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Cartão Visa vira ticket de cinema

Max Alberto Gonzales, da INFO

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Cartões de lojas movimentam R$ 44 bilhões

Cristiane Bomfim
Do Diário do Grande ABC

“Você tem o cartão da loja?” Essa é a pergunta que o motorista José Geraldo dos Santos, 40 anos, ouve toda vez que vai pagar pela compra de um produto. Considerados ferramenta de fidelização de clientes, os cartões próprios estão presentes em quase todos os setores de venda varejista, como hipermercados, lojas de departamento, material para construção e farmácias. “Todo mundo tem na carteira um, dois ou três cartões de loja. É facilidade para a gente”, avalia o motorista.

Comum entre os brasileiros, em 2007, os cartões próprios das lojas - também chamados de private labels - movimentaram R$ 44 bilhões em todo o País. Foram 800 milhões de transações realizadas por 144 milhões de plásticos, quase um por habitante. O último levantamento da Abecs (Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) mostra que entre janeiro e abril deste ano, foram emitidos 8 milhões de unidades, totalizando 152 milhões de cartões com a marca de lojas.

O sucesso do cartão está nas facilidades oferecidas no momento da compra, como a pré-aprovação de crédito e a possibilidade de ter até 40 dias para o pagamento à vista e sem juros. A possibilidade de parcelar em maior número de vezes do que com o cartão de crédito ou cheque também estimula o consumo. “Sempre que compro um eletroeletrônico uso o cartão da loja, porque posso pagar em mais vezes sem juros”, comenta a aposentada Vilma Ribeiro, de 58 anos.

De olho neste nicho de mercado, a Coop lançou o cartão próprio em julho de 2006. Hoje, a empresa acumula 250 mil cartões em sua base de clientes. A gestora de cartões da Coop, Maria de Lourdes Basso Moreno, afirma que a medida também reduziu o número de operações com cheques, que, até então, representavam 40% dos pagamentos.

Em dois anos, os cartões já respondem por 14% de participação nas vendas e a utilização do cheque caiu para 25%. “Nossa meta é que as compras com nosso private label representem 20% das transações até o fim do ano”.

Na avaliação da gestora, a preferência por este meio de pagamento é resultado da conveniência do parcelamento. O hipermercado Carrefour dispõe de cartões próprios desde 1989 e já acumula 8,5 milhões de cartões emitidos. A meta é atingir a marca de 10 milhões em 2009.

Para administrar esse segmento, o grupo, um dos pioneiros na oferta do serviço, criou uma operadora própria. A missão da administradora é definir condições, prazos e demais serviços que serão oferecidos com os cartões.

Segundo o Carrefour, o mercado de private label tem como diferencial a possibilidade de atingir todas as classes sociais.

A perspectiva de fidelização também atraiu outros ramos do comércio varejistas. Entre eles, as lojas de material de construção como a Dicico. A empresa já emitiu mais de 150 mil cartões com a sua marca desde o lançamento do serviço há dois anos. Uma das vantagens oferecidas aos clientes é o parcelamento das compras em até 11 vezes sem juros.

Juros elevados - As muitas facilidades dos cartões, no entanto, muitas vezes escondem juros acima da média de mercado (veja o quadro com os juros cobrados pelas lojas).

Pesquisa mensal de juros da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) apurou que a taxa média de juros para pessoas físicas, em maio, ficou em 7,73% ao mês no cheque especial, 10,39% ao mês no cartão de crédito dos bancos e em 11,20% ao mês nos parcelamentos por financeiras.

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MasterCard realiza estudo sobre o mercado de baixa renda nas principais capitais da América Latina

São Paulo – A MasterCard Worldwide acaba de divulgar os resultados do estudo “Mercado de Crédito Popular nas Sete Principais Cidades da América Latina”, realizado em conjunto com a Universidade de Loughborough, do Reino Unido, que analisa o acesso ao crédito e os hábitos de consumo do segmento de baixa renda em Bogotá, Buenos Aires, Caracas, Cidade do México, São Paulo, Rio de Janeiro e Santiago.

A pesquisa foi conduzida pelos acadêmicos Peter Taylor, Ed Brown e Jon Cloke e teve como principais objetivos avaliar o crescimento da taxa de urbanização nessas cidades e sua correlação com aumento da população de baixa renda e o avanço dos serviços financeiros focados nesse público. Além de estimar o poder de compra deste segmento e as mudanças em seus hábitos de consumo.

“Vivemos um momento histórico interessante na América Latina. A maior estabilidade econômica e política que essa região vem experimentando aumentou o poder de compra das classes D e E, colocando-as em uma posição de destaque na economia desses países”, afirma Jon Cloke.

Uma das principais conclusões do estudo patrocinado pela MasterCard é que o acesso do segmento de baixa renda ao crédito e a outros tipos de serviços financeiros é vital, não apenas como facilitador da compra de bens de consumo, mas principalmente para a viabilidade econômica dessas regiões.

“Com este estudo, temos uma visão mais clara de como o acesso ao crédito no segmento de baixa renda é fundamental para incentivar o crescimento da economia nos países em desenvolvimento, seja por meio do crédito pessoal ou do crédito corporativo, este úlitmo focado principalmente nas pequenas e médias empresas”, afirma Max Chion, vice-presidente sênior de Produtos da MasterCard para a América Latina e Caribe.

“Com os dados que levantamos nesse estudo, entendemos que a melhoria do acesso da baixa renda aos serviços financeiros é indispensável para reduzir a pobreza nestas localidades”, explica Cloke.

O contraste entre as várias cidades também é retratado pelo estudo. Um exemplo disso são os baixos níveis de bancarização em capitais como a Cidade do México, onde apenas 50% da população tem acesso a serviços financeiros básicos e, em 74% das cidades onde está concentrada 22% da população, não existem agências bancárias.

Já no Brasil, a realidade é bem diferente: por aqui, o que se vê é um crescimento contínuo da oferta de cartões de crédito, que passaram de 35 milhões em 2001 para 93 milhões em 2007, um aumento de 165%. “Este crescimento se deve à estabilidade econômica que o país vive desde a década de 90, com a chegada do Real e o controle da inflação”, explica Jon Cloke.

Os principais destaques da pesquisa em cada uma das cidades estudadas.: Rio de Janeiro: 1,7 mil pessoas no Rio são empregadas por 870 mil micro e pequenas empresas. | . Entre o lançamento do Plano Real, em 1994, até 2002, houve um rápido crescimento do poder de compra da população de baixa renda. A partir de 2007, porém, despesas domésticas e com alimentos ainda representavam 32% da média dos gastos no Rio | . O Brasil experimentou um aumento maciço na disponibilidade de cartões de crédito nos últimos anos, aumentando de 35,4 milhões em 2001 (1 cartão para cada 4,9 habitantes), para 93 milhões em 2007 (1 cartão para cada 2 habitantes), um aumento de 165%. | . No Rio de Janeiro, 45% das micro, pequenas e médias empresas não têm conta corrente, e 21% não fazem qualquer transação financeira utilizando o sistema bancário formal. | . O número de pessoas que vivem nos morros do Rio de Janeiro está crescendo a uma taxa anual de cerca de 7,5%, em contrapartida ao crescimento da população urbana da cidade, que apresenta uma taxa de crescimento de apenas 2,5% ao ano.

São Paulo.: São Paulo está passando por uma migração da população das áreas centrais para a periferia. Desde 1990, o número de pessoas que vivem na periferia aumentou de 19% para 30% em 2000 | . A partir de 2007, despesas domésticas e com alimentos continuam a representar 30% da média de gastos domésticos em São Paulo | . 3,4 mil pessoas estão empregadas por mais de 2,6 milhões micro e pequenas empresas | . O acesso ao micro-crédito vem crescendo, apesar de ainda ser baixo. Em 2007, apenas 6% dos pequenos e médios negócios usaram o micro-financiamentos. Além disso, 49% deste tipo de empresas não têm conta-corrente e 11% não fazem transações financeiras usando as vias formais.

Bogotá.: Em 2020, Bogotá será a 26ª cidade mais populosa do mundo | . Após o Chile e o Brasil, a Colômbia é o país que concede mais crédito ao setor privado na América Latina | . Em termos de utilização dos serviços bancários, só 29,2% da população colombiana tem acesso a pelo menos um produto financeiro (conta corrente, conta poupança, cartão de crédito ou débito etc.) | . O uso de serviços bancários foi incrementado nos últimos anos, devido a um aumento da confiança dos consumidores do país em seu sistema bancário | . A utilização de cartões de crédito também cresceu, especialmente no segmento baixa renda.

Buenos Aires.: Depois do Serviço Público, as pequenas e médias empresas e aquelas do segmento informal são as principais fontes de emprego na Argentina | . A penetração de micro-créditos na Argentina é muito baixa | . Apesar de ser um país com uma elevada carga fiscal, como o Chile e o Brasil, a Argentina sofreu uma redução no uso de serviços bancários, alcançando níveis comparáveis aos de países economicamente subdesenvolvidos | . A economia informal é vital para a sobrevivência do segmento de baixa renda da população na Argentina | . A maioria dos segmentos mais baixos da população não têm acesso a serviços financeiros.

Caracas.: A Venezuela possui um dos mais altos níveis de urbanização do mundo, com 90% da população vivendo em zonas urbanas ou áreas metropolitanas | . Devido às riquezas geradas pelo petróleo e à liderança de Caracas entre as cidades da Venezuela, os empregos para a população são distribuídos de maneira desigual com um setor de serviços financeiros crescente e moderno de um lado e a rápida expansão do setor informal com salários baixos do outro | . A população da grande Caracas está entre as mais pobres em comparação com as demais cidades do estudo: 87% da população têm condições de custear somente a cesta básica alimentar | . Em geral, o uso de cartões de crédito é muito baixo. Além da falta de produtos financeiros adequados para atender a demanda da população, o país também não tem sistema de liquidação interbancária em nível nacional.

Cidade do México.: O estudo prevê que a Cidade do México perderá a 2ª posição no ranking mundial de cidade mais populosa do mundo em 2020, tornando-se a 5ª mais populosa. Além disso, o México está experimentando um crescimento nas populações que vivem em zonas periféricas e rurais | . Em 2003, 75% da população do México com mais de 18 anos de idade não tinha acesso a serviços financeiros básicos. Em 2005, este percentual caiu para 50% | . Em 74% das cidades mexicanas, onde estão concentradas 22% da população total do país, não existem agências bancárias | . Estimativas de 2002 revelam que apenas 48% da população tinha utilizado um serviço financeiro e apenas 15,2% tinha uma conta corrente | . O mercado de baixa renda mexicano é composto atualmente entre 12 e 40 milhões de pessoas, dependendo de como são classificadas as classes D e E.

Santiago.: O nível de negócios de crédito no Chile é o maior da América Latina (em comparação com o PIB do país), alcançando números nos mesmos níveis de países desenvolvidos. Na última década, o acesso ao crédito por micro, pequenas e médias empresas teve um forte crescimento | .O mercado de baixa renda deverá crescer a uma taxa anual de 1% até 2020. A utilização do crédito por este segmento no Chile é semelhante à Europa e aos Estados Unidos, sendo mais diversificada do que apenas como ferramenta de compra | . Cartões de crédito e de débito são utilizados por todos os segmentos populacionais no Chile. No entanto, os cartões de crédito estão concentrados no segmento de alta renda. Em 2005, o número de cartões de crédito e débito totalizaram 3,8 milhões e 5,6 milhões respectivamente. O número de cartões de varejo (marca própria) ultrapassou os cartões de crédito, incluindo número de transações e valor total negociado. O segmento de varejo representa 15% do mercado de crédito.

Os pesquisadores: Professor Peter Taylor, expert em cidades globais | Dr. Ed Brown, expert em América Latina | Dr. Jon Cloke; possui doutorado focado em micro-crédito.

O time de pesquisadores lidera a Rede de Pesquisas sobre Globalização e Cidades Mundiais (Globalization and World Cities Research Network, GaWC), que é baseada no Departamento de Geografia da Universidade de Loughborough, no Reino Unido. Os pesquisadores também são membros do Painel MasterCard do Conhecimento, que reúne especialistas em economia, desenvolvimento urbano e ciências sociais ao redor do mundo.

Perfil da MasterCard Worldwide - A MasterCard Worldwide promove o comércio global ao fornecer um elo econômico essencial entre instituições financeiras, empresas, portadores de cartões e comerciantes em todo o mundo. No papel de franqueadora, processadora e consultora, a MasterCard desenvolve e comercializa soluções de pagamento, processando mais de 18 bilhões de pagamentos a cada ano, e tomando a vanguarda na indústria de serviços de análise e consultoria para comerciantes e instituições financeiras.A MasterCard atende consumidores e empresas em mais de 210 países e territórios através de sua família de marcas, incluindo MasterCard®, Maestro® e Cirrus®. || www.mastercard.com.

Fonte: Portal Fator Brasil

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Visa lança cartão de crédito com leitura sem contato no Brasil

da Folha Online

A Visa, em parceria com o Bradesco e a Visanet, lançou oficialmente nesta terça-feira um novo cartão de crédito com leitura sem contato (contactless). A tecnologia é semelhante à utilizada, por exemplo, nos sistemas de transportes de algumas cidades como São Paulo e Curitiba.

A novidade fica no fato do cliente que utiliza esse cartão não precisar mais digitar senha nem inserir o cartão no aparelho usado no pagamento. Bastará deixá-lo próximo ao leitor para que o pagamento seja efetuado. A tecnologia já é utilizada em 12 países, incluindo Estados Unidos, Inglaterra, Coréia do Sul e Taiwan.

O projeto piloto do novo cartão –chamado de Visa payWave– durará seis meses, com o uso do cartão por 3 mil clientes do Bradesco ou funcionários do Bradesco, da Visa e da Visanet nas lojas da rede de cafeterias Starbucks.

Durante esse período, o limite de compras com o novo cartão será de R$ 100. “Quando acaba esse limite, basta ao cliente fazer uma compra da forma normal para reativá-lo”, disse Marcelo Noronha, diretor geral da Bradesco Cartões.

A principal função do cartão será agilizar o atendimento. “O tempo médio de fila pode cair em até 23%”, disse Noronha. “Já para o estabelecimento, isso significa poder atender mais clientes e dar a sensação de qualidade no atendimento.”

O ganho de tempo fica no processo de comunicação entre o POS (aparelho que faz a transação) e o sistema do banco. “Esse processo é reduzido para apenas um segundo”, disse Eduardo Chedid, vice-presidente de produtos da Visa no Brasil.

Noronha informou ainda que o payWave é um instrumento que ajudará a ampliar o uso do cartão de crédito para compras de valor menor, considerado por ele um dos nichos de mercado pouco explorados pelo setor.

Depois da fase de testes, a Visanet planeja a expansão do uso do payWave para outros estabelecimentos, enquanto que a Visa revisará o valor limite para as compras e analisará a possibilidade de ampliar a tecnologia para outros plásticos, como cartões de débito.

O critério para a expansão da rede de estabelecimentos que aceitará o payWave seguirá métodos ativos e passivos, segundo o diretor executivo de produtos da Visanet, Wanderley Barreto Junior. O ativo será a busca direta a estabelecimentos cujo ticket médio seja baixo, enquanto que o passivo será através do contato feito pelos estabelecimentos interessados na novidade.

Barreto informou que a taxa cobrada dos estabelecimentos pelo pagamento via cartão não será elevada para aqueles que aderirem à nova tecnologia. Atualmente cobra-se até 3,9% do valor total da compra, sendo que a média fica entre 2,6% e 2,7%. “O único gasto será na aquisição do periférico [leitor do payWave]“, disse.

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Taxa de juros rotativos do cartão chega a 11% ao mês

SÃO PAULO, 3 de junho de 2008 - Os empréstimos direcionados para pessoas físicas indicaram taxa mensal de 8,60% no cheque especial, enquanto o juro médio das operações para empréstimo pessoal ficou em 5,60% ao mês. No cartão de crédito (nacional) com juros rotativos, a taxa oscila de 2,95% a 11% ao mês, enquanto a dos juros parcelados ficou em 5,55% ao mês, revela a sondagem realizada pela InvestNews.

A linha de crédito oferecida para empresas, nas modalidades como vendor e compror, apresentou taxa anual de 36,59%, a 58,72% ao ano. Já no capital de giro, a taxa anual ficou entre 36,48% e 57,65%. O hot money finalizou com taxa mensal entre 3,30% e 5,61%. No desconto de duplicata e de cheque, as taxas ficaram entre 2,29% e 3,60% ao mês e, nas operações com conta garantida, o custo variou de 3,39% a 5,05% ao mês.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)