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Gastos com cartão de crédito crescem 19,3% na Bahia

Jorge Velloso

A cada dia que passa os baianos utilizam mais o cartão de crédito. Isso é o que indica a pesquisa “Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento” – desenvolvida mensalmente pela Itaúcard. O estudo revela que só no estado, aproximadamente R$1,1 bilhão serão u-sados em compras com o di-nheiro de plástico em maio, o que representa um crescimento de 19,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Atualmente, mais de 7,5 milhões de cartões de crédito circulam na Bahia – um incremento de 7,5% se comparado a 12 meses atrás.

Na escala nacional, o estado detém o quarto lugar em relação às transações e faturamento com cartão, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que lideram o ranking, exatamente nesta ordem. Em maio, os cartões de crédito devem atingir o segundo maior faturamento da história, com R$241 milhões de transações a um tíquete médio de R$76,2 por compra, segundo a pesquisa – que mostra ainda uma previsão de 98,6 milhões de cartões de crédito no fim deste mês.

Para o diretor de marketing de cartões do Itaú, Fernando Chacon, o aumento do uso está ligado às facilidades oferecidas, como o parcelamento sem juros. “Sem falar da aceitação cada vez maior dessa forma de pagamento pelos estabelecimentos e à crescente interiorização do uso pelo Brasil”, avalia. De acordo com Chacon, 66% das pessoas que utilizam esse di-nheiro de plástico pertencem às classes C e D.

Alerta - Maria Bomfim, advogada da Associação de Defesa dos Consumidores da Bahia (Aceba), vê o uso do cartão de crédito como uma ação maléfica ao planejamento mensal do indivíduo. Ela considera preocupante o aumento no uso dessa ferramenta, principalmente por consumidores de baixa renda. “Muita gente se deslumbra por um produto, compra no crédito e no fim do mês não tem como pagar e acaba tendo que custear juros altíssimos. Essa ação acaba se tornando uma bola de neve que nunca terá fim”, discursa a advogada.

Para Bomfim, o cartão só é uma maneira de as instituições financeiras crescerem ainda mais rápido. “Aceitam novos clientes sem consultarem SPC ou Serasa e o pior: cobram juros de até 14% ao mês, desrespeitando a le-gislação que determina apenas 1% ao mês de multa e 12% ao ano. O consumidor que se sentir lesado por cobranças abusivas deve procurar a Justiça”, alerta.

Correio da Bahia

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Dia dos namorados: comprar com cartão de crédito pode ser um mau negócio

O Dia dos Namorados está chegando. Faltam apenas 15 dias para a data festiva do dia 12 de junho. Junto com a terceira data comercial mais importante do ano, o comércio prevê aumentar o movimento em até 12%. E para quem quer presentear com cartão de crédito, é importante fazer um orçamento antes.

Para o economista Roberto Monteiro, o principal problema do cartão de crédito é que as pessoas “têm a falsa impressão de que o valor do limite do cartão é um dinheiro a mais no orçamento familiar, o que não é verdade. Quem compra sem fazer orçamento pode correr o risco de pagar uma taxa de juros que pode chegar a 12% ao mês … as pessoas compram e se esquecem que tem que pagar depois”.

Dessa forma, Monteiro dá uma dica: “sempre coloque no papel tudo que você vai gastar e verifique se o orçamento mensal vai ser suficiente. Tudo para não entrar nos juros do crédito rotativo”.

Por: Rodrigo Santos, Correio do Estado

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Como ganhar dinheiro do Governo de São Paulo - Nota Fiscal com CPF

nota fiscal com cpf
Agora em São Paulo é assim: 30% do ICMS recolhido pelo estabelecimento comercial será devolvido ao consumidor. Isso vai reduzir, de fato, a carga tributária individual dos cidadãos. O Governo do Estado de São Paulo instituiu a lei que criou o Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal.

O projeto da Nota Fiscal Paulista devolve dinheiro para os consumidores. Ele é um incentivo para que os cidadãos que adquirem mercadorias exijam do estabelecimento comercial o documento fiscal. Os consumidores identificados pelo CPF ou CNPJ no momento da compra vão receber créditos e ainda vão se habilitar a concorrer a prêmios. O objetivo é incentivar nos cidadãos o hábito de exigir a nota ou o cupom fiscal

Perguntas Frequentes:

. Quais são os documentos fiscais que poderão gerar créditos?
Poderão gerar créditos operações de venda a consumidor final (varejo), acobertadas por Nota Fiscal de Venda a Consumidor (Modelo 2), Cupom Fiscal, Nota Fiscal Online e Nota Fiscal Modelo 1.

É necessário me cadastrar no projeto? (consumidor)
Não é necessário se cadastrar no programa para gerar créditos. Basta informar o seu CPF ou CNPJ no ato da compra.

Se o consumidor adquirir mercadoria em outro estado tem direito à crédito?
Não. O direito a crédito somente está previsto para aquisições ocorridas em estabelecimentos situados no Estado de São Paulo.

Tenho CPF, mas não tenho carro, cartão de crédito, nem conta em banco. Como faço para receber o crédito?
O crédito poderá, dentro de 5 anos, ser transferido a outra pessoa física ou jurídica a critério do consumidor.

O que acontece se não informo meu CPF na hora da compra?
Se não for informado o CPF no momento da compra, o consumidor não terá direito ao crédito.

O consumidor saberá o valor do crédito no momento da compra da mercadoria?
Não. O cálculo de créditos é efetuado sobre o valor recolhido pelos estabelecimentos comerciais, o que é feito por período e não no momento de cada operação. Dessa forma, levará algumas semanas para o valor do crédito ser calculado e disponibilizado para consulta.

Qual é o prazo para utilização do crédito?
Prazo de 5 anos, contado da data em que tiver sido disponibilizado pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

Quais são as formas de utilização do crédito?
O crédito poderá ser utilizado para:

  • Reduzir o valor do débito do IPVA do exercício seguinte;
  • Transferir os créditos para outra pessoa natural ou jurídica;
  • Solicitar depósito dos créditos em conta corrente ou poupança;
  • Solicitar depósito dos créditos em cartão de crédito.

Mais Dúvidas, ligue para:   0800-170110

Para consultar seus créditos, clique aqui

Fonte: http://www.negocios-oportunidades.com.br

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Shell lança cartão de crédito para fidelizar clientes

Por Tatiana Freitas

São Paulo, 28 (AE) - A Shell e a financeira Citi lançaram hoje (28) um cartão de crédito, com a bandeira Visa, que converterá as compras feitas com este instrumento financeiro em créditos para o abastecimento nos postos Shell e demais estabelecimentos credenciados pela Visa. As empresas têm a expectativa de superar a marca de 1 milhão de cartões nos primeiros anos de operação.

Segundo o presidente da Shell no Brasil, Vasco Dias, com a parceria a Shell busca a fidelização de clientes. “O cartão atrai um público novo e faz com que aqueles que já eram usuários voltem mais vezes aos postos”, disse. Segundo o executivo, experiência semelhante da Shell em outros países mostrou também aumento do tíquete médio.

A Ipiranga e a Petrobras, concorrentes da Shell no varejo, já oferecem cartões de crédito aos seus clientes. A primeira utiliza a bandeira MasterCard e a segunda, Visa. Mas, segundo Dias, o cartão Shell Credicard Citi Visa oferece um pacote de benefícios diferenciado ao consumidor e facilidade no sistema de resgate de pontos. No cartão lançado hoje, os benefícios são creditados automaticamente na próxima fatura, a partir de um valor acumulado de R$ 10. O consumidor, portanto, não precisará solicitar os créditos. Além disso, as propostas de adesão serão depositadas pelos consumidores diretamente em urnas instaladas em todos os postos Shell. “Trabalhamos muito na melhora da parte operacional, que é fundamental”, disse Dias.

Nos primeiros 60 dias de operação, o cartão Shell Credicard Citi Visa converterá em crédito 6% dos gastos com combustíveis e lubrificantes na rede Shell e 2% dos gastos nos demais estabelecimentos credenciados pela Visa. A partir do terceiro mês de adesão, os créditos serão de 3% e 1%, respectivamente, para o uso tanto nos postos Shell como na rede credenciada.

O cartão estará disponível em três versões (nacional, internacional e Gold) para clientes com renda a partir de R$ 400. Não haverá cobrança de anuidade no primeiro ano de uso. A partir do segundo ano, o pagamento será de R$ 60 para a versão nacional, de R$ 90 para o internacional e de R$ 150 para o Gold.Agência Estado

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Índios pataxós aderem ao cartão de crédito

Quando o assunto é forma de pagamento, o cartão dispara na liderança, atingindo todas as classes sociais e todos os tipos de estabelecimento. Graças à tecnologia sem fio, que funciona via celular, trabalhadores autônomos passaram a utilizar as máquinas de cartão de crédito e débito para garantir ou incrementar as suas vendas. Na Bahia, depois dos ambulantes, feirantes e baianas de acarajé, quem também se rendeu ao “dinheiro de plástico” foram os 150 índios da aldeia Pataxó, localizada na Reserva da Jaqueira, em Porto Seguro, que desde dezembro aceitam o cartão de débito Visa como forma de pagamento na venda de artesanato.

Além de aumentar em até 60% as vendas, o cartão diminui o risco de calote – porque o comerciante não precisa mais vender fiado –, reduz o risco de perder o freguês que não tem dinheiro vivo na mão e ainda traz segurança para ambas as partes. De acordo com o diretor comercial regional da VisaNet, Fábio Camarotti, esses foram os principais argumentos utilizados pela administradora para convencer os Pataxós a aceitarem o meio eletrônico como forma de pagamento. “A gente detectou que havia oferta uma vez que a maior parte dos visitantes da Reserva da Jaqueira é de turistas”, diz, informando que já faz algum tempo que a administradora vem captando comerciantes de mercados alternativos.

Aceitação - Segundo a presidente da Associação Pataxós de Ecoturismo, a índia Mitynawã, apesar dos inúmeros benefícios apresentados pela VisaNet, tanto para os índios quanto para os consumidores, não foi fácil convencer a tribo a aceitar o “dinheiro de plástico”.

“Para o índio que nasceu e cresceu na mata, como a minha mãe, por exemplo, é difícil entender como funciona o cartão. Mas, por mais que a gente preserve a nossa cultura, precisamos evoluir e aumentar as nossas vendas”, destaca ela, acrescentando que a Reserva da Jaqueira reúne hoje 32 famílias, que vivem basicamente da venda dos artesanatos produzidos pelos próprios índios.

Mitynawã diz que, antes da inserção do cartão na rotina dos Pataxós, as vendas giravam em torno de R$500 por dia, isso num dia de movimento bom. Agora, esse número saltou para aproximadamente R$1 mil, ou seja, o meio eletrônico proporcionou um crescimento de 50% nas vendas. “Muita gente que nos visitava não levava dinheiro porque não sabia que vendíamos artesanato. Agora, o Visa colocou umas plaquinhas indicando que vendemos artesanatos com o cartão de débito”, ressalta a índia, complementando que o Visa também é aceito para pagar o ingresso para a visitação da Reserva da Jaqueira, que custa R$35 por pessoa.

Para usufruir da praticidade do “dinheiro de plástico” e aposentar a velha caderneta de fiados, a aldeia Pataxó precisou fundar uma organização, que é a Associação Pataxó de Ecoturismo, para receber o dinheiro, via conta bancária, dos que optam pagar com o cartão de débito Visa. “Como nós não somos assalariados, não tínhamos conta em banco”, ressalta Mitynawã, informando que todo o dinheiro arrecadado é dividido entre as 32 famílias da aldeia. Apesar de ser mais uma opção de pagamento para os visitantes da Reserva da Jaqueira, a novidade não gera divergências de opiniões somente na tribo. “Muitos clientes gostam da iniciativa, mas muitos criticam. Alguns chegam até a perguntar: ‘Índio também usa isso?”’, revela ela, finalizando: “Não é o cartão que vai deixar que a gente deixe de ser ou não pataxó. A nossa origem está no nosso sangue”. (GA)

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Passeio na reserva leva três horas

Situada no município de Porto Seguro, numa área de 827 hectares de mata atlântica, a Reserva da Jaqueira ocupa terras habitadas pelos índios pataxós no passado. Considerado um local sagrado para os índios, a reserva hoje é utilizada para a valorização da cultura pataxó. Os interessados em conhecer de perto um pouco mais desta rica cultura indígena podem visitar a área, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1973 e aberta ao público no final de 1999.

Após pagar uma taxa de R$35, o visitante adentra o portão e logo é recebido por um pataxó, que faz o papel de guia durante todo o passeio, com duração de três horas. Após o ritual de boas-vindas, o turista assiste a uma pequena palestra sobre a história pataxó. Em seguida, faz uma caminhada nas trilhas da mata, que incluem até armadilhas. Informações sobre a fauna e a flora da região também fazem parte do passeio, além da degustação de pratos típicos da aldeia, como o peixe feito na folha da patioba. (GA)

Fonte: Correio da Bahia