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Consumidor prefere cartão emitido por banco, diz pesquisa
São Paulo, 27 de Agosto de 2008 – A satisfação dos brasileiros com os cartões de crédito é maior quando os plásticos são emitidos por um banco do que por uma loja, conhecidos como private label. Esta é uma das conclusões da pesquisa “Cartões Preferidos”, realizada pelo Instituto Medida Certa a pedido do Cardmonitor. O estudo, que será divulgado na íntegra no C4 – Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor -, a partir de hoje em São Paulo, avaliou itens como atendimento, programas de recompensa e aceitação.
O objetivo do estudo era medir qualitativamente a visão do consumidor em relação aos cartões de crédito, cujo crescimento anual está próximo de 20%. Em julho, existiam no mercado 261 milhões de plásticos que movimentaram R$ 22,9 bilhões. Além de avançar em unidades, o setor ganha importância como instrumento de crédito. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) mostram que, em junho, o saldo total de crédito feito com cartões atingiu R$ 58 bilhões, valor 42% superior aos R$ 40,7 bilhões apurados em igual período de 2007. Estes números incluem as três modalidades de uso: parcelado sem juro, com juro e o rotativo.
“É um setor que cresce forte, ganha penetração e nosso objetivo era conhecer a visão do consumidor em relação ao produto, seja ele emitido por um banco ou uma loja”, explica Ivan Daibert, diretor-presidente do Medida Certa. A pesquisa foi realizada em 10 regiões metropolitanas, com 2.127 entrevistas. “Quando ponderamos os dados, o universo pesquisado representa 31% da população e 36% do PIB.”
Dos entrevistados, 32% tinha um cartão no bolso, 33% dois e 35% possuía três ou mais plásticos. Dos 4,5 mil cartões avaliados, 59% haviam sido emitidos por bancos e 41% por lojas. “Nós encontramos mais cartões de crédito emitidos por bancos porque, muitas vezes, o consumidor aceita um private label para se aproveitar de uma promoção e depois não volta a usá-lo, ficando assim fora da pesquisa”, afirma Daibert. Só cartões utilizados há menos de três meses eram aceitos.
No item avaliação geral, os usuários deram nota 8,2 para os cartões emitidos por bancos e 7,7 para os privates labels. “Além da nota geral, foram avaliados itens específicos e, na maioria deles, os private labels tiveram uma avaliação pior”, explica o diretor-presidente do Medida Certa. No item aceitação, por exemplo, 91% dos entrevistados se disseram satisfeitos com os cartões emitidos por bancos e apenas 74% fizeram a mesma avaliação quando o plástico havia sido emitido por uma loja. “O consumidor hoje dá muita importância ao fato de o cartão ser aceito em outros estabelecimento”, diz Daibert.
No item incentivo – programas de recompensa como milhagens, descontos, prêmios -, 37% se disseram satisfeitos com os private labels contra 53% de satisfação com os cartões de crédito de banco. “Existe uma tendência, que ganha força, de os consumidores buscarem cartões avaliando o programa de recompensa, o que não existia antes. Este item já ocupou a 10ª posição em termos de importância para o consumidor, mas hoje é o 5º e deve subir.”
Os private label só bateram os plásticos emitidos por bancos no item taxa de juros. Neste caso, 29% se disseram satisfeitos com as taxas dos cartões de crédito de bancos e 46% se declararam insatisfeitos. No private label, estes percentuais são, respectivamente de 30% e 41%. Os cartões de loja mais presentes na pesquisa foram os da C&A, Wall-Mart, que inclui também os do Sams-Club, da Rede Bom Preço e da HiperCard.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados – Pág. 3)(Jiane Carvalho)

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