Posted by : Marcelo Barros in (Notícias)

Lojistas criam opções para reduzir os custos com o cartão de crédito

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No primeiro semestre do ano, o volume de cartões de crédito bateu recorde e chegou a 100 milhões em circulação. O movimento chegou a R$ 176 bilhões e o ano deve terminar com um acréscimo de 24%.

No maior comércio popular do País, a Rua 25 de Março, centro de São Paulo, um cartão personalizado começa a engrossar as vendas da região. Ali, comerciantes da União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências (Univinco) lançaram um produto com taxas diferenciadas.”Oferecemos um cartão que pode ser adaptado ao negócio de comerciantes com faturamentos menores, que normalmente não interessam às grandes bandeiras”, disse Kleber Oliveira, gerente de marketing da Validata, administradora do cartão.

Lançado em setembro do ano passado, o Cartão 25 de Março já contabiliza 200 mil usuários e é oferecido por 300 lojistas. Conforme estimativa da administradora, existe potencial para pelo menos 1 milhão de cartões, 25% deles para pessoas jurídicas. Segundo o diretor executivo da Validata, Márcio Salomão, vantagens não faltam. “O cartão não cobra anuidade. Sua taxa de crédito rotativo é menor (6%) que a do mercado. Além disso, não exige comprovante de renda do cliente”, enumera.

Do outro lado do balcão, os comerciantes também registram benefícios. Daniel Ouakil, dono da Katmandu, loja de artigos asiáticos, conta que o aluguel da máquina POS (Point of Sale) para uso do cartão começou a ser cobrado somente seis meses após a introdução do equipamento no estabelecimento. “Agora o aluguel mensal é de R$ 15, bem inferior ao das outras bandeiras tradicionais, cerca de R$ 80.” A VisaNet informou que a locação varia de R$ 39 a R$ 135, dependendo da tecnologia utilizada. A taxa de administração é outro chamariz. “Pagamos 2,5%, enquanto as demais chegam a cobrar mais que o dobro”, diz Ouakil.

Outra loja que aderiu ao cartão foi o Rei do Armarinho. “Recebemos clientes que convivem com uma falta grande de capital de giro e nem sempre têm acesso aos cartões”, diz Pierre Sarruf, diretor do estabelecimento. “Ao ter crédito, eles passam a comprar um volume maior “, conta. Sem revelar o faturamento, o diretor do Rei do Armarinho afirma que o cartão aumentou os gastos dos clientes. “Quem gastava R$ 1 mil em uma compra passou para R$ 1.350″, calcula.

Há dois anos, empresários de uma cidade no sul de Minas Gerais também descobriram uma forma de alavancar os negócios locais com economia. Por meio da Cooperativa de Crédito de Monte Sião (Credmalhas), eles criaram um cartão exclusivo da região, administrado pela Harmonia Cards, nascida também da comunidade local e conveniada à Credmalhas.

O produto é restrito às compras dos cooperados e dos funcionários das malharias filiadas. Mas um pedido ao Banco Central para transformar o grupo em uma cooperativa de livre admissão poderá abrir oportunidades para outros segmentos. Para Marcos de Andrade, gerente da Cremalhas, o desempenho do produto, com 3 mil cartões emitidos, ocorreu graças a alguns diferenciais: seu custo chega a ser 70% menor que o cobrado pelas bandeiras dominantes. Não há anuidade. A taxa administrativa (3%) é menor que a dos concorrenteso e a dívida pode ser refinanciada. Caso o usuário não possa pagar a fatura, a Cooperativa faz empréstimos com juros de, no máximo, 2,5% a 3% ao mês. O empresário paga por mês R$ 35 pela máquina. Em 2007, o cartão movimentou R$ 4,5 milhões.

Usado nas lojas conveniadas, o Credmalhas Shop também chegam a outros comerciantes, mesmo não-filiados, caso do Supermercado Shimoda. “O cartão contribuiu para reduzir a inadimplência,”, comemora o proprietário do estabelecimento, Issao Shimoda. A falta de pagamento caiu de 3% para quase 1%.

No Rio de Janeiro, o dono da Bibi Sucos, rede de dez lojas, Sérgio Couto, usa desde 2006 o serviço de mobile payment da operadora Oi, o OiPaggo, que dispensa o dinheiro vivo ou o uso de cartão de crédito. Segundo ele, o uso do serviço ainda carece de uma adesão maior dos clientes, mas é prático e simples. “A transação é efetuada por meio de mensagem SMS”, explica. O pagamento vale até para o delivery.

O pagamento é feito entre o celular do cliente e o aparelho do estabelecimento, que possui um chip diferenciado. A cada venda, a Oi fica com 2,99% de comissão. Ainda não há programa de juros. Além disso, não é preciso pagar pelo aluguel de uma máquina nem pelo SMS das transações. Basta ser assinante da Oi, ter o chip Lojista e ser credenciado na Paggo.

O cliente paga R$ 2,50 por mês quando utiliza o serviço. O crédito é avaliado quando o usuário liga e faz o cadastro. A fatura é separada da conta do Oi. Mais de 1,3 milhão de clientes estão cadastrados no serviço, aceito em mais de 45 mil estabelecimentos em 14 Estados. São Paulo ainda não integra a lista.

Para ajudar empresários a reduzir os custos com cartões de crédito, o senador Adelmir Santana (DEM-DF) apresentou propostas para a regulamentação do setor. O Projeto de Lei 213/2007, já aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), propõe a fixação de preços diferenciados na venda de bens ou na prestação de serviços à vista, em dinheiro ou cheque, em relação ao valor pago via cartão de crédito.

“Nossa intenção é diminuir o custo final dos produtos e serviços ao consumidor, que hoje paga mais caro porque arca, sem saber, com as despesas do empresário junto às operadoras de cartões de crédito”, explica.

Já o Projeto de Lei 213/2007, que trata do compartilhamento das máquinas POS como forma de reduzir os custos dos comerciantes e lojistas, tem como principal justificativa as abusivas taxas, principalmente quando comparadas com outros países no mundo. “São 70% superiores às praticadas nos Estados Unidos e em alguns países europeus. Por que obrigar os empresários a locar máquinas diferentes?”, questiona. O projeto tramita no Senado.

As informações são do O Estado de S. Paulo/Sua Empresa

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Seguradoras lançam cartões de crédito para fidelizar clientes

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SÃO PAULO - Na intenção de fidelizar seus clientes, várias seguradoras estão trabalhando com cartões de crédito bandeirado, os chamados cartões híbridos. De forma geral, o cliente que possui tal cartão pode usufruir de diversas vantagens por meio do acúmulo de pontos.
A seguradora do Unibanco, Unibanco AIG, foi uma das primeiras a investir no mercado de cartões. De acordo com a assessoria de imprensa da entidade, o cartão de crédito Unibanco Aig está no mercado há mais de 15 anos e foi relançado em 2005.
A cada compra com o plástico, 2% do valor gasto são convertidos em pontos que serão acumulados pelo cliente e convertidos em descontos ou até levar à isenção de pagamento de prêmio em novos seguros da companhia.
Para ter acesso ao benefício, o segurado deve pagar o seguro com o cartão da seguradora e não precisa ser correntista do banco. Além disso, os clientes são isentos de anuidade e têm até 70 dias para pagar suas despesas em postos de gasolina sem custo adicional.
Outras empresas
A Porto Seguro foi outra companhia que investiu no cartão bandeirado. Em dezembro de 2007, a empresa lançou o Porto Seguro Visa, que oferece aos consumidores serviços exclusivos, por meio de uma Central de Conveniência, e resgate de pontos em diversos tipos de benefícios, como troca por milhas aéreas, produtos eletrônicos e descontos no seguro.
O cliente ganha pontos no cartão tanto via gastos quanto pelo tempo de relacionamento com a seguradora. O cartão é emitido e gerenciado pela própria financeira da Cooperação e tem por objetivo fidelizar e facilitar a vida dos clientes, conforme explica o diretor financeiro da Porto Seguro, Marcelo Picanço:
“O nosso objetivo é fidelizar o cliente e proporcionar novas oportunidades para que ele utilize nossos serviços e conheça ainda mais o nosso atendimento, visto que se trata de um cartão 100% Porto Seguro”, explica.
A Mapfre, grupo segurador espanhol, também possui um cartão de crédito com bandeiras Visa e Mastercard, que oferece a isenção permanente de anuidade para clientes classic e programa de pontos onde as compras se revertem em descontos no seguro.
Fonte: InfoMoney

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Proposta proíbe saque com cartão de crédito corporativo

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A Câmara analisa o Projeto de Lei Complementar (PLP) 381/08, do Senado, que proíbe o saque em espécie com cartão de crédito corporativo da administração pública. Somente em casos excepcionais previamente definidos o saque será permitido, e o valor não poderá ser superior a 30% do limite do cartão. O projeto foi apresentado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos.

De acordo com a proposta, o cartão será usado exclusivamente pelo portador, para a contratação de bens e serviços enquadrados como suprimento de fundos. Apesar de o dirigente máximo do órgão ou entidade do setor público ser um dos responsáveis pela emissão dos cartões, a titularidade só poderá ser concedida a um servidor de cargo efetivo ou em comissão. Assim, o próprio dirigente máximo não poderá possuir um cartão corporativo.

Extratos na internet
O projeto determina que os extratos das despesas realizadas com os cartões sejam divulgados mensalmente pela internet. Entretanto, quando a despesa da Presidência da República exigir sigilo para segurança do Estado, a divulgação será feita em valores agregados até o término do mandado presidencial. Um ano depois, a despesa deverá ser divulgada.

Ainda de acordo com o projeto, os tribunais de Contas da União, dos estados e dos municípios terão que fiscalizar a emissão e o uso dos cartões.

Tramitação
O projeto tramita em regime de prioridade e será examinado pelo Plenário.

Íntegra da proposta:
- PLP-381/2008

Fonte: Agência Câmara

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Caixa lançará cartão para substituir fiador no aluguel

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Mariana Sallowicz - Do Diário de São Paulo

SÃO PAULO - Os cerca de 6,5 milhões de brasileiros que moram de aluguel no país vão ganhar mais uma opção na hora de locar um imóvel. A Caixa Econômica Federal finalizou o projeto do Cartão Aluguel, que virá para substituir o fiador, cheque-caução ou seguro-fiança.

O locatário que optar por ele, receberá um cartão de crédito para pagar o aluguel todos os meses. Se atrasar, o banco acerta, mas depois cobra, com juros. O proprietário nem fica sabendo do problema.

- O produto está montado. Agora, esperamos a área de tecnologia de informação fazer algumas alterações no sistema para começar - afirma o vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda.

Por conta desses ajustes, a data de lançamento não está totalmente fechada. A Caixa está substituindo a tecnologia dos cartões de crédito, que passarão a funcionar com chip eletrônico. Assim que finalizar a mudança, lançará o Cartão Aluguel.

Muitos inquilinos encontram dificuldade na hora de assinar o contrato por não terem um fiador. Uma outra opção, o seguro-fiança, também é inviável financeiramente para alguns, já que chega a custar uma vez e meia o valor do aluguel.

O locatário terá que desembolsar uma taxa de anuidade. Ele fará o acerto direto com o banco, que enviará uma fatura mensalmente, assim como ocorre com o cartão de crédito.

As taxas de juros, no caso de atraso, devem ser semelhantes às cobradas pelos cartões de crédito, de cerca de 10% ao mês. A instituição financeira vai analisar a capacidade de pagamento do locatário, antes de conceder o crédito.

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Bahia lidera expansão nos gastos com cartão de crédito

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Alan Amaral

O chamado “dinheiro de plástico” está cada vez mais familiar ao consumidor baiano. Na Bahia, os pagamentos efetuados com cartões de crédito alcançaram em julho a marca de R$1,23 bilhão _ movimentação 34,7% superior à verificada no mesmo período do ano passado (R$918 milhões) e a maior expansão entre todos os estados no país. A taxa local ficou também acima da média de crescimento do mercado nacional (23,5%) e no Nordeste (27,5%). O resultado, que integra uma pesquisa desenvolvida pela Itaucard, coloca o estado como líder na região e quarto no Brasil tanto em faturamento e em operações realizadas quanto no número de cartões emitidos.

O fluxo de transações, por exemplo, através desse meio eletrônico, cresceu 30,3% no estado, atingindo 17,5 milhões de operações durante o mês avaliado, com um valor médio de compra de R$70,50. O estudo revelou também que já existem 7,6 milhões de cartões em circulação no território baiano, quantidade 15,2% acima da registrada em julho de 2007 (6,6 milhões).

A preferência por esse instrumento já é comprovada pelos varejistas em Salvador. Segundo o presidente do Sindicato dos Lojistas da Bahia (Sindilojas), Paulo Motta, mais de 60% das vendas efetuadas no comércio da capital são realizadas por meio eletrônico. “O cartão continua sendo uma importante ferramenta para o varejista, mesmo com o alto custo presente na taxa de administração. É um instrumento que traz para o comerciante a segurança de que ele terá a liquidez daquela compra efetuada em sua loja. Além disso, está cada vez mais acessível ao consumidor ter um cartão de crédito, principalmente junto à população de baixa renda”, argumenta.

Quanto ao perfil do usuário brasileiro, segundo informações da Itaucard, as mulheres estão entre os grupos que mais planejam o consumo com o cartão, com 56% das suas compras pagas em parcelas sem juros, em tíquetes médios de R$213. Já quando o assunto é acesso ao crédito, os jovens de 18 a 29 anos se destacam, com 51,7% de compras parceladas e valor de R$199. Apesar de apresentarem tíquetes mais altos, em torno de R$272, os homens parcelam menos, com 46% de suas aquisições realizadas a prazo.

De acordo com o estudo, o volume de pagamentos através dessa ferramenta alcançou, no primeiro semestre do ano, o índice de 12,9% do consumo das famílias no país. Ainda conforme a pesquisa, nos últimos cinco anos, o setor observou um desenvolvimento contínuo, que alcançará 120% de crescimento ao final de 2008. Somente neste mês de julho, são mais de 101 milhões de cartões em circulação no país, responsáveis por 235 milhões de transações no período. Já em termos de faturamento, a indústria nacional chega a R$120,7 bilhões no acumulado do ano.

Fonte: Correio da Bahia