meta é que as compras com nosso private label representem 20% das transações até o fim do ano”.

Na avaliação da gestora, a preferência por este meio de pagamento é resultado da conveniência do parcelamento. O hipermercado Carrefour dispõe de cartões próprios desde 1989 e já acumula 8,5 milhões de cartões emitidos. A meta é atingir a marca de 10 milhões em 2009.

Para administrar esse segmento, o grupo, um dos pioneiros na oferta do serviço, criou uma operadora própria. A missão da administradora é definir condições, prazos e demais serviços que serão oferecidos com os cartões.

Segundo o Carrefour, o mercado de private label tem como diferencial a possibilidade de atingir todas as classes sociais.

A perspectiva de fidelização também atraiu outros ramos do comércio varejistas. Entre eles, as lojas de material de construção como a Dicico. A empresa já emitiu mais de 150 mil cartões com a sua marca desde o lançamento do serviço há dois anos. Uma das vantagens oferecidas aos clientes é o parcelamento das compras em até 11 vezes sem juros.

Juros elevados – As muitas facilidades dos cartões, no entanto, muitas vezes escondem juros acima da média de mercado (veja o quadro com os juros cobrados pelas lojas).

Pesquisa mensal de juros da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) apurou que a taxa média de juros para pessoas físicas, em maio, ficou em 7,73% ao mês no cheque especial, 10,39% ao mês no cartão de crédito dos bancos e em 11,20% ao mês nos parcelamentos por financeiras.